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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Picolé do Coreto – Cidade de Goiás


Num delicioso feriado prolongado, eu e Luisa decidimos levar as crianças para conhecer a maravilhosa Vila Boa ou Cidade de Goiás, a antiga capital de nosso estado, bem como a história por trás da terra onde nasceram e foram criados.

Ficamos hospedados no lindo Hotel Vila Boa bem na entrada da cidade, onde tínhamos a estonteante vista da Serra Dourada, caminho de chegada das bandeiras nos rincões dessa terra de troncos ressequidos e ares de Savana.

Entre visitas a museus e divertidas brincadeiras na piscina, fomos mais de uma vez até o coreto da praça principal, construído em 1920 experimentar os mais variados tipos de picolés, feitos com capricho, zelo e frutas selecionadas.

Meninos pequenos e grandes se esbaldaram com sabores sortidos, como abacate, cajazinho, coalhada, pequi, creme de ovos, graviola, murici, pitanga, acerola...Por apenas R$ 1,50 cada.

Se pudéssemos ficaríamos ao menos um dia inteiro naquele antigo monumento onde o vento morno sopra o hálito de gerações de goianos, que num breve piscar de olhos poderiam ser vistos desfilando em trajes de passeio com mesuras europeias sobre o chão de paralelepípedos.

Rogério Gonçalves

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Em terras Tubaronenses, Prensadão



A empresa em que trabalho me mandou para a cidade de Tubarão (SC), que a bem da verdade, nem sabia que existia antes desse emprego. Porém Tubarão é uma cidade bacana, forte polo comercial da região e perto de um monte de coisas legais como praias, serra e termas. 

Uma das coisas mais típicas da cidade, com relação a lanches rápidos, são os carros que servem cachorro quente e sanduíches.


São carros grandes tipo Van (acho que deveríamos propor a câmara dos vereadores que nossos pit dog´s goianos se tornem património imaterial (?) da cultura local, afinal só aqui tem isso).

Nesses dog-car servem-se um baita matador de fome, chama-se PRENSADÃO; que consiste em um pão, duas salsichas em linha, queijo, milho, ervilha, vinagrete e talvez uma ou outra coisa que, pra variar, não me lembro; tudo prensado em uma chapa. O bruto deve ter uns 50 cm de comprimento.

O lanche é rápido e eficiente, além de matar a fome agrada o bolso. Nossa mesa pediu 3 presadões e uma coca 2 litros, tudo isso por módicos R$24 pilas.

Esse prensadão não é privilégio de Tubarão não, acredito que boa parte da região sul seja agraciada pela delícia. Então, se tiver de bobeira pela sul e for fã de um junk food não perca esse não, pois eu agarantio.




abs
@murilogarcez

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Status Lanche – O melhor americano brasileiro



No cruzamento da Goiás com a 55 no Centro fica uma das mais tradicionais lanchonetes da capital, a famosa Status Lanches, que com 5 balconistas praticamente não consegue atender o tamanho da clientela ávida para pregar os dentes nos deliciosos salgados regados a sucos diversos feitos de frutas frescas na hora.


O pessoal do balcão parece conhecer todos os fregueses chamando sempre pelo nome e cobrindo de simpatia o recinto, num ambiente agradável e alegre, com clima de festa constante.
Lá é o lugar onde para mim se serve o mais gostoso americano de Goiânia (R$ 3,00), com uma porção servida de queijo e presunto, deixando o salgado suculento e saboroso.


Para acompanhar, vou de suco de laranja (R$ 2,00) fresquinho e no capricho.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Obelisque- Bolinho de bacalhau tradicional

foto: fornodigital.blogspot.com
De férias do trabalho, o casal de amigos Pierre e Bianca me convidou para numa segunda-feira acompanhá-los, após meus atendimentos, no mais antigo e tradicional restaurante português da capital, o Obelisque (Rua 245 esq. 252 nº 172 St.Coimbra).


Como a noite estava esturricando de quente, decidimos tomar cerveja (na ocasião minha favorita entre as populares, Original) trincando de gelada. Para comer, bolinho de bacalhau, pedida clássica para acompanhar a loira gelada.


Entre uma novidade e outra, dentre deliciosas histórias, saboreamos um dos melhores bolinhos de bacalhau que já comi (nada de fast fish como em boa parte dos botecos de Goiânia). Tempero na medida, bacalhau de qualidade e um formidável azeite para acompanhar, sem contar na textura. Por fora super crocante e por dentro, o bacalhau parecia ter sido desfeito com as mãos, mantendo as fibras inteiras e macias.


Pena que voltei cedo para casa, afinal terça-feira é dia branco na folhinha.

Bom para: Ir com amigos, Ir com crianças, Casais, Happy hour, Cerveja, Petiscos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pizzeria Cento e Dez - Pizza é Pizza. Clássico é Clássico.


Pergunte pra boa parte dos goianos o que vai numa pizza “a moda”, arrisco a dizer a maioria quase que absoluta vai responder: presunto, ovos e queijo. E sabe por quê? Porque essa combinação mágica pertence a “pizza a moda” de uma das mais tradicionais pizzarias de Goiânia, se não a mais tradicional.

E por conta dessa tradição toda, quantos goianos em viagens já chegaram a uma pizzaria em outra cidade, pediu uma pizza a moda e se espantou por não ser aquele conhecido recheio? o/

Foi com a pizza a moda da Cento e Dez que eu aprendi a comer pizza. Sua massa fininha e crocante e recheio preciso estão entranhados em minha memória afetiva. A casa abriu suas portas em 1966, e desde então espalha por toda Goiânia seus maravilhosos discos recheados.

Sempre que vou ao teatro no Goiânia Ouro fico absurdamente tentado com o aroma que exala  da pizzaria; acho que nem tanto pela fome, mas pelas infinitas boas lembranças que tenho das pizzas, sempre a moda, de lá.

Dias desses pude matar meu desejo e acalentar minhas memórias. Estávamos de saída de uma apresentação no Ouro e os amigos, que estavam se apresentando, sugeriram uma chegada no shopping para lanchar. Pode se dizer que fiquei indignado com a sugestão; tudo bem que estes amigos são retirantes do Rio de Janeiro e talvez não conhecessem as pizzas de lá. Disse pra ele: prestenção nesse cheiro?! Logo ali, meus amigos, se encontra a conjunção perfeita entre sabor, qualidade e tradição, além de uma pizza muito boa.

Não deu outra. Entramos! Éramos alguns, rolaram vários sabores pela mesa, mas minha preferência sempre era daquela que fez minha infância mais saborosa.

Posso até freqüentar muitas outras pizzarias, mas quando o negócio invoca as preferências de minha memória afetiva, meu destino e preferência sempre serão a “moda da cento e dez”.

abs

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Scarolla Pizzaria – Clássica.

Amantes da boa pizza, dia desses estive num dos maiores clássicos de Goiânia com a família, a pizzaria Scarolla. Mas não foi naquelas novas, da Ricardo Paranhos ou Bueno não...Foi na clássica da avenida Tocantins (Avenida Tocantins 498 QD 21 LT 62 - ST Central Goiânia - Goias / Telefone : (62) 3223-3200), a mais tradicional de Goiânia. Em funcionamento desde 1977 .
Ansioso por saber em que lugar da capital poderia gastar meus créditos do cartão alimentação (uma das melhores coisas da Infraero, empresa que trabalhei até mês passado), resolvi tentar neste estabelecimento, que foi um dos únicos cadastrados de Goiânia.
Fomos recebidos por um excelente garçom, na verdade, um dos melhores que eu já tive o prazer de conhecer, talvez, o mestre dos garçons do universo (mas pena que esqueci seu nome).
Pedimos mezzo calabresa (criança tem o gosto complicado) e mezzo Scarolla. A calabresa não preciso falar como é né, porém a Scarolla é soberba. Mozzarella farturenta, chicória bem temperadinha e refogada, além do delicioso Aliche também conhecido como Ancugge, um peixe encontrado no litoral da Itália, tudo isso deitado em massa fininha assada em forno à lenha.
Ai ai ai meu santo pai, eu comia me contorcendo na cadeira enquanto as crianças tinham suas pizzas cuidadosamente cortadas em cubos pelo galhardo metre.
A pizza ficou em R$ 36,00 e eu felizão consegui passar o cartão alimentação.
Terminado o refastelo, fomos acompanhados até a porta que foi gentilmente aberta pelo afamado diácono que sem dúvida ficará na história como o magnânimo rei do atendimento benfazejo. 

domingo, 10 de julho de 2011

Alfajor Havanna - O doce do céu.

Doçologos de plantão, começo o post fazendo referência ao inglês Neville Reid que gracejou: ‘se algum dia você for para o céu, com certeza haverá alfajores Havanna ali’.
Nevillinho não é bobinho não!
Desde 1948 nossos hermanitos arxentinos sapecam nosso paladar com o mais perfeito alfajor já forjado por mãos humanas (ou não).
Ícone da cultura platina, esta delícia (que nasceu no Equador, foi mal arxentinos) é composto de duas camadas de massa levemente crocante e com o interior macio, quase esfarelando, e recheado com o mais perfeito doce de leite da bacia del plata. Cobrindo toda essa alegria, temos duas opções, a de chocolate e a de merengue (suspiro).
A última opção, saboreada agora de manhã por este peralta acepipeiro que vos escreve, foi-me presenteada pela consorte Luisa que em um momento de epifania adquiriu o mesmo em sua última viagem.
Não deixem de saborear este quitute, antes ou depois de falecer.

Rogério Gonçalves
@rogeriogonps

sábado, 6 de junho de 2009

Clássicos de Goiânia - J Pereira

Talvez esse seja um dos maiores clássicos da capital.
Frequentado gente da mais alta estirpe desta cidade florida, o biscoito J Pereira está na lembrança de todo mundo que tem sua história ligada á nossa bela Goiânia.
O casal José Pereira e dona Geralda Vieira Cardoso desde tempos onde o Centro se chamava Bairro Popular tem na rua 55 o prazer de servir quitandas goianas como rosca húngara, bolinho mãe benta, pão de queijo, biscoito, broa de fubá de canjica, brevidade e bombocado, além de "novidades" como pastelão, coxinha, esfiha, dentre outros.
Tive o prazer de passar boa parte de minha vida morando ali na rua 70 e frequentando aquele delicioso lugar antes das aulas no Santo Agostinho.
Nesta semana fui conferir um de meus favoritos, a rosca húngara, que continua gostosa como sempre.
Não deixe de ir pelo menos uma vez na vida neste lugar azuleijado com cara de volta no tempo.

Rosca Húngara.

Para massa:
1 copo de leite
3 ovos
2 colheres de sopa de margarina
1/2 copo de açúcar
1 pitada de sal
2 colheres de fermento fresco
Para o recheio:
1 ovo
2 colheres de sopa de margarina
3 colheres de sopa de açúcar
1 pacote 100 g coco ralado

Modo de Preparo
Massa:
Farinha de trigo até o ponto de abrir, deixando meio mole
Coloque para crescer
Abra a massa em forma retangular e coloque o recheio
Recheio:
Espalhe sobre a massa, enrole como rocambole e corte em pedaços
Deixe crescer, pincele e leve ao forno
Faça enroladinhos de queijo com a mesma massa de rosca húngara

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Clássicos de Goiânia - Pastelaria Mimosa

Começarei uma série de posts (não serão contínuos) que vai versar sobre os lugares clássicos dessa capital.
Lugares que comíamos quando crianças, que se tornaram patrimônio imaterial da cidade sem o título, como a empada do Alberto, a Esfiha do Esfiha Quente, dentre outros.

Hoje postarei dois clássicos, os pastéis "Frango Especial" e "Goiano" da Pastelaria Mimosa, cravada no Centro, na Av. Anhanguera n. 4462.
A pastelaria só tem 5 sabores de pastel, mas todos eles deliciosos e com recheio que transborda por entre os dedos, e o melhor, por apenas R$ 2,00.

O "Frango Especial" é feito de frango, milho, queijo e palmito, já o "Goiano" vai frango, guariroba, queijo e pequi.
Porém não fica só nisso, para saborear aquela massa sequinha e pipocada, podemos utilizar o delicioso molho que é feito de tomate, pimenta, cebola, pimentão e...cenoura! Uma maravilha.
Para ficar ainda mais clássico, indico comer tomando um suco de cajú daqueles de máquina que é servido no local por R$ 1,00.


* Para meus leitores, fica o convite: Quem tiver dicas sobre mais lugares, mande por e-mail ou poste seu comentário!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O que comi na infância - Bolinho de chuva e leite com canela queimada.

Chuva forte e friozinho!!!
Nestes dias ao enfrentar esta intempérie, minha lembrança foi longe. Mais precisamente em Barretos, nos idos tempos da década de 80.
Lembrei das deliciosas férias no sítio da Vó Inês. Lembrei daquela casa mágica, que tinha um cheiro de bolacha quente saída do forno á lenha. Lembrei das "cabaninhas" que ela fazia com colchas e lençóis quando chovia forte e não podíamos brincar lá fora, das histórias interrompidas pela metade com pausas sucedidas de ruidosos roncos....
E viajei também naquelas lembranças com cheiro, o da terra molhada, o da lenha queimando, o da grama, o da sopa de legumes colhidos na hora, e uma das minhas favoritas: Bolinho de chuva e leite com canela queimada.
Quão poderosa e mágica era aquela receita! Parecia que a cada mordida a chuva ia diminuindo e meu coração esquentando.
A cada gole, o frio era cortado a golpes de espada de papel.
Vou colocar aqui a receita da minha avó, que estava guardada lá naquele baú de mogno escuro que ela tinha em seu quarto, mas guarde com você, ela tem o poder de aquecer a mais gélida tristeza.

Receita:
Bolinho de chuva

2 colher(es) (sopa) de manteiga de leite;
180 gr de açúcar;
2 ovos caipiras;
1 colher(es) (sobremesa) de fermento químico em pó;
2 1/2 xícara(s) (chá) de farinha de trigo;
1 colher(es) (chá) de canela-da-china em pó;
1/2 colher(es) (chá) de sal;
1 xícara(s) (chá) de leite;
quanto baste de óleo de soja para fritar;

Como fazer:

Bata o açúcar com a margarina e junte os ovos, um de cada vez, batendo sempre. Peneire juntos a farinha, o fermento, a canela e o sal, acrescentando-os a mistura, alternando com o leite. Misture bem e frite as colheradas em óleo quente, até que dourem de todos os lados. Retire os bolinhos e os deixe escorrer em papel absorvente, envolvendo-os em açúcar e canela.

Leite com canela queimada

1 lt de leite (de preferência da fazenda);
1 1/2 xícara de açúcar;
5 paus de canela;

Como fazer:

Coloque o açúcar na panela e o derreta até ficar bem dourado e grudar no fundo da panela, acrescente os paus de canela e mecha bem o "puxa", até ficar bem durinho. Acrescente então o leite e deixe em fogo bem baixo até todo o melado se descolar e homogeinizar com o leite.
mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm....diliça.