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terça-feira, 13 de maio de 2014

Comitiva portuguesa apresenta novos rótulos em Goiânia


Rótulos tradicionais e recém-lançados da enologia portuguesa serão apreciados, hoje, terça-feira, no Wine Day, promovido pela Qualimpor em parceria com Porto Cave e Sabores de Portugal. O evento será realizado no Castro’s Park Hotel, das 16h às 20h30, com a degustação de mais de 50 rótulos de vinhos e a presença de importantes produtores do país lusitano, representantes das casas  Herdade do Esporão, Quinta do Crasto, Quinta dos Murças, Taylor's e Freixenet.

A comitiva será recebida pelo empresário José Pedro Santos e pela chef Edvânia Nogueira, do Porto Cave. Entre os convidados estão o enólogo David Baverstock e os produtores Tomás Roquette, José Montilla e Fernando Seixas. Os especialistas são reconhecidos pelo trabalho na área de enologia em Portugal.
David Baverstock foi considerado, por duas vezes, o melhor do ano pela revista Wine, em 1999 e 2013. O enólogo luso-australiano, responsável pelos vinhos da Herdade do Esporão e Quinta dos Murças, atraído para Portugal há 25 anos, foi considerado pela revista um “enólogo raro, sério e respeitado por todos os seus pares, discreto, mas responsável por muitos dos grandes vinhos em Portugal, tanto no Alentejo como no Douro”.
O evento é aberto para convidados, que poderão conhecer as vinícolas e os produtores portugueses. A Qualimpor é a importadora exclusiva dos vinhos e azeites das vinícolas portuguesas Quinta do Crasto, Herdade do Esporão e Quinta dos Murças no Brasil. A empresa foi criada em 1995 por João Roquette, que também estará presente no evento, para importar e distribuir os vinhos e azeites da Herdade do Esporão, vinícola de seu irmão, localizada na região do Alentejo.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Casa Coupê Paraty- O lugar dos petiscos

Conhecida como a melhor casa de acepipes de Paraty-RJ a Casa Coupê (Praça da Matriz- Centro Histórico) inaugurada em 1952, não decepcionou os paladares dos convivas Fernando, Maira e Luisa que comigo foram conferir suas delícias.
Com um lindo visual retrô, o lugar nos recebeu com o atendimento internacional do francês Augustine.





Na citada casa comemos Peixinho Coupê, iscas de Peixe (que estavam duras e insossas) empanadas com Panko e molho especial (R$ 29,50) como entrada até pedirmos algo mais substancial.

Para beber, as garotas pediram Mojito (R$ 16,00 ), que estava na medida certa, deliciosamente refrescante, e nós, os varões, fomos de Bear Beer (R$11,70) uma Strong Ale com 7,7 de graduação alcólica, fresca e potente.


Decidimos então pedir os tradicionais sandubas da casa.
Mais uma vez a divisão foi time azul e time rosa. Homens pediram Cordeiro Coupê, com 150 g de hamburger de pernil de cordeiro, queijo Brie, Alface e molho de hortelã, acompanhado de batatas texanas (23,90). Formidável, com o molho na medida para contrapor a remosidade natural do burrego, que era tenro e macio. Uma delícia!


As garotas foram Burguer ao Poivre, 150g de hamburguer na crosta de pimenta preta moída, cebola roxa, queijo Gruyère, alface, tomate e molho especial (R$ 22,80). Experimentei mas preferi o meu, estava gostoso, mas achei o sabor bem convencional, sem contar que não vi nada de crosta.
Ao escrever o post quase tive um treco de saudades daquela cidade mágica.
Para quem não conheceu, não perca tempo, faça logo sua reserva para o carnaval ou férias de julho.

O ambiente conta com wifi, cartões de débito e crédito e cobra os 10%

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Especial Cerveja (parte 2)- Estilos e harmonizações -Amazon Taperebá e Blanche de Namur

Como nosso último post sobre cervejas especiais fez muito sucesso, segue a segunda parte da série Cervejas especiais, agora com uma nacional e uma belga. Ambas maravilhosas e leves:

  • Amazon Beer Taperebá (R$ 14,00)– Essa é uma típica witbier (esbranquiçada com trigo suspenso) com DNA 100% nacional. Feita no Pará, esta cerveja artesanal leva em sua composição a essência deste fruto amazônico (cajá), que confere um sabor extremamente leve e silvestre à bebida, e mesmo com seus 4,7% de graduação alcoólica a sensação é de estar sorvendo um delicioso suco do Bapi. Ideal para acompanhar comidas leves como salada, uvas frescas, melão, cajá-manga com sal e pamonha. Propícia para cervejetarianos, mochileiros das galáxias e para introduzir a patroa no universo do malte.

  • Blanche de Namur -Bière Sur Lie (R$32,00)– Esta também é uma witbier, e carrega o charme da fermentação in vitro, marcada por sua rolha ostentando o topo da garrafa. Uma cerveja extremamente floral e saborosa, dessas de fechar os olhos e sentir as bolhas formigando as papilas. Belga de nascença mas descontraída feito uma carioca, esta maravilha venceu em 2009 um prêmio internacional como a melhor de sua categoria. Pode andar de mãos dadas com sushi, tempurá e até omelete.
    Típica bebida para impressionar os amigos ou finalizar a ficante.

    Rogério Gonçalves

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Massala Zone (Londres) - A chuva de bonecos indianos

É com muito prazer que inauguramos o momento internacional do O que comi, e para romper o lacre das fronteiras oceânicas, ninguém melhor que meu inspirado e inspirador amigo/irmão de longa data e ( sente a pressão) mais novo colaborador deste humilde blog, Pierre, o mestre das baquetas encantadas e hipérboles mirabolantes.
Deliciem-se!


Masala Zone é parte de um grupo de restaurantes em Londres que oferece uma experiência genuína com a comida indiana - alimentos e chefs provenientes das regiões nas quais os pratos são tradicionais. Por essa razão, dentre algumas notas escritas pela Bianca (minha esposa) sobre o que fazer em Londres, encontrava-se o nome do restaurante em questão.



Logo ao entrar, percebi o ritmo frenético da cozinha, o aspecto peculiar da decoração e um aroma incomum no ambiente. Após um breve momento de espera, estava diante de nossos olhos uma bandeja circundada por uma série de molhos e temperos sobre os quais pouca ou nenhuma explicação conseguiria aqui fornecer.

Apenas sei que após a primeira mãozada (talheres são dispensados, tal qual na Índia, sendo portanto opcionais) minhas vísceras começaram a aplaudir com entusiasmo e meu coração a bater com tamanho vigor que me percebi elevando os olhos aos céus em sinal de gratidão. Foi quando vi uma chuva de bonecos com semblantes e trajes indianos que pendiam do teto como que em festa.

Um sujeito desavisado talvez julgasse se tratar de uma experiência mística. Com um certo esforço, convenci-me de que permanecia ligado à matéria, em um gozo ainda carnal. Tenho que confessar que, por um momento, acreditei ter visto um dos bonecos sorrir pra mim num gesto de cumplicidade. Buscando o auxílio da razão, lembrei-me de que estava já há algum tempo degustando (ou bebendo) alguns rótulos de cerveja indiana, a saber, COBRA e KINGFISHER. Entre bêbado e louco, optei pela primeira opção, por oferecer uma cura mais rápida. Sobre as cervejas, nada surpreendente. De acordo com meu simplório paladar, a cerveja indiana não está à altura da comida daquele país.


Ao sair do restaurante, evitando olhar para os bonecos, tive a plena convicção de que a comida indiana proporciona uma daquelas experiências que parecem não se limitar àquilo que podemos racionalmente narrar. Talvez seja realmente possível comer com a alma!

