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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Só Pêra - Cuiabá é terra de Pêtxi!



Em minhas andanças de psicocaixeiro viajante, estive em Cuiabá para ministrar um curso, e me deparei com uma cidade bem interessante. Calor do saara e um sotaque indefectível (adoro as diferenças do meu país). Por lá, o T toma lugar do X e do CH. 


Segundo um dos alunos do curso, filho de uma doutora em história, essa forma de falar é fruto da miscigenação de línguas indígenas com o português de diversas regiões.


Deixando a etimologia de lado, meu grande guia turístico de Cuiabá indicou um restaurante atrás do hotel onde fiquei hospedado, chamado " Só Pêra" (Rua Manoel Garcia Velho, N 582, Bandeirante, Cuiabá MT)! 


Pensei alto: "Até por aqui os benditos Vegans dominaram?" Porém, vendo minha cara de espanto, o mancebo tratou de se explicar: "Peraputamba, o salmão de água doce, profes!" Tchupa essa manga Rogerão.


O lugar, bem mocozado numa ruelinha pareceu estranho a primeira vista, mas assim que eu entrei fui muito bem acolhido e me senti num enorme mergulho pantaneiro, pois painéis de "pêtxis" adornavam toda a extensão do local.



Disse ao garçom o nome do hotel que estava hospedado (sugestão do recepcionista) e ganhei de entrada o melhor caldo de pintado que já experimentei na vida!


Minha pedida principal foi " Ventrecha de Pacu" Que descobri ser nada mais nada menos que costela de pacu, que veio em 3 ripas enormes, empanadas e fritas, acompanhadas de arroz e vinagrete (top dos tops).



Não preciso dizer que o peixe estava soberbo, ou preciso? Pois é...estava magnífico, temperado na medida, crocante por fora e macio por dentro. Um achado! O preço, R$ 25,00. Não tão barato, mas graças aos meus empregadores, saiu na faixa, ou melhor, na faitxa!


Rogério Gonçalves

segunda-feira, 7 de março de 2011

Para arrematar o Carnaval - Caldo Stravaganzza

Amigos foliões, segue um post da minha amada jornalista @luisacoms do blog "Desafio de Ser". Deliciem-se.

"A convite do homem de 30, eu escrevo pela primeira vez para o blog e vou falar de um prato cativo para os goianienses em noites quentes e frias: o caldo. Quem é de fora estranha ver no final da noite bares lotados com gente se deliciando com o prato quentinho e fumegante. Mas aqui, é assim. Noite finda é hora de tomar um bom caldinho para fortalecer o corpo cansado.
O tema surgiu depois de uma noitada no samba goiano, que sim, existe e é muito bom. Depois que saímos de um Café Nice sacolejante, escolhemos a Stravaganzza para curar a nossa anunciada ressaca. Eu escolhi caldo de abóbora com carne seca misturada com feijão. É arriba na certa! O homem de 30 escolheu palmito e aspargos. Para acompanhar o tradicional caldo goiano, torradinhas temperadas, pimenta, cheiro verde e pimentão.
O legal do caldo é que é democrático e está no cardápio de qualquer bar goiano que se preze. Ele só precisa ser quente, bem temperado e farto. Quem não tomou um caldinho de frango com feijão no Oficina Grill e o de mocotó do Galeto’s? Quem nunca terminou a noite no Aerocaldo, no Cantinho Frio ou no Caldo 24 horas, estes especialistas no negócio?
Receita quente para noites igualmente quentