Julho, mês de férias....que beleza né? Lembro de meus deliciosos dias de criança de apartamento, explodindo rebocos de muros na viela onde morava, de minhas experiências de criogenia congelando peixinhos de aquário e tentando revivê-los com uma pilha dois fios, e lembro também do tanto de guloseimas que comprava para comer na frente da televisão.
Além do meu favorito, o doce de leite zebu em saquinho, no qual furava minusculamente um orifício com meus caninos para durar mais, mamando o mesmo por até dois dias, vou postar aqui uma série maravilhosa de doces que ulularam em minha memória.
Lanche do fofão:
Lembram-se deste? Levavamos para a escola por sua praticidade (na verdade era pelo preço mesmo) aquela barra do mais murcho waiffer já produzidor nas américas, porém na primeira dentada naquele isopor de chocolate ou morango, lembravamos da mamãe com alegria pela atenção e cuidado dispensados....rs. Estou sendo cínico.
Pirocóptero:
Esse pirulito era uma truonice só....ao abrirmos o mesmo, deixando o plastiquinho preso ao palito como uma capa, poderíamos brincar de super-homem, e quando acabava, enfiávamos a hélice e curtíamos horrores espalmando o mesmo e vendo os maravilhosos rasantes.
Porém, a pergunta que não quer calar, o pirocóptero foi um erro de engenharia (calcularam mal o coeficiente de dilatação do orifício do mesmo, nos obrigando a enfiar o plástico no buraquinho da hélice antes de colocar o pauzinho) ou uma estratégia conspirativa contra os potenciais engenheiros industriais, causando agonia e frustração?
Pirulito Zorro.
Quem se lembra do delicioso pirulito zorro?
Pois é, hoje a gente lembra com saudades, mas você já calculou quantas horas perdeu mordendo e tentando quebrar um pedaço daquela brita sabor framboesa?
Hoje ele é macio e fácil de mastigar, mas antes, só não era mais dura que a bala Nilva (descobri que era sabor abacaxi depois de adulto) recorda?
Porém, uma coisa tinha de bom. O palito era de madeira, não sei se reflorestada, mas não era como hoje, de plástico, ofensivo á mãe natureza.
E a bala SOFT, que de macia só tinha o nome.

Quantas crianças devem ter morrido engasgadas com aquela "rolha de garganta"? A mãe de um amigo pegava um martelinho daqueles de bater carne e esmigalhava os acepipes para dar na boca das crianças, justamente para evitar uma asfixia doce. Pensa no processo que hoje a Adams sofreria.