Pierre

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cerveja até dormindo


Para os aficionados em cerveja, toda experiência envolvendo a cevada pode ser válida. Inspirado nesta paixão, um hotel na Alemanha criou quartos temáticos em que os hóspedes dormem em barris de cerveja. O Landhotel Beverland fica na cidade de Ostbevern e apresenta três quartos desse tipo, cuja decoração é inspirada na cerveja. A cama pode abrigar até quatro pessoas, solteiras ou casadas, e oferece TV de tela plana de 32 polegadas, DVD, acesso à internet, telefone fixo e ducha. Nada mal para um barril! No Brasil, conhecemos uma versão mais simplória popularizada pelo mexicano Chaves. (Com informações do site www.casa.com.br)

terça-feira, 7 de maio de 2013

Belisquê realiza Festival de Beliscos




Pessoas, como vocês sabem o Belisquê é um dos lugares mais bacanas da cidade para tomar um chopp Heineken geladíssimo e comer alguns dos melhores petiscos de Goiânia ao som de músicas de excepcional qualidade. Já comomorei dois aniversários lá, do tanto que eu curto o lugar.

Pois bem, a novidade é que a partir de 

9 de maio em avant-premiére para convidados

a casa vai incrementar o cardápio com a participação de chefs convidados,  dentre eles a competentíssima amiga Edvânia do Porto Cave.

Segue a divulgação do evento na íntegra:



"A partir de 10 de maio, os frequentadores do Belisquê Arte Chopp irão saborear o novo cardápio da casa. Além de quatro novos beliscos desenvolvidos pelo chef André Barros, duas outras referências da gastronomia goiana formam convidadas para incrementar o menu renovado  para rechear o happy hour dos goianienses: as chefs Tatiana Mendes e Edvânia Nogueira.


André Barros


“A cozinha é um lugar de interação e, com este intercâmbio, ganhamos todos:  nós, que temos prazer em cozinhar, e o público que aprecia os sabores”, convida o chef André Barros que, aliás, mais uma vez surpreenderá o público com suas receitas com traço de brasilidade compostas por misturas inesperadas: Trouxinha Mineira, feita à base de mortadela com queijo mineiro,  Pernil no Pão de Queijo; Sobrecoxa com Catupiry; e Gratinado de Jilo. “Eu gosto desta história de buscar ingredientes marginalizados como o jiló, justamente para  apresentar  novas propostas e quebrar paradigmas”,  diz.




Tatiana Mendes, além de chef de cozinha, é professora de gastronomia e é autora do blog Em Busca da Garfada Perfeita, onde conta as viagens que faz para conhecer novos sabores e trazer referências para seus pratos. No Festival de Beliscos, entrará em cena com a Polenta com Ragu de Costelinha de Porco, um prato com inspiração nas origens da autora e que vai bem com a estação que chega.  “Mais uma vez, estou apresentando aos goianos a polenta, que é muito apreciada por sulistas como eu”, disse.




Já Edvânia Nogueira, referência em gastronomia portuguesa,  separou tomates, pimentões assados e bacalhau para compor o belisco batizado como Trilogia Portuguesa, criado especialmente para o Festival de Beliscos Belisquê. “O resultado harmoniza bem tanto com vinho quanto com chopp”, garante.


A ideia de promover esse mix surgiu da paixão do goianiense pelo happy hour e como um presente da casa ao público, que deu ao Belisquê o título de “Melhor Happy Hour”, segundo a Revista Veja Goiânia Comer & Beber. “Este título nos lisonjeia e também aumenta nosso compromisso em continuar inovando para agradar os frequentadores”, explicou um dos sócios do bar, Ricardo Teixeira.  

Belisquê Arte Chopp
Boa gastronomia, chopp gelado, música de qualidade e artes plásticas. Essa é  a pedida do Belisquê Arte Chopp, eleito o melhor happy hour pela  revista Veja Goiânia Comer & Beber 2012-2013. Segundo a curadoria da revista, o Belisquê é o refúgio de gente descolada na hora do rush. A revista destaca os petiscos resultado das “receitas ideais” do chef  André Barros e a programação musical diversificada.De segunda a sexta-feira o happy hour fica completo com dobradinha de chopp e petiscos, das 17h até às 20 horas. Além disso, o pedido de um petisco feito nesse horário será dobrado. A casa também está aberta no horário de almoço, das 11h às 15h com almoço.

Endereço: Rua João de Abreu n. 192, Edifício Aton Business Style, Setor Oeste
Telefone: 3932-1701/3932-1702"

terça-feira, 24 de julho de 2012

Campo Grande/MS, Palhaços, Pipoca Peculiar e Pisco Endomoniado


Convidado pela produção da IV Pantalhaços a participar de uma mesa sobre organização, sustentabilidade e responsabilidade social dos Festivais de Cultura rumei nesse último final de semana a capital do Mato Grosso do Sul.

Entre uma apresentação e outra dos espetáculos da programação, que aconteceram no teatro de arena do Horto, fui enfrentar uma baita fila para comprar pipoca. Quando iria ser atendido o mestre pipoqueiro foi preparar mais da delícia.

E foi nesse momento que vi algo pra lá de inusitado, em vez de colocar óleo na panela para fritar o camarada colocou calabresa e queijo provolone na panela, depois de alguns instantes quando esses ingredientes tinham fritado e soltado seu óleo aí ele acrescentou o milho de pipoca.


De começo fiquei um pouco ressabiado com aquela receita de pipoca, mas como nenhuma das pessoas que foram servidas antes de mim reclamou, não ia ser eu a ensinar a fórmula correta de fazer pipoca para o cara.  Mas o estranhamento durou só até começar a provar da inovação. Pensem numa pipoca boa, e gorda. Eram realmente uma delícia os contrastes das texturas e sabores.

Outra aventura gastronômica vivida em terras longínquas foi a degustação do Pisco, bebida tipicamente peruana colocada na roda antes do Clownbaré da progrmação pela Claudia Makishi, palhaça peruana convidada para a mostra, e que deixou todos os palhaços mais soltinhos.


O Pisco em questão chamava-se Pisco AcholadoDemonio de Los Andes e não sei pela mistura com a cerveja (normalmente não gosto de misturar bebidas, mas não ia perder a chance de beber algo de DNA 100% legítimo), ou pelo alto percentual alcoólico da bebida, 44%, mas a coisa bateu bacana na cabeça e deu um calorão danado.

Claudia me explicou que o Pisco é feito da decantação da fumaça do processo de fermentação da uva, por isso é tão forte.

Em meu último dia em Campo Grande consegui provar a famosa linguiça de Maracaju, tida como a mais tradicional do estado de Mato Grosso de Sul, uma linguiça escura, fortemente condimentada, feita com cortes bovinos. A iguaria é tão importante para o estado que ganhou até uma festa emsua homenagem. E cá pra nós, altamente merecido! A linguiça é uma delícia, muito diferente das tradicionais feitas a partir de cortes suínos.


Voltei de Campo Grande renovado e motivado para Festival Palhaçada que se aproxima! Longa vida aos palhaços e artes circenses.

abs

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Guaraná Jesus-A coca-cola do Maranhão

Imaginem Jesus vencendo o imperialismo capitalista!
Foi por medo que isso ocorresse no Maranhão que a rainha de todas as bebidas,  a Coca-Cola, adquiriu em 2001 esta bebida que é praticamente um patrimônio maranhense.
A fórmula vem de 1920 e foi criada pelo velho farmaceutico Jesus, que na tentativa de criar um remédio (assim como sua rival) fez um charopinho rosado que agradou a molecada.
Eu experimentei este refri, trazido por uma amiga da terrinha, residente em Goiânia, e honestamente, achei que tem gosto de Resfenol gaseificado. 
De sabor absurdamente adocicado, tem notas de morango e cravo, imersos em água abundante e poucas bolhas de gás.
Apesar do meu nariz torto, Carolzinha minha filha de 11 anos adorou e o colocou no seu roll de favoritos.
Só faltou um arrozinho de Cuxá para acompanhar.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Pisco Sour - Pisco do Chile, presente da minha cunhada

Foi difícil escrever o título deste post sem fazer algum trocadilho, mas acho que consegui.
Minha cunhada, o maloqueiro de meu concunhado e um casal de amigos foram passar alguns dias no Chile, e por lá, conheceram a bebida ícone da cultura chilena, o Pisco, que na língua local significa "pássaro".
Minha sogra (que passou uma época exilada neste país) já havia falado muito sobre esta bebida, que  trata-se de um destilado de uvas Moscatel de Alejandría e Pedro Jimenez, utilizado na confecção de inúmeros drinques, desde o mais famoso deles, o Pisco Sour, um drink que leva duas medidas do destilado, uma clara de ovo, suco de limão, açúcar, gelo picado e gotas de Angostura.
Voltando ao assunto vigente da viagem, minha nobre cunha Mariana, trouxe-me a deliciosa mistura pronta de Pisco Sour, da marca Capel que é produzido na "zona pisquera" do Valle de Elqui, ao norte do país. 
Para quem não imagina como pode ser o sabor da mistura, meu relato: É como se fosse um Smirnoff Ice, porém mais suave, refrescante e "redondo".
Uma verdadeira delícia que faz com que tenhamos a sensação de voarmos pelos vales andinos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Nova Vida


Vida de rescém casado é assim: a mulher costuma nunca achar que a casa está pronta, que sempre falta uns badulaque aqui, uns bilelô acolá e força nós, pobre e indefesos maridos, a acompanha-las as compras. E mesmo sabendo que nossa opinião, e nosso entendimento em matéria de decoração, é tão importante como a de um babuíno sentando em cima de uma árvore, lá vamos nós.

Só para se ter uma idéia, ontem véspera de feriadão, passamos em casa arrumando quadros, instalando persianas, blá blá blá...

Mas estas desventuras podem ter boas surpesas no caminho. Dia desses, em busca de uma mesa para o computador daqui de casa fomos até a Campininha, bairro onde acha de um tudo na cidade de Goiânia, e no busca daqui, orça de lá finalmente chegou a hora do almoço. Buscando por estimulos olfativos interessantes paramos num restaurante Self Service chamdoFlor de Pequi.

Confesso que não espera grande coisa de cardápio, decoração e coisas afins, mas felizmente quebrei a cara. Inscrustado no coração da Campininha, na Av. Senador Jaime entre a Castelo Branco e a Av. Anhanguera, o Flor de Pequi é restaurante com decoração típica das cidades coloniais de Goiás, com direito a fogão a lenha e tudo mais, a variedade de pratos quentes e frios fez minha cabeça dar um nó, e não sei se pela fome ou se pela frutação de ir comprar coisas que não entendo , coloquei um pouco de muita coisa no prato. E no momento de pesar o prato veio a melhor supresa do almoço, seguramente meu prato pesava mais de 700g e no preço da balança deu menos de R$10,00. Ai era só se entupir de comida e correr para o abraço, ou pra cama!  O que infelizmente não aconteceu comigo, que teve que fazer a digestão buscando apetrechos para o lar.

A outra desventura não foi exatamente uma supresa. Fomos a feira do cerrado, definitivamente a feira mais bacana de Goiânia, que acontece aos domingos a partir das 9h no Parque da Criança, ao lado do Serra Dourada. Lá, diferente das outras feiras da capital, só se encontra produtos de artesanato, a algum tempo frenquentamos o espaço.

E entre uma banquinha e outra, nossa parada obrigatória é no banquinha de biscoite de polvilho frito, que fica no final da “rua” de entrada da feira. Sem falsos exageros o biscoito de Polvilho da Feira do Cerrado é o melhor do mundo, melhor até que o biscoite que minha mãe faz! E pra quem conhece os dotes culinários de mamãe, entende bem o que quero dizer.

Para um baita biscotão são míseros R$ 2,00 e é claro que nunca como só um! Para acompanhar um sucão de 500ml de abacaxi com hortelã super gelado da banquinha imediatamente a frente, por apenas R$2,50. Ir a Feira do Cerrado sempre é muito bom! comida boa, atendimento dos feirante sempre altamente cordial, produtos diferenciados para toda e qualquer ocasião, música boa, alé de sempre encontrar por lá os amigos de batalha da área da cultura em Goiânia.

