terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Bacalhau da familia Garcez Henrique

Natal é época de confraternização, e aqui em casa em especial e dia de casa cheia. Minha família é bem grandinha, e o Natal é uma data que todos os irmãos e netos se reúnem em volta do fogão para ver minha mãe cozinhar, porque ninguém é doido de tirar ela de lá e correr o risco de ter uma ceia com sabores desagradáveis.
Antes de falar sobre o que comi no natal, como meu gastronômico amigo pediu, gostaria de falar uma das teorias sobre o surgimento da ceia de Natal (juro que vai ser bem rápido, rápido mesmo, pode continuar lendo o texto).
Bem, dizem que a Ceia de Natal nem de longe veio de um costume cristão, uma das teorias que ouvi a respeito do surgimento desse costume veio da cultura nórdica. Os vikings se reunião para celebrar o surgimento do sol, depois do longo período de neve, essa época coincidia com a época do abate dos animais. Então se fazia uma grande festa em homenagem ao sol e ao novo recomeço para eles. Tempos depois o cristianismo incorporou essa celebração como forma de prestar homenagem ao menino Jesus.
Viu, nem foi tão grande assim. Mas vamos ao que comi no Natal.
Como somos de uma casa portuguesa, com certeza, a melhor cozinheira que conheço (mamãe) faz uma bela Bacalhoada, que dizem as lendas é receita de meu avô paterno, que veio de Portugal ainda mocinho. Tudo regado a muito vinho.

Mas vamos tentar reproduzir essa maravilha que me empanturra todo Natal.

Bacalhau da família Garcez Henrique

Ingredientes:

· 2 kg de Bacalhau do bom;
· 3 kg de Batata miúda;
· 2 kg de Cebola;
· 4 kg de Tomate bem maduro;
· 500g de Azeitona Preta;
· 1 moí de Couve;
· 3 dúzias de Ovos;
· Azeite de Oliva;

Modo de Preparo:

Desalgue o bacalhau, de preferência com bastante antecedência, em água fervente. Cozinhe as batatas, a couve e os ovos, numa outra prepare um molho ao sugo com os tomates, a cebola e as azeitonas pretas com bastante azeite de oliva, não deixe de reservar um pouco para regar a iguaria depois de pronto.

Depois do Bacalhau desalgado e as batatas e a couve cozidas comece a montando o prato picando os ingredientes, e vá montando alternando as batatas, os ovos e bacalhau, como numa salada.
Ao final regue com bastante molho de tomate ,azeitona e cebola. E coloque na geladeira para ser servido frio.

A receita rende duas grandes travessas, que aqui em casa é mais que suficiente.

O pulo do Gato:

Prepare o prato de um dia pra outro para que o tempero incorpore ao bacalhau, fica de comer rezando.

Bom, não sei se consegui passar de forma fidedigna a receita que leva a loucura nas festas de fim ano, mas o caminho é esse.

Abraços e um ano novo delicioso a todos!!

Murilo Garcez

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Chester Tropical

Gente, estou até agora dando trela de rir! No sábado, aconteceu a tradicional festa anual das amigas da minha namorada e seus digníssimos, e desta vez a temática foi: Brega´n night.
Pensem num povo ridículamente trajado dançando ao som de músicas dos anos 80 e 90 com passos de Vogue, Poperô, Smurf Dance e outras tantas danças mortas...
Porque estou postando isso? Eu fiquei responsável pelo Chester Tropical.
Para falar a verdade, quase não lembro do sabor ou resultado (por causa de uma garrafa de Brandy Napoleon 20 anos), só sei que ficou molhadinho e o tempero pegou.
Postarei aqui uma imagem para que vcs tenham o sabor da festa também.

Chester Tropical

Ingredientes:
1 Chester grande;
2 copos de vinho branco fino;
1 colher de sopa de mostarda;
1 colher de sopa de mel;
1 laranja;
1 limão;
3 folhas de louro;
2 cebolas grandes picadas;
4 dentes de alho;
4 bandas de pêssego em calda;
200 g de uvas passas;
200g de ameixas secas;
200g de bacon;
500g de farinha de mandioca;
4 colheres de manteiga;

Modo de preparo:

Em um refratário tempere o Chester com o vinho, o sal, louro, limão, laranja, 2 dentes de alho, 1 cebola picada, mostarda e mel e deixe marinando por 12 horas.
Após este período, embale o mesmo em papel alumínio e coloque-o em forno pré-aquecido a 200 graus por 2 horas, retire do forno e espete com garfo, se entrar macio ele já estará cozido.
Retire o papel, regue com o caldo e pincele com manteiga. Leve ao forno por mais 30 minutos para dourar.
Farofa:
Em uma panela média, acrescente a manteiga e deixe aquecer. Coloque a cebola picadinha e o alho restante e deixe murchar. Acrescente o bacon e os miúdos que vem com o chester e deixe ficar bem cozido.Acrescente as frutas, o sal e deixe cozinhar por 5 minutos. Desligue o fogo e deixe esfriar bem antes de colocar a farofa de mandioca.

Meu banner

Gostaria de agradecer publicamente a contribuição do Murilo Garcez, pelo delicioso banner que criou para o cabeçalho da página. Brother, vc é fera mesmo!!!
Ficou melhor do que pamonha frita!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O que comeu no natal?

Começarei a divulgar aqui no blog matérias de vcs leitores, dizendo o que comeram no natal, mas não esqueçam de falar onde, e se possível, tentar reproduzir a receita.

Pode ser qualquer coisa, sem frescura ou com frescura. Um amigo meu fala que ama a farofa de moela com passas da sogra, e garante que é melhor do que foie gras.

Eu vou fazer um delicioso chester californiano, mas que pena...eu só vou poder dar a receita depois de comer.rsrsrsrsrrs

Vamos movimentar o blog, façam como o Murilo.

Abraço a todos e todas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Casa São Paulo - Entre a Mooca e o Morumbi

Leitores, aqui vai uma deliciosa contribuição do meu grande amigo publicitário e blogueiro Murilo Garcez. Leiam com atenção, o cara é fera:

Entre a Mooca e o Morumbi."Não! Não é uma obra faraônica do governo de São Paulo.É a combinação mais divina entres pizzas de Goiânia.Vamos do começo:Era uma sexta feira despretensiosa, digníssima e eu resolvemos sair para alugar uns filminhos pra passar o fim de semana.Depois da expedição a vídeo locadora, resolvemos ir bater uma pizza na Casa São Paulo Pizzaria, velha conhecida nossa.Antes de fazermos o pedido resolvi degustar uma das sete maravilhas de Petrópolis, a cerveja Dessava Ruiva. Disparado é uma das melhores cervejas que já tomei, e como diz o próprio fabricante “a Devassa Ruiva esnoba o sabor de qualquer outra cerveja”. Tudo de bom ponto com ponto bêere.A cerveja tem uma coloração avermelhada, óbvio, e um aroma e sabor mais encorpado. Segundo o fabricante mistura de 6 maltes especiais com lúpulos europeus deu nisso: uma Devassa com 4,8% de teor alcoólico que atrai tanto no visual quanto no sabor. E ele ainda orienta: são 355 ml para você apreciar entre 4 a 7 °C e para combinar com ela, a dica é abusar de pratos com forte presença de paladar como carnes vermelhas, massas com molhos condimentados, e queijos como parmesão, gouda e emmental.Pra mim foi paixão a primeira beiçada.Bem, mas como blog é sobre o que comi e não sobre o que bebi, vamos ao que interessa.

Acho que conheço praticamente todos os sabores das pizzas da Casa São Paulo e recomendo as pizzas das casas, aqueles com nomes de bairros típicos da paulicéia desvairada (Mooca, Brás, Bexiga, Casa Verde e por aí)Mas a combinação mais que perfeita, nem minha gordinha opinião, é mezza Mooca mezza Morumbi. A pizza Mooca leva Mussarela, Presunto, Catupiry, Cogumelos, Parmesão e Azeitonas Pretas, contrastando com a Mussarela, Tomates, Presunto e deliciosas fatias de lombinho defumado e picante da Morumbi!Suas papilas gustativas vão zero a cem na primeira mordia.Mas o pulo do gato da Casa São Paulo Pizzaria, é o mega forno a lenha que deixa a massa dessa iguaria crocante.

O valor da brincadeira: aproximadamente R$40,00Sendo um pizza pequena (mas que atende bem um casal não esfomeado), dois refrigerantes e uma devassa.
Vale cada centavo!

Abraços e até a próxima".

Murilo Garcêz

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Bolo de Rolo


Sabedora de meu interesse em gastronomia, uma cliente em um de seus passeios, me trouxe de Pernambuco uma iguaria que sinceramente me deixou embasbacado, para não dizer estupefato (putz dá na mesma), chamada Bolo de Rolo, fabricada pela Casa dos Frios.
Na hora que me presenteou, olhei assim meio desconfiado e pensei: um rocambole industrializado? Fiz carinha de quem estava entendendo o mimo, mas por dentro fiquei esperando acabar meus atendimentos para "olhar com a boca".
Ao abrir a caixinha, me deparei com um rocambolezinho com um pão-de-ló finíssimo, recheado de goiabada. Olhei de novo...vamos lá!
Primeira mordida: Sentei em minha poltrona, fechei os olhos, respirei fundo e senti banhar-me pelas brisas do Atlântico ouvindo aquela música do U2, Beautifull Day.
Segunda mordida: Senti a massa levíssima com dulçor moderado, contrastando com o apurado e fino doce de goiaba. Não era rocambole, era....bolo de rolo.
Não entendi mais nada depois disso. Só pensava em trazer a representação deste paraíso em caixinhas para Goiânia.
Detalhe: A maravilha já é considerada patrimônio imaterial de Pernambuco e é vencedora do Guia Veja 2007.
Maurício de Nassau que me perdoe, mas descobri Pernambuco.

BOLO DE ROLO

Ingredientes:
Massa:
200g de manteiga em temperatura ambiente;
200g de açúcar;
6 gemas;
200g de farinha de trigo;
1 colher de chá de fermento em pó;
6 claras em neve;

Recheio:
500g de goiabada caseira;
½ xícara de chá de água;

Para montar:
Açúcar de confeiteiro

Modo de preparo:
Massa:
Na batedeira, bata a manteiga com o açúcar até formar um creme. Coloque as gemas e continue batendo até ficar cremoso. Junte a farinha de trigo, o fermento em pó e misture. Por último, as claras em neve.
Recheio:
Leve ao fogo a goiabada com a água e deixe amolecer. Em seguida, passe por uma peneira.
Montagem:
Coloque 5 colheres de sopa de massa para assar cada bolo. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por 5 minutos aproximadamente. Pressione levemente com os dedos para verificar a textura. Retire, coloque a forma sobre um pano úmido ou sobre o mármore, passe o recheio e enrole. Asse o segundo bolo, passe o recheio e enrole com o primeiro bolo. Faça o mesmo procedimento com os 5 bolos. Polvilhe com açúcar de confeiteiro.
Pulo do gato:
O segredo é não deixar dourar porque a camada tem que ser muito fina, e que assa rápido. Coloque a massa sobre papel manteiga untada. Você também pode fazer um massa de pão-de-ló de água, assando sem dourar, colocando a massa bem fina na fôrma (cerca de dois dedos) e depois de pronto, deixe esfriar e coloque um pano de prato bem úmido em água por cima outro por baixo e deixe por cerca de uma hora, isso facilita para enrolar.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Resultado do Comida di Buteco

Amigos leitores, contrariando meu post Comida di Buteco 3, sinto o dever de informá-los em primeiríssima mão (antes do site oficial) o resultado do evento, do qual acabei de retornar.
Realizado no Mercado Popular da 74, com fundo musical de João Garoto e seu harmonioso sambinha, e sob a batuta inconfundível do apresentador Handerson Pancieri (vestido de mestre-cuca) em meio aos tira-gostos concorrentes servidos à vontade (comi todos), foram anunciados os 5 melhores botecos da capital.
Que rufem os tambores......
1- Bar Dodô- Com o tira-gosto bolinho de bacalhau;
2- Botequim Mercatto- Bolinho de aipim com camarão;
3- Bar Marronzinho- Disco de peixe;
4- Vai tomá no Kuka bar- Pastelzão de pizza;
5- Bar Dom Cirus- Panqueca de bacalhau;
Prestem atenção no resultado e vejam o que tem em comum. Será que é porque aqui em Goiânia não tem mar? Brincadeiras á parte, todos os tira-gostos foram festejados por 15.000 pessoas, o que representa 3x mais que a primeira edição do festival em Belo Horizonte, realizado á 10 anos.
Será que goiano gosta de boteco uai? Apreciadores da baixa gastronomia unidos jamais serão vencidos.
Como sou bonzinho, vou postar aqui uma receita básica de bolinho de bacalhau, porém o “pulo do gato” só o Dodô para contar. Quem sou eu para me atrever...Quem sou eu?

Bolinho de Bacalhau

Ingredientes:
- 250 gramas de bacalhau; 200 gramas de batata; ½ cebola picadinha; 1 generosa colher de sopa de salsinha picada; 3 ou 4 ovos; noz-moscada ralada na hora; sal e pimenta-do-reino.

Modo de fazer:

Dessalgue o bacalhau com bastante antecedência. Se não for muito espessa a posta, 48 horas trocando a água muitas vezes. É bom manter o bacalhau na geladeira.
Cozinhe o bacalhau dessalgado. Retire as eventuais espinhas e a pele.
Descasque e cozinhe as batatas.
Desfie muito bem o bacalhau num pano de prato.
Transforme as batatas num purê.
Coloque o bacalhau e o purê de batata numa vasilha. Junte a cebola picada, e a salsinha. Tempere com noz moscada, salgue a apimente.
Vá misturando a preparação com as mãos e colocando os ovos, um a um até conseguir uma massa homogênea. A quantidade vai depender do tamanho dos ovos.
Molde os bolinhos com as mãos e frite em abundante azeite de oliva bem quente.
Está pronto para servir.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Toshca Arabian - Deliciosos Doces árabes

Amigos leitores, minha vida social "bombou" neste fim de semana.
Fui a 4 aniversários e 2 confraternizações, onde comi de tudo um pouco (minha namorada não diria pouco).
Não havendo como relatar tudo que foi degustado, destaco aqui a visita às novas e suntuosas instalações do Toshca Arabian, na rua T-38 c/ T-64, n. 1053- Setor Bueno (3092-1323), onde pude me deliciar com as maravilhas árabes.

Entre os deliciosos e tradicionais pratos, e apresentações de dança árabe, este então sultão que vos narra, foi apresentado a duas iguarias doces que ficaram na lembrança, a Baclawa e o Mantecal.
A Baclawa, delicioso e finíssimo doce de massa folheada , me surpreendeu pelo seu sabor marcante e contrastante de água de flores e nozes, uma delícia.
O Mantecal, um pouco sequilho, um pouco biscoito amanteigado, me fez ir às nuvens em um tapete persa por alguns segundos e retornar ao chão pedindo bis.
De tão suave, a sensação que tive, foi de quebrar flocos de Cirrus (nuvem) entre os dentes, derretendo vaporosamente pelas papilas.mmmmmmmmm!
Observação: Outro destaque foi a surpreendente cozinha montada pelo Jack, um show à parte, que confesso a vocês, não deve nada às melhores do país.

Seguem abaixo as tentativas de reprodução das receitas, que por melhores que ficarem, faltarão o toque especial da Dona Munira, a doceira (sogra e tia do proprietário) experiente responsável pelas iguarias.

Baclawa:
Ingredientes:

400 g de noz moída1; xícara (chá) de açúcar; 3 colheres (sopa) de água de flor de laranjeira; 2 pacotes de massa folhada pronta; 200 g de manteiga;

Calda de Açúcar2 xícaras (chá) de água; 4 xícaras (chá) de açúcar; 1 colher (sopa) de água de rosas; 1 colher (sopa) de água de flor de laranjeira ; 1 limão;

Modo de Preparo:

Misturar as nozes com o açúcar e a água de flor de laranjeira. Abrir a massa folhada bem fininha e cortar em retângulos. Colocar numa assadeira camadas de massa folhada pinceladas com manteiga derretida, entremeadas com a mistura de nozes. A última camada deve ser de massa. Levar ao forno brando por 40 minutos. Retirar do forno e banhar com a calda de açúcar .Calda de Açúcar:
Ferver a água e o açúcar durante 5 minutos. Colcoar a água de rosas, a de flor de laranjeira e o suco de limão. Ferver mais 2 minutos e retirar do fogo

Mantecal:

Ingredientes: 400 gramas de manteiga; ½ copo de açúcar de confeiteiro; 02 gemas; Cravo em pó a gosto; ½ cálice de conhaque; Amêndoas picadas a gosto; 400 g de farinha de trigo (ou quanto bastar); Baunilha em pó a gosto;

Modo de fazer:

Bater a manteiga até ficar bem branquinha. Acrescentar o açúcar de confeiteiro e bater mais. Colocar as gemas e voltar a bater a mistura. Tirar da batedeira e acrescentar o cravo em pó, o conhaque e as amêndoas picadas. Despejar aos poucos a farinha até que forme uma massa não muito dura.Fazer bolinhas com a massa e apertar o meio com o polegar para dar forma aos biscoitinhos. Levar ao forno para assar e tirar os biscoitinhos quando estiverem cozidos, porém antes de dourar. Preparar uma mistura de açúcar de confeiteiro e baunilha em pó e peneirar por cima dos biscoitos.Na receita árabe não vai cravo em pó, nem conhaque, mas as amêndoas dão um sabor especial.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Escondidinho Bar - Escondidinho de charque

Encerrando minha breve participação no já exaustivamente elogiado festival, posto aqui minha última visita, e a que mais me senti por cima da carne seca, aliás...do charque (ou Chark).
Minha visita dessa vez foi ao Escondidinho Bar, que empresta o nome para sua especialidade, que aliás foi o prato que degustei: Escondidinho de Charque.

