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terça-feira, 7 de maio de 2013

Belisquê realiza Festival de Beliscos




Pessoas, como vocês sabem o Belisquê é um dos lugares mais bacanas da cidade para tomar um chopp Heineken geladíssimo e comer alguns dos melhores petiscos de Goiânia ao som de músicas de excepcional qualidade. Já comomorei dois aniversários lá, do tanto que eu curto o lugar.

Pois bem, a novidade é que a partir de 

9 de maio em avant-premiére para convidados

a casa vai incrementar o cardápio com a participação de chefs convidados,  dentre eles a competentíssima amiga Edvânia do Porto Cave.

Segue a divulgação do evento na íntegra:



"A partir de 10 de maio, os frequentadores do Belisquê Arte Chopp irão saborear o novo cardápio da casa. Além de quatro novos beliscos desenvolvidos pelo chef André Barros, duas outras referências da gastronomia goiana formam convidadas para incrementar o menu renovado  para rechear o happy hour dos goianienses: as chefs Tatiana Mendes e Edvânia Nogueira.


André Barros


“A cozinha é um lugar de interação e, com este intercâmbio, ganhamos todos:  nós, que temos prazer em cozinhar, e o público que aprecia os sabores”, convida o chef André Barros que, aliás, mais uma vez surpreenderá o público com suas receitas com traço de brasilidade compostas por misturas inesperadas: Trouxinha Mineira, feita à base de mortadela com queijo mineiro,  Pernil no Pão de Queijo; Sobrecoxa com Catupiry; e Gratinado de Jilo. “Eu gosto desta história de buscar ingredientes marginalizados como o jiló, justamente para  apresentar  novas propostas e quebrar paradigmas”,  diz.




Tatiana Mendes, além de chef de cozinha, é professora de gastronomia e é autora do blog Em Busca da Garfada Perfeita, onde conta as viagens que faz para conhecer novos sabores e trazer referências para seus pratos. No Festival de Beliscos, entrará em cena com a Polenta com Ragu de Costelinha de Porco, um prato com inspiração nas origens da autora e que vai bem com a estação que chega.  “Mais uma vez, estou apresentando aos goianos a polenta, que é muito apreciada por sulistas como eu”, disse.




Já Edvânia Nogueira, referência em gastronomia portuguesa,  separou tomates, pimentões assados e bacalhau para compor o belisco batizado como Trilogia Portuguesa, criado especialmente para o Festival de Beliscos Belisquê. “O resultado harmoniza bem tanto com vinho quanto com chopp”, garante.


A ideia de promover esse mix surgiu da paixão do goianiense pelo happy hour e como um presente da casa ao público, que deu ao Belisquê o título de “Melhor Happy Hour”, segundo a Revista Veja Goiânia Comer & Beber. “Este título nos lisonjeia e também aumenta nosso compromisso em continuar inovando para agradar os frequentadores”, explicou um dos sócios do bar, Ricardo Teixeira.  

Belisquê Arte Chopp
Boa gastronomia, chopp gelado, música de qualidade e artes plásticas. Essa é  a pedida do Belisquê Arte Chopp, eleito o melhor happy hour pela  revista Veja Goiânia Comer & Beber 2012-2013. Segundo a curadoria da revista, o Belisquê é o refúgio de gente descolada na hora do rush. A revista destaca os petiscos resultado das “receitas ideais” do chef  André Barros e a programação musical diversificada.De segunda a sexta-feira o happy hour fica completo com dobradinha de chopp e petiscos, das 17h até às 20 horas. Além disso, o pedido de um petisco feito nesse horário será dobrado. A casa também está aberta no horário de almoço, das 11h às 15h com almoço.

Endereço: Rua João de Abreu n. 192, Edifício Aton Business Style, Setor Oeste
Telefone: 3932-1701/3932-1702"

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Snack Bar- O Português


Há pouco mais de um ano e recém-chegado de Portugal, Magno resolveu montar um charmoso Snack Bar em pleno Setor Leste Universitário (rua 261 n. 150), e não é que deu super certo sair do eixo Marista-Bueno.


