segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Lula à Doré - Canto da Primavera (Rodriguinho´s House)

Estou de volta depois de um fim de semana delicioso ao lado de bons amigos e excelentes reuniões.

Ontem cheguei do Canto da Primavera, um evento anual que reune em Pirinópolis amantes de boa música e de gente interessante.

Fiquei hospedado na casa do Rodriguinho (que por sinal é perfeita) Secretário em Pirinópolis e amigo que ficou brother neste fim de semana (Abimarules), onde pude, na cozinha-ilha instalada juntamente à sala (isso mesmo, nada de paredes) fazer uma maravilhosa lula à doré.

Nunca tinha feito. Não sabia sequer como limpar a lula, mas agora, me tornei expert neste prato que sai super-baratinho e que impressiona um monte.

Vou postar esta receita que talvez vá se tornar um dos pratos do pub do Léo (não posso divulgar o nome, foi mal) que será construido com pedras e pau brasil (certificado) num dos lugares mais promissores de Piri.

A lula, irônicamente comida por petistas, ficou crocante e bem temperada e custou meros R$ 6,00 o kg. Pasmem.
Tirando o pneu do meu carro que furou na volta, o resto foi sensacional.

Lula à doré.

Ingredientes:

1/2 kg de lula média
1 limão
2 cabeças de alho
sal, pimenta a gosto
300g de farinha de trigo
1 litro de óleo

Modo de preparo:

Após a lula devidamente limpa; corte em aneis, tempere com caldode 1/2 limão, alho, sal e pimenta á gosto.(reserve)Em um recipiente , coloque o trigo temperado c/um pouco de sal.Coloque o óleo em uma panela baixa, aberta com 1 palito defósforo e uma rodela fina de limão no fogo p/aquecer até acendero fósforo.Passe os anéis de lula no trigo bem leve e coloque uma porção napanela. Não mexa até dourar. Após a retirada da porção de lula,coloque uma porção de alho p/fritar e coloque sobre a lula. É sóservir com molho de sua preferência.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Originale Pizzaria - No final tudo deu certo


No sábado, após uma reunião de negócios, junto à amigos, resolvi conhecer um pequeno bar ao lado do Piquiras, chamado Blumen Hauss, que pensei ser um lugar bacana para nos inspirarmos com idéias novas, visando o pub que será aberto em novembro em Goiânia.

Ledo engano, cerveja cara, chopp que segundo o Tiagão tem gosto de mijo de égua e um garçon tenebroso (que pena, o lugar tinha tudo para ser interessante).
O fato é que após a breve decepção resolvemos migrar para a pizzaria Originale, que fica no Marista: Rua 139, Qd.: 58 Lt.: 23-E (ruazinha que desemboca no Piquiras) que nos alegrou com grata surpresa.
O lugar muito interessante, com suas paredes de tijolos toscamente cobertos, lembra a velha Abruzo sob ruínas.
O espaço verde é imenso, parece uma chácara de tão grande, e seus jardins não são como os italianos, abrigando jaboticabeiras, espaço para a criançada tocar o terror e um tanque cheio de carpas coberto por uma ponte.
Como a chuva corria aos borbotões, ficamos no lado de dentro, rindo galhofeiramente de assuntos mais diversos e conversando sobre o Pub (estou fazendo a seleção de pessoal deles) que será lugar sem precedentes em Gyn.
Pedimos diversas pizzas ao palito, mas convém elevar aos altos píncaros das delícias celestiais a pizza de Shimeji temperado, servida numa massa finíssima e crocante como pouco havera visto em minha arguta jornada.
Quando dei por mim, estava de olhos fechados, mergulhado em algum recôndido do Cantão, sentindo o cheiro das especiarias geograficamente antagônicas sobre aquela massa Siciliana.
Velho Pleorotus que ainda me deixa a salivar meu paladar.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Pinquí - A sorveteria mais Style do cerrado

Meu povo, estou com a garganta gelada até agora de tanto sorvete que tomei!
Depois do almoço resolvi tomar um sorvetinho (calma lá, transição de dietas)para refrescar, neste clima de savana que estamos vivendo aqui na capital do cerrado.
Desta vez, obstinado, resolvi procurar a tal Pinquí (Pink + Pequi) da qual eu tanto ouvira falar.
A sorveteria, adornada por seu pequizeiro estilizado, fica na Ricardo Paranhos n. 211 no Setor Marista.
O lugar fica instalado numa lojinha de uns 50m, mas merece uma esquina inteira pela originalidade e qualidade oferecidas.
O sorvete, na verdade é uma miscelânia que podemos criar na hora, escolhendo entre 43 sabores de sorvete e diversos outros ingredientes, como frutas, castanhas, chocolates e confeitos, que são misturados na nossa frente em cima de uma pedra gelada e servidos no potinho.
Original e saudável, porquê todos os sorvetes são feitos numa fábrica própria pela Engenheira de alimentos Camila (sócia proprietária) com poupa natural de frutas,s e o melhor, sem gordura hidrogenada! Uma novidade que confere ao sorvete suavidade e leveza.
Entre quase uma hora de conversa agradável com a Darlene Gomes, a Dadá (proprietária) tomei duas misturas, a número 1, com sorvete de jabuticaba, sorvete de Yogurte, castanha de barú e doce de jabuticaba, e a número 6 com sorvete de cajá, sorvete de yogurte, manga, kiwi, suspiro e raspas de limão.
Vocês não tem a menor idéia das delícias que ficaram. Refrescantes e suaves como um banho de mar.
Depois disso experimentei praticamente todos os sabores oferecidos gentilmente pela Dadá.
Confesso um deslise a vocês, a conversa estava tão gostosa que lembrei que não tinha pago os R$ 12,00 dos sorvetes quando estava na esquina. Voltei quitei meu débito, marquei meu cartão de fidelidade e vou voltar muuuuitas vezes.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Döner Kebab - Souvlaki do Psicocaixeiro viajante


Diário de Bordo do psicocaixeiro viajante, dia 10/09/09.
05:00- Acordo com o telefone tocando uma música irritante que coloquei pensando ser a mais animada, na crença que saltaria da cama como num espetáculo de lançadores de canhão. Ledo engano.
05:20- Tomo um banho quente, pensando no frio que passaria no caminho para a rodoviária, e como saberia mais tarde, acertei.
05:30- Mato uma gelatina de morango que criou uma crosta de gelo, aumento a temperatura da geladeira.
05:35- Pego a motoca, passo frio, vou à rodoviária, deixo-a trancada no estacionamento, compro as passagens, mato um leite quente com mané pelado (bããão demais da conta) no Lanche do Careca.
06:00 – 09:00- Durmo, escuto música, oro, e fico sorrindo diante da maravilhosa vida que estou tendo. Uma torrente ensandecida de bênçãos.
09:10 – Pego o metrô, desço na internet, leio meus e-mails, excelentes notícias, boa proza com uma amiga que amo Nega Jú;
09:30- Vou ao Shopping, subo para o andar que dá acesso aos elevadores das salas comerciais e vejo um cara num quiosque temperando belos bifes de carneiro e fincando-os ao meio num espeto longo. Minha mente se atiça e tenho a certeza de onde almoçarei.
10:00 – 12:00 – Maravilhosos atendimentos, feliz com a vitória de meus clientes;
12:12- Chego ao Döner Kebab, o tal lugar que vira pela manhã. Pedi um Kebab de carneiro, recheado com Tahine, cebolas carameladas, alface picado, tomate e homus, e para acompanhar um suco de pêssego.
12:20 – Dou a primeira mordida naquele pão folha tostado e crocante que enrola o recheio, observo que a usual bagunça causada pelos sanduíches não acontece com este kebab. Lembro então de ouvir falar sobre a origem balcaniana do prato, que foi disseminado pelo mundo por turcos e sírios e penso o quanto o nome “churrasco grego” dado a ele aqui é ridiculamente tosco.
12:25- Já estou na metade do “Souvlaki” (outro nome dado ao sanduba), me deliciando a cada mordia e notando sabores de cebola, alho e especiarias como alecrim, hortelã e algo que não consegui decifrar, mas o aroma lembrava a chipre e cravo. Acho que se tivesse um pouco mais de sal seria perfeito.
12:40- Volto para minha sala muito feliz para meus demais atendimentos.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Cantinho Frio - Coração quente e bom caldo

Nesta semana pude voltar a um lugar interessante, o Cantinho Frio, na rua 228 número 53 no Setor Universitário.
O lugar é um clássico de Goiânia, mocozado numa ruela do setor, já foi uma portinha que cresceu, cresceu e hoje toma boa parte do quarteirão.
Fui com meu grande (realmente grande, assim como eu) e velho amigo Vinícius e outros amigos e amigas das antigas, que também iam nesse lugar, inclusive conosco.
Entre lembranças boas, deliciosas gargalhadas e calor humano, pude tomar uma excelente limonada e um caldo de camarão que para mim é um dos melhores da cidade.
No lugar, ás terças e quartas, tem o rodízio de caldos e petiscos.
Compensa a visita, a minha compensou, e como...!

Faz tempo que não publico uma receita, por isso vou colocar esta aqui.

Ingredientes:
1/2 kilo de camarão;
300 gr de mandioca;
1 vidro pequeno de leite de coco;
1 envelope de Sazon;
5 colheres de sopa de colorau;
2 colheres de chá de Ajisal;
2 colheres de chá de Ajinomoto;
1/2 copo de óleo ou 1 tablete de margarina;
1/2 copo de conhaque;

Modo de fazer:
Lave o camarão , ponha o óleo na panelapara esquentar, doure o camarão inteiro com a cabeça,assim que estiver bem vermelhinho.retire da panela e ponha num prato para esfriar,descasque a mandioca, corte em pedaços e coloque numliquidificador.acrescente o leite de coco, as cabeças de todos oscamarões e coloque 250 grs de camarão (metade).acrescente 1/2 litro de água e bata.Na mesma panela que você fritou o camarão acrescentealho moído, Sazon, colorau, Ajisal , Ajinomoto , doureos temperos e depois acrescente a mistura doliquidificador, vá mexendo e acrescentando água paranão ficar grosso demais.deixe cozinhar por quinze minutos ao final acrescente1/2 copo de conhaque mexa e pronto , ai esta o caldo decamarão.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Bendita Tapioca – O divino sabor do Nordeste em Goiânia


Em frente a um dos mais belos e históricos bosques de Goiânia, o dos Buritis (parabéns mais uma vez Maurício), fica um lugar mágico, com cara de Brasil caboclo porém com requinte de rusticidade chique, a Bendita Tapioca (Alameda dos Buritis n. 88 Centro).
Construída em um velho casario tradicional, que remonta o início de nossa jovem capital, esta formidável Shangrilá recebeu minha solitária visita neste domingo á tarde, dia em que me refastelo com a alma lavada por bênçãos médicas, alforriado pela carta magna da dieta.
Ao chegar ao lugar, já me encanto pelas lindas instalações, e, passeando pelo chão de cimento queimado, sigo a trilha de ladrilhos seculares que encrustados artesanalmente em passarela áurea, me remontam o caminho percorrido Doroth em meio a sua odisséia fantástica.
Cheguei então a um lindo jardim, com uma casa de brinquedos no fim e o frescor dos quintais de avó.
Havia apenas uma mesa ocupada por convivas que se levantaram antes mesmo que eu sentasse, ato este que quando realizado, me permitiu deleitar ao som de “Cabides” na voz soberba de Martnália e dei graças ao meu Senhor por tamanho presente.
Ao notar que eu, homem de porte e garbo herculíneo me encontrava sozinho no recinto, o garçon, sujeito de intenções que se revelariam escusas, com o controle em punho alternava entre o circuito de moto velocidade e algum jogo aleatório.
Imaginando que o mesmo tentava me agradar, dei de ombros ao zappear, chamando-o e fazendo meu pedido, uma tapioca com manteiga e queijo do sertão R$ 5,90 e um suco de abacaxi, laranja e gengibre R$ 6,00.
Ficaria em silêncio ao me lembrar daquelas porções de dádivas se não tivesse que descrevê-las a vocês, pacientes leitores, que sequer terão noção da profusão de sabores caso não experienciem por si mesmos.
A tapioca, como descreveu anteriormente meu amigo Pierre, corta-se sozinha com o peso da faca, e de tão suave, nos conduz pelas mornas areias de Genipabú, e ao encontrar o sabor encorpado do queijo nos leva a um mergulho por águas mornas e acalentadoras.
O refresco então, uma saraivada de nuances que nos acertam de todos os lados, extasiados e inebriados pelo néctar da inventividade suquística.
Quando terminei, o garçon ainda estava de costas para mim, e qual coelho maluco, saltitava de uma perna para outra com contrações nervosas pelo jogo.
Ao chamá-lo, pedi uma de coco e leite condensado (R$ 6,50) para coroar meu domingo, e qual foi minha surpresa ao dar a primeira garfada...Uma das coisas mais maravilhosas que comi em minha dionísica passagem pela terra. Elaborada com coco ralado em lascas, que de tão frescas me fizeram sentir o sabor da água que à pouco banhava as costas daquela castanha.
Lotem aquele lugar para que o mesmo não seja efêmero oásis em meio a este deserto de pequizeiros, tamaduás-bandeira, Lucilenes, Sebastianas, Donas Cotas...