O Local: Uma casa onde nos Happy Hours o som é o pagode.
Conta com amplas estalações em L, bem arejada, porém muito escondida.

O atendimento: Chegamos eu e minha digníssima no escondidíssimo lugar - Rua 69 n. 640, Jd. Goiás, em frente á Tv Serradourada- e fomos (mal) recepcionados por um segurança com uma voz que parecia sair do fundo das regiões abissais dos confins da terra, cuja educação certamente foi realizada por sobreviventes de Esparta.
Posteriormente fui então atendido pelo atencioso garçon que ao ser indagado sobre o prato, me respondeu que era macaxeira amassada com carne moída (?!?). Pasmem!!!

Porém, para minha sorte, era apenas mais um fruto das sandices ditas pela bem treinada nata de garçons desta cidade abençoada, ou seja, era realmente Escondidinho de Charque, e não Pasta de Mandioca com Boi Ralado.
Detalhe: Quando me identifiquei como jurado, o garçon queria se esconder dentro de suas cuecas, o gerente veio se despedir e os seguranças fizeram cara de tacho...me senti vingado, e pela primeira vez na vida por cima da carne seca. hehehe.

O Prato: Muito gostoso, não tenho o que reclamar. Temperinho na medida certa, musseline de mandioca muito bem feito, o charque saboroso (porém parecia lagarto desfiado) não passou no sal, bem gratinado...ou seja, um prato certinho, nada de extraordinário.


Valor: R$ 10,00


Escondidinho de Charque:


Ingredientes: 500g de carne de charque cozida e desfiada; 500g de cebola cortada em tiras grossas; 6 dentes de alho grandes espremidos; 1,5kg de mandioca; 2 colheres de sopa de manteiga; Sal e pimenta a gosto; 50g de queijo ralado; Óleo para fritar a carne.

Preparo
Cozinhe a mandioca com sal até ficar bem macia. Bata no processador ou no liquidificador com um pouco da água do cozimento até formar uma pasta grossa. Leve de volta ao fogo com a manteiga, fazendo um purê. Reserve. Frite a carne de charque com a cebola e o alho e tempere com a pimenta a gosto. Não deixe ficar muito seca. Em um refratário faça uma camada com metade do purê, despeje por cima a carne e cubra com o restante do purê de mandioca. Polvilhe com o queijo ralado e leve ao forno até dourar.
Obs: O escondidinho pode ser servido como petisco, para acompanhar uma cerveja gelada ou como prato principal. Neste caso o único acompanhamento necessário é uma salada leve, com alface, tomate e cebolas

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Rã à La Mangueira´s

Meus amigos, relatarei a vocês uma grande experiência vivida nestes meus dias de glória como jurado deste grandioso evento:

O local desta aventura foi o Mangueira´s Bar (não confundam com o famoso e badalado Mangueiras do setor Oeste) que fica na Av. Flamboyant, 671 no Parque das Laranjeiras, e o motivo de tal desbravamento foi a Rã à La Mangueira´s.

Fui ao local com meu grande camarada e empresário do ramo de restaurantes Mateus Martins (filho do amigo e chef de cozinha Tone Martins), que não me deixou na mão diante de tão exótica empreitada.

Quando chegou o prato, minha grande surpresa: eis que surgem em minha frente tenras e suculentas coxas e sobrecoxas de rã à milanesa e um molho escuro servido em separado.

Confesso que tive receio de experimentar, porém á primeira mordida me encantei pelo sabor sutil do tempero e maciez da carne, que era como a de frango, porém com um sabor superior em suavidade. Uma surreal mescla de sabores indescritíveis que só tiveram seu crepúsculo quando resolvi experimentar o tal molho...

Fui do céu ao inferno em uma mordida. Olhei para a face de meu comparsa e suas narinas infladas não escondiam o dessabor (quem dera o fosse) da malfadada mistura, que teimo em classificar seu paladar como sangue talhado de macaco velho com bile de filhote de jumenta. Algo indecifrável...mesclando o amargo, o azedo e o adocicado.

Chamei na hora o garçon e perguntei se ele tinha certeza que o molho não havia ficado fora da geladeira por umas 8 semanas ou se um gato desavisado havia confundido o pirex com uma caixa de areia, mas não...era a mistura de bacon, açaí e especiarias (mmmm....o gato!).

Então não coloquei mais o molho e voltei a me deliciar com as coxinhas tenras do batraquio e continuei no bar conversando horas a fio com o também assustado Mateus sobre aquela louca experiência alquímica da lisérgica cozinheira.

Preço da poção: R$ 26,00
Rã à la Mangueiras:
Não me atrevo a tentar reproduzir esta receita.