Servindo jantares a luz de vela, com comida e vinhos portugueses, cerveja importada, som de boa qualidade e uma agradável lounge music num lugarzinho aconchegante, o lugar é um oásis em meio à tantos telões com sertanejo e espetinhos.


Neste sábado resolvi almoçar no restaurante tomando um chope fabricado por um americano residente em Goiânia, o Heishbeer (R$ 3,00) e saboreando uma posta de bacalhau com pimentões, arroz, batata chips e salada (R$20,00) que estava uma delícia tanto no sabor quanto no ponto de cozimento, não ficando seco e quebradiço nem borrachento. Uma pequena ressalva é que passou um pouco na oleosidade.


O lugar serve também, o que Magno chamou de refeição para trabalhadores, o famoso P.F com diversas opções a meros R$ 5,00.


Segundo o proprietário, o mesmo tem a intenção de servir comida de qualidade a preços justos.
Eu aprovei!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Obelisque- Bolinho de bacalhau tradicional

foto: fornodigital.blogspot.com
De férias do trabalho, o casal de amigos Pierre e Bianca me convidou para numa segunda-feira acompanhá-los, após meus atendimentos, no mais antigo e tradicional restaurante português da capital, o Obelisque (Rua 245 esq. 252 nº 172 St.Coimbra).


Como a noite estava esturricando de quente, decidimos tomar cerveja (na ocasião minha favorita entre as populares, Original) trincando de gelada. Para comer, bolinho de bacalhau, pedida clássica para acompanhar a loira gelada.


Entre uma novidade e outra, dentre deliciosas histórias, saboreamos um dos melhores bolinhos de bacalhau que já comi (nada de fast fish como em boa parte dos botecos de Goiânia). Tempero na medida, bacalhau de qualidade e um formidável azeite para acompanhar, sem contar na textura. Por fora super crocante e por dentro, o bacalhau parecia ter sido desfeito com as mãos, mantendo as fibras inteiras e macias.


Pena que voltei cedo para casa, afinal terça-feira é dia branco na folhinha.

Bom para: Ir com amigos, Ir com crianças, Casais, Happy hour, Cerveja, Petiscos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

República da Saúde – Comida Natureba com muito sabor


Domingão desses, tava eu de bobeira em casa quando pisca no meu twitter “#saúde Domingo é dia de peixes especiais na República da Saúde”. Ou algo similar que não vou me esforçar pra lembrar agora.

Conheço a qualidade do que é servido na República da Saúde de outros carnavais. Sempre que podia eu ia (e pode acreditar que eu ia muito, nesse ponto sou folgado que dói) a casa do Chef Tonny Martins filar uma bóia esperta. Era no aniversário do Danilo, ou do Mateus, da Lívia, ou do Tio Tonny, da tia Virgínia, ou um dia qualquer depois da aula; enfim sempre que rolava eu tava por perto fazendo uma boquinha. Família de grandes amigos, pelos quais tenho grande admiração e respeito.

Depois do momento “rasgando seda” onde eu estava mesmo? Ah sim! O twitter despertava minha fome. Como eu sabia que meus Cunhadinhos (se cunhado fosse bom não começava com .... deixa pra lá) estavam viajando, e pensava que provavelmente minha sogra não tava muito afim de esquentar a barriga no fogão, liguei pra eles e convidei para conhecerem o restaurante. Como eles são do time que gostam das comidas naturais, a chance de eles aceitarem o convite era de uns 283,7%, com 0,0% de margem de erro para mais, ou para menos.

O República da Saúde é um empório e restaurante que abriu suas portas a poucos anos atrás (apesar de ser muito amigo deles, essas coisas de datas nunca funcionou comigo. Sou péssimo com isso) apostando no conceito de alimentação de qualidade e saudável. Todos os pratos são feitos com produtos integrais e orgânicos, usando azeite no lugar de óleo, e coisas do tipo. No empório tem uma grande variedade de produtos pra turma dos naturebas. Suplementos, medicamentos fitoterápicos, cookies, cervejas orgânicas, enfim de um tudo. O lugar virou um dos pontos de peregrinação pra essa galera.


Chegamos lá, e depois de devidamente acomodados fomos aos aparadores. No de salada é tanta cor que as vezes penso ser arriscado um ataque epilético.  É muita variedade; meus sogros ficaram até em dúvida por onde começar. Na parte de salada faço duas menções especiais: a primeira é paras as saladas que levam massas integrais e a segunda é o quibe de soja que eles servem lá. Caraca! Esse quibe é sensacional.

Para acompanhar as saladas tem os molhos feitos no próprio restaurante. Eu sempre vou de mostarda e mel, então não sei dizer quais os outros; mas eles existem.

E como o que me arrebatou para o local foram os peixes (e não a companhia dos meus “adorados” sogros, maldade!!), terminado o round das saladas, parti pro que interessa. No menu dos peixes tínhamos risoto de bacalhau e cação ao molho de manga. Apesar de ser declaradamente anti manga, fui experimentar a mistura. Fiquei com a sensação que se fosse maracujá o prato me agradaria mais. O risoto estava um pouco mais molhado do que estou acostumado, mas estava delicioso. Na verdade pratos com bacalhau e eu temos um tórrido caso de amor, é o meu calcanhar direito deAquiles.

Findo os peixes fui ciscar em outros temperos. Provei soja ao molho de damasco; maravilhoso o prato. Feito como se fosse a comida que liga e desliga (não resisti!). Hamburguilha (que é um hamburger pequenino) ao molho sugo, que estava muito bem temperado. E pra arrematar um franguinho grelhado com repeteco do molho mostarda e mel.

Ok! Pode falar. Eu comi que nem um condenado!!!!! Porém tudo light e saudável. E como diria o Jota Quest: “que bom se todo dia fosse sempre assim”.

Para molhar a goela: suco de cupuaçu (meu), abacaxi com hortelã (Denise), frutas vermelhas (sogra). Traz dois cafés (sogro e eu), fecha a conta e passa a régua!

Tonhão, de Riberão, e Mateuzin...os truta que comandam a República da Saúde (foto da internet)
Não saberia dizer se o preço que pagamos foi caro ou barato. Afinal quanto custa manter sua saúde em dia?

abs

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Caldas Novas - Água Quente, Atendimento Frio

Em épocas de feriado prolongado sempre acontece um fenômeno interessante em terras goianas. Muitos do seres humanos aqui residentes catam suas crias e migram para o paraíso das águas quentes, situado a cerca de 170 km da capital goiana.

Caldas Novas é cidadezinha que vive do turismo, são centenas de opções de hotéis para os migrantes escolherem, desde os mais fudebinhas até grandes resorts.

Porém uma coisa sempre me incomodou no paraíso das águas termais. O atendimento nos restaurantes da cidade sempre deixam muito a desejar.

Feridão destes fui com para Caldas Novas juntamente com a digníssima, e caríssimos sogros, fomos desfrutar das potencialidades das águas quentes. Enquanto estávamos no hotel tudo as mil maravilhas, os problemas sempre começam da portaria pra fora do estabelecimento. No total foram 4 dias na cidade, onde 3 foram de pura frustração com o atendimento dos restaurantes da cidade.

No dia que chegamos fomos jantar na praça da cidade, definitivamente o pior lugar para se aventurar em busca de alimento. Como são vários pequenos restaurantes um encostado no outro a disputa pelos clientes chega quase as vias de fato. Enquanto se vai circulando pela praça pensando no que saborear é um falatório dos garçons em nossas cabeças que não se consegue definir onde termina um restaurante e começa outro.

Por fim paramos em qualquer um lá (já que nos parecia tudo igual mesmo) e pedimos um peixe na telha, que o garçom nos garantiu que era o melhor pintado da região. após longos e insuportaveis 40  minutos de espera, nesse meio tempo quase que meu sogro perde a paciência e cancela o pedido,  chega nosso prato. Primeira péssima impressão, o prato estava mais pra frio que pra morno, segunda péssima não era pintado! não sei ao certo o que era, mas pintado tenho certeza que não era. A terceira péssima impressão fica por conta na demora do garçom de nos trazer a conta. Fim da frustração voltamos ao hotel.

Segunda noite, e como estava chovendo fomos a uma pizzaria bem pertinho do hotel. O estabelecimento estava bem cheio, acho que boa parte dos hospedes dos hotéis próximo pensaram o mesmo que nós, não se aventurar mais na praça!

Acho que a dona da pizzaria nunca teve um público tão bom, e paciente. Eles tinham apenas um garçom para dar conta do recado, o pobre volta e meia coçava a cabeça não sei se pensando na quantidade de trabalho que tinha aquela noite ou contabilizando os 10% que teria direito.

Pela quantidade de gente, e falta de garçons, não vou falar na demora do prato. A massa da pizza era bem borrachuda, deram um susto com o molho na massa e botaram uma amostra de recheio. O único feliz no fim da noite ,com certeza, foi o garçom que teve um bom reforço no salário pelos 10% pagos pelos clientes da noite.

Continuando as desventuras gastronômicas, na terceira noite fomos a um lugar que eu já sabia previamente que seria mal atendido, não por pensar que esse era o mal de todo restaurante da cidade, mas por odiar as famigeradas feirinhas, seria mal atendido mas sabia também que comeria muito bem.

Na feira do Luar em Caldas Novas tem um tiozinho que vende o melhor bolinho de bacalhau que já comi. Grande e com muito recheio de bacalhau de verdade, a fila para saborear a delícia é enorme, mas é satisfação garantida ou seu dinheiro de volta. Lá realmente vale a pena esperar o atendimento, que na media do possível com simpatia o tiozinho vai contornando as animosidades que venham a aparecer.

Assim que peguei meu pedido descobri esse maravilhoso bolinho anda fazendo ponto na Feira da Lua, aos domingos, em Goiânia. Vou ter que exercitar mais minha paciência para com as feiras só para poder comer dessa delícia mais amiúde.

Quarto dia, era só esperar as horas passarem para começar o movimento migratório de retorno a Goiânia, nem pensamos em sair do Hotel.

Triste é pensar que sei que quando voltar a Caldas Novas e situação do atendimento nos restaurantes da cidade não vai melhor absolutamente nada do que é hoje.

abs a todos

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Costelaria Rocha - Um tapa no colesterol (by Murilo Garcez)

Desde que minha médica decretou que meu colesterol (antes fosse só ele) estava alto, e que teria que tomar remédio para controlar a fatídica taxa, tenho me policiado e tentado evitar os pecados da carne, literalmente. Mas tem dias que agente chuta o balde e pensa: "se vai morrer de qualquer jeito né, vambora".
Entonces saindo de uma deliciosa sessão de cinema, devidamente acompanha por fidedigníssima patroa (elementar meu caro Watson), pensamos em fujir de nossos sempre padrões hábitos alimentares.
Sempre tinha ouvido falar na Costelaria Rocha, um estabelecimento até próximo de casa, mas sua cara de buteco de bairro mal frenquentado sempre me descrençava de apiar em suas portas. E nesse, dia que buscavamos algo diferenciado para comer, passamos na porta da Costelaria e eis que me deparo com um estabelecimento totalmente reformado, sem aquela cara que me espantava de lá.
A primeira impressão foi bem bacana, mesas num estilo mais rústicos, forros de mesas seguindo a mesma linha com retalhos, tudo muito legal. Depois, como de praxe, passei a observar o atendimento, mal de profissional de mkt, aí veio a decepção nº1: até os garçons sacarem que agente ainda não tinha sido atendido, levou um tempinho (não muito), para este ansioso aqui pareceu uma eternidade, mas não sirvo de base pra ninguém.
Logicamente pedimos o prato que é a razão de existir da casa, a costela no bafo, devidamente acompanhada de uma boa porção de mandioca, vinagrete e farofa. a costela é simplesmente divina, daquelas que desmancha na boca, com aquele sabor que só uma boa carne gorda pode nos oferecer. Pedimos, a sugestão do garçom, um porção média de costela, que nos serviu muitos mais que bem.
A extravagância no final da noite ficou em R$27,00 destes R$19,50 da porção de costela, mais uns refrigerantes e 10% de serviço que ainda relutei um pouco em pagar, mas paguei. No final da noite estava tudo bem, o que a endocrinologista não vê, o colesterol não sente.
Só pra constrar a Costelaria Rocha fica na Av. C-104, lote 10, Jardim América.

abs a todos e todas.

ps: estava com saudades de escrever pro Blog!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Natal e Bacalhau! O Atlântico desagua no cerrado?

De volta à civilização e renovado para novos horizontes, venho contar a vocês, serelepes e panetonescos amigos o que fiz e o que comi no natal.

Estava eu em pleno dia 24 em minha humilde tapera, aguardando os momentos precedentes da tradicional ceia e imaginando o regabofe cujo qual mascaria mais tarde, quando um despretensioso "vamos?" solavancou minha vontade de inaugurar um natal entre amigos.

Convidei o bocejante Negróide (chamo meu irmão Daniel assim e sempre ouço um rosnar logo após) para dentro de 2 horas estarmos em Pirenópolis, onde celebraríamos o dia do nascimento de Cristo entre amigos da família Marcelino Alcanfôr.

Para meu espanto e júbilo, o (quase nunca) bem humorado fratelo já foi arrumando a mochila para o furtivo passeio.

Gente, e que passeio! Entre caminhos sorrateiros e encafifados por matas recônditas, nosso ciceroni Léo Alcanfôr nos aduziu às mais belas e ocultas cachoeiras da cidade.

O frio cortante da água que corria aos borbotões foi abrandado pelo calor da presença dileta de Negróide, Robson, Léo e Pierre, meus amazios companheiros da empreitada aventureira.

Á noite, fomos brindados pelos já propagandeados dotes culinários de Bianca e Luzia, duas maestrinas na arte da cocção, com acepipes dos mais diversos que abriram nossos voracíssimos apetites para a grande estrela da noite, o bacalhau premium ao molho de mini camarões!

Imaginem o Cod (nome do peixe que é feito o bacalhau) mais grosso e suculento que já nadou nas águas da Noruega, pois então, foi parar no Empório Piquiras e por sorte em nossos estômagos.

O prato é feito seguindo as tradicionais receitas de bacalhau em camadas, porém com o plus do molho de tomates pelatti e mini-camarões entremeando as lâminas de nosso amigo Gadus Morhua.

Essa delícia ártica saboreada na terra das geladas águas de Piri, fez-me sentir entre mergulhos gélidos no mar de Barents no Atlântico Norte.



terça-feira, 17 de novembro de 2009

Punheta da mãe do Pedro - Anápolis

Hoje, na hora do almoço recebi um convite inusitado de um novo amigo de Anápolis, o Pedro, descendente de portugueses, para assistir ao jogo do Brasil em sua casa e aproveitar o ensejo para comer uma saladinha de bacalhau que era a especialidade de sua mãe.
Cheguei na metade do primeiro tempo, meio constrangido por não conhecer direito o povo, mas cumprimentei a todos com minhas usuais cordialidades e mesuras.
Fui muito bem recebido e bem acolhido pelos filhos e netos de "purtuguêses" numa terra de árabes. Quando sentei no sofá, o Pedro falou: "vai uma punhetinha aí"? Corei.
Pensei com meus botões, "será que esse filho da puta é viado e me chamou aqui para me bolinar"? (foi mal Pedrão)
Sorri canarinhescamente e esquivei da proposta com o olhar arregalado e o sorriso a meia boca . O povo da sala caiu na gargalhada, daí fiquei mais sem graça ainda.
Foi aí que ele apontou para a mesinha de centro com uma linda salada de bacalhau com azeitonas pretas em pequenas torradas de bruschetas. Saquei que aquilo era a punheta.
Daí relaxei e entrei na punheta (até porquê entendi que aquele era o almoço) até o Brasil ganhar.
O prato de tão leve e saboroso me fez querer aprender para inserir na minha terrível e insossa dieta semanal.
Rolei de rir quando o senhor Geraldo, pai do Pedro me contou que estavamos comendo punheta de bacalhau sobre caralhotas (o pão português em fatias).
Antes de ir embora, ele disse que a mãe sabia outros pratos portugueses como arroz de pica no chão e a sopa de grelos.
Ai que vergonha....
Família européia é diferente né? Muderna que só.
Vai a receita aí:
Punheta de Bacalhau:
INGREDIENTES:
600g de Bacalhau Desfiado Dessalgado( ou 500g de Bacalhau Desfiado Salgado e Seco );
3 cebolas grandes bem picadas;
azeite extra-virgem;
pitada de pimenta;
pitada de noz moscada;
vinagre;
Salada de agrião;
150g de azeitonas verdes;

MODO DE PREPARAR:
( Se o bacalhau é salgado e seco, deve antes ser dessalgado) Deitar o bacalhau desfiado dessalgado (cru) em uma travessa. Com um pano limpo, envolver o bacalhau e fazer movimentos para a frente e para trás, para ficar bem desfiado.Picar bem as cebolas. Misturar com o bacalhau desfiado, com movimentos fortes dos punhos e colocar uma pitada de pimenta e de noz moscada. Regar com azeite extra-virgem português e umas gotas de vinagre. Servir frio acompanhado de salada de agrião e azeitonas.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Bacalhau da familia Garcez Henrique

Natal é época de confraternização, e aqui em casa em especial e dia de casa cheia. Minha família é bem grandinha, e o Natal é uma data que todos os irmãos e netos se reúnem em volta do fogão para ver minha mãe cozinhar, porque ninguém é doido de tirar ela de lá e correr o risco de ter uma ceia com sabores desagradáveis.
Antes de falar sobre o que comi no natal, como meu gastronômico amigo pediu, gostaria de falar uma das teorias sobre o surgimento da ceia de Natal (juro que vai ser bem rápido, rápido mesmo, pode continuar lendo o texto).
Bem, dizem que a Ceia de Natal nem de longe veio de um costume cristão, uma das teorias que ouvi a respeito do surgimento desse costume veio da cultura nórdica. Os vikings se reunião para celebrar o surgimento do sol, depois do longo período de neve, essa época coincidia com a época do abate dos animais. Então se fazia uma grande festa em homenagem ao sol e ao novo recomeço para eles. Tempos depois o cristianismo incorporou essa celebração como forma de prestar homenagem ao menino Jesus.
Viu, nem foi tão grande assim. Mas vamos ao que comi no Natal.
Como somos de uma casa portuguesa, com certeza, a melhor cozinheira que conheço (mamãe) faz uma bela Bacalhoada, que dizem as lendas é receita de meu avô paterno, que veio de Portugal ainda mocinho. Tudo regado a muito vinho.

Mas vamos tentar reproduzir essa maravilha que me empanturra todo Natal.

Bacalhau da família Garcez Henrique

Ingredientes:

· 2 kg de Bacalhau do bom;
· 3 kg de Batata miúda;
· 2 kg de Cebola;
· 4 kg de Tomate bem maduro;
· 500g de Azeitona Preta;
· 1 moí de Couve;
· 3 dúzias de Ovos;
· Azeite de Oliva;

Modo de Preparo:

Desalgue o bacalhau, de preferência com bastante antecedência, em água fervente. Cozinhe as batatas, a couve e os ovos, numa outra prepare um molho ao sugo com os tomates, a cebola e as azeitonas pretas com bastante azeite de oliva, não deixe de reservar um pouco para regar a iguaria depois de pronto.

Depois do Bacalhau desalgado e as batatas e a couve cozidas comece a montando o prato picando os ingredientes, e vá montando alternando as batatas, os ovos e bacalhau, como numa salada.
Ao final regue com bastante molho de tomate ,azeitona e cebola. E coloque na geladeira para ser servido frio.

A receita rende duas grandes travessas, que aqui em casa é mais que suficiente.

O pulo do Gato:

Prepare o prato de um dia pra outro para que o tempero incorpore ao bacalhau, fica de comer rezando.

Bom, não sei se consegui passar de forma fidedigna a receita que leva a loucura nas festas de fim ano, mas o caminho é esse.

Abraços e um ano novo delicioso a todos!!

Murilo Garcez