E só pra fechar. Ainda continuamos (ou melhor, minha esposa continua) em busca da decoração perfeita....

abs
@murilogarcez

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Camarões salteados com erva-doce, salada de flor, creme de mussarela de búfala e queijo emental acompanhados de salsão ao hortelã e vinho frisante, por meros R$ 28,00

Gastronomia requintada custa caro? E seu eu disser a vocês que nesta terça-feira criei um jantar requintadíssimo para 4 pessoas, com direito a frisante red nacional por, R$ 28,00 vocês acreditariam?
O cardápio foi todo montado comprando ingredientes no Carrefour e numa feirinha aqui perto de casa, num setor chamado Vila Morais.
Os pratos foram: Camarões marinados salteados com erva-doce, cobertos por molho gratinado de mussarela de búfala e queijo emental, salsão à juliete salteado com hortelã, salada de flores comestíveis e arroz cozido ao leite de coco. Para beber, o delicioso frisante nacional Sunny Days red da Miolo. 
A composição do prato nasceu à esmo, como os bons pratos são criados. Sem ter idéia do que fazer, fui andando pelo carrefour e olhando produtos bons de promoção e em pequenas quantidades, o mesmo ocorreu na feirinha.
O prato ficou riquíssimo em sabores, e foi aprovado inclusive pelas crianças.
Como fazer? Segue aí a receita passo por passo.
Salsão: Corte o talo do salsão à juliete (em tiras finas), refogue em manteiga alho em lâminas e hortelã, coloque então o salsão e deixe em cocção com tampa até ficar tenro, separe.
Camarão: Deixe o camarão marinar em limão, sal e pimenta branca, aqueça numa frigideira azeite, coloque então dois ramos de erva-doce picados. Não toste, deixe apenas soltar o sabor, salteie então os camarões limpos, tomando o cuidado para que eles não queimem, separe.
Molho de queijo: Aqueça manteiga numa panela, derreta então o queijo emental. Acrescente 100 ml de leite gelado para talhar, acresente um 5 colheres de creme de leite, sempre mexendo. Corte 3 nós de mussarela de búfala picados e mexa mais até praticamente secar (é isso que vai dar o sabor gratinado). Separe.
Arroz: Prepare o arroz da forma normal, trocando a medida de um copo de água por um copo (200ml) de leite de coco.
Salada de flores: Lave bastante as flores (usei as de agrião) e tempere com sal, limão e azeite na hora de montar o prato.
Disponha o prato como preferir.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Young’s Double Chocolate Stout - Cerveja de chocolate. Presente de páscoa para "cara homem"

Toda criança sonha com a páscoa para encher os fundilhos de chocolate não é?
Com o tempo vamos deixando de ganhar os adocicados acepipes para somente presentearmos, pois o chocolate é relegado ao mundo das crianças e mulherzinhas, verdade?!?
Jamais!!! Neste fim de semana, a pascoal Luisa me provou que o  velho coelho é um cara malandrão e tem suas estratégias para agradar-nos, piscinas de testosterona que somos: Cerveja de chocolate, ou melhor, Young’s Double Chocolate Stout, cerveja inglesa que pode se considerar a mãe de todas as cervejas de chocolate do universo.
A delicada Luisa encomendou a mesma na Belgium Dash, uma deliciosa importadora de bebidas aqui de Goiânia com seu filho Tomás de 6 anos, que ao ver o lugar exclamou: "Que massa mãe, esse aqui é um lugar de cara homem".
E como sou um "cara homem" me empolguei com o presente que foi tomado em dupla com a coelhinha.
A stout, da cervejaria Young´s (uma das mais tradicionais da Inglaterra) não tem nada de docinha ou suave, é amarga e encorpada como a vida anglo-saxonica.
Esta delícia, além de levar o malte tostado ainda tem em seu corpo chocolate in natura. O resultado,  é puro chocolate amargo. Um primor que tem segunda nota de café torrado (pra mim, leigaço no assunto).
Para dar o arremate, são usados maltes pale ale e crystal e lúpulos Fuggle e Goldings (em proporção considerável).
A coloração é um marrom muito escuro, com espuma bem caramelada e cremosa.
Segundo especialistas, "na boca, revela notas de chocolate, malte, torrado, com final seco, aveludado e amargo, corpo médio e carbonatação médio-baixa, como é comum ao estilo".
Segundo minha namorada, tem gosto de chá de boldo.
Segundo meu paladar é uma rara delícia que deve ser apreciada por "caras homens" de vigor bretão.
Por ser pura endorfina a mesma consegue tirar risadas da face mais gélida.
Só mais uma dica, ela é excelente para acompanhar sobremesas. Vai por mim.

sábado, 13 de março de 2010

Subaks Bar Vila Nova - Pinga com cobra e ovo azul


Quem mora ou já morou na Vila Nova ou adjacências, já se deparou com esse bar, cuja mascote é um indiozinho Tapajó sorridente, empunhando um arco e flecha e fitando o fundo dos olhos do transeunte, como quem diz: "come aqui procê ver...".
Eu nunca consegui uma explicação plausível para o nome do recinto até o dia em que me enchi de coragem e parei no umbral de entrada para tomar uma coca-cola KS (King Size, 290 ml) e mascar algum rango corajoso. Experiência quase antropológica que é a maior de minhas aventuras.
Ao entrar no Subaks, um senhor pardo com bigodes bicolores e uma camisa azul aberta até a pleura me olhou parando em frente ao balcão.
Entendi que aquela era a recepção da tribo dos Subaks, e qual irmão Vilas-boas, observei detalhadamente, os hábitos daquele silvícola, compreendendo então, o significado de Subaks em tupi, que quer dizer sovaco úmido e odorífero, que deixa marca de pizza em camisa.
Averiguei a fauna local e pude observar formigas doceiras e algumas moscas sobre o balcão oleoso. Olhei mais atentamente e eis que fitei o que para mim é o topo da gastronomia taxidermista, uma garrafa de cachaça com um belo exemplar de cobra coral nadando em eternidade.
O velho pajé Subaks guarda em sua ocara, uma coleção de garrafas com todos os tipos de mascerações possíveis, cachaça com sucupira, com arnica, com murici, com vergatesa, e até uma engraçada com um siri.
Dispensei as bebidas quentes e pedi uma coca-cola, recusando o copo de vidro.
Fui até a estufa e vi clássicos do rango corajoso, como a coxa de frango frita com gordura velha, o torresmo peludo, calabresa fina e ressecada, e um dos meus favoritos, o ovo em conserva. Este último, minha pedida.
Ao dar uma dentada no exemplar, pude perceber o esmero do velho cozinheiro ao salgar a conserva em demasia, certamente para conservar a gostozura livre de germes e bactérias.
Não dei a segunda dentada, paguei R$ 2,40 pela experiência completa e fui embora, agora já iniciado no rito misterioso da azia, que em tupi significa, refluxo gastroesofágico de longa duração.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Julie e Julia – Filme e Capucino do Fran´s

Domingo de carnaval, dia perfeito para fazer um programinha clássico na capital onde esta festividade inexiste.
A convite da blogueira Luisa Dias do desafio de ser, visitem pois é lindo, fui me deliciar com esta divertida estória de uma garota que tem a vida transformada á partir de duas paixões (compartilhadas comigo), blog e gastronomia.
Com atuação impecável da camaleoa Meryl Streep no papel de Julia Child (boa sim, mas não digna de concorrer ao Oscar) e da novata Amy Adams como Julie Powell.O suave e cômico filme tem como pano de fundo as agruras desta minha idade, 30 anos (os novos 20?), o que fez, juntamente com a instigante presença da senhorita Dias pensar muito sobre os rumos escolhidos até então por este pai solteiro que vos tecla.
Após o filminho, fomos ao Fran´s para colocarmos a prosa em dia, regados a capucino.
Quanto à bebida, nada de mais, para falar a verdade, o Fran´s (mesmo sendo um lugar muito freqüentado por mim) nem é lá essas coisas em se tratando de qualidade, e o preço, acho maior do que deveria.
A conversa sim foi importante em forma e conteúdo, principalmente para que eu pudesse avaliar em que pontos minha estrada tão firmemente traçada ano passado ainda estava sendo respeitada neste ano que se inicia.
A Luisa, com sua sobriedade glacial e leve melancolia, tem este poder, de mesmo sem saber ou tencionar, provocar revisões em meu modus operandi, precipitando minhas impurezas e facilitando sua retirada.
Valeu Lú! Topo outro café sempre que quiser.
O convite vale para meus outros amigos blogueiros e blogueiras, vamos tomar um café?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Estação do Açaí - Quibe de soja e suco de amoras


Olá! Nesta sexta-feira fui ao Centro comprar granola na rua 4 número 124(onde se encontram as melhores não industrializadas) quando resolvi fazer um lanchinho natureba ao lado de uma das lojas, a Estação do Açaí.
Lugarzinho jóia, cadeiras e mesas rústicas, um ambiente bem vegan mas não biodesagradável (ouvi este termo de um naturalista semana passada e amei).
Pedi um quibe de soja com suco de amoras e....aprovei em absoluto!
O quibe gigantesco, assado e recheado com queijo não tinha sabor de comida extraterrestre como a maioria dos rangos naturebas que já comi. Uma delícia que supera a maior parte dos quibes com carne que já comi em gyn.
O suco então nem se fala, parece que usaram umas três polpas para fazer, de tão encorpado que estava. Muito bom.
Outra coisa que convém frisar é o atendimento maravilhoso do lugar. Pessoal bem preparado e conhecedor dos pratos.
Fiquei sabendo na boca miúda que servem uma deliciosa feijoada vegetariana e bife de glutem por lá também.
O preço convém frisar! Paguei R$ 1,80 no quibe e R$ 2,00 no suco.
Assustou??? Vai lá.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Vitamina Lacerda- "A" vitamina


Você está devendo um lanche para um amigo e quer saldar a dívida sem gastar muito dinheiro? Está varado de fome e sequioso para entupir o "pandú de cum força"??? O lugar é a Vitamina Lacerda.

Dia desses lembrei de como era bacana a febre por sucos nos anos 80 e decidi migrar até a praça do cigano no setor Oeste para me empanturrar com a vitamina á moda, que vai nada menos que 1000ml de leite, abacate, mamão, laranja, amendoim e essência de beterraba (sei lá que p...é essa).

São mais de 30 mesas abarrotadas de gente querendo dar uma dentada na deliciosa esfiha de R$ 1,90 e no litro de vitamina á moda por R$ 3,80, e o melhor, com um atendimento híper-rápido (como queria ganhar um jabá pela propaganda).

A vitamina Lacerda é um clássico em Goiânia, que antes atendia pelo nome de vitamina A (lembram?).

Quem tiver querendo companhia para rachar uma vitamina, é só ligar.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Receita de Coca-Cola caseira


Essa eu pago para ver!!!
Um maluco americano mezzo culinarista, mezzo espião industrial, resolveu tentar reproduzir de forma caseira a receita mais expiada da história de um tal John Pemberton.
Isso mesmo! Nada mais nada menos que a bebida que move a modernidade, a maldita e sacro-santa Coca-cola.
Para quem quiser acessar o texto original em inglês, está aqui o endereço: http://www.topsecretrecipes.com/recipedetail.asp?sessionid=&login=yes&id=364&agree=yes.
Com ingredientes médicos e outros nem tanto ele garante que o gosto fica igualzinho.
Não me atreverei a reproduzir a receita, mas os ingredientes são: comprimidos de cafeína, óleo de cássia, óleo cinnamon, ácido cítrico, noz de cola, suco de lima, e....xarope. Nada daquele ingrediente proibido e tão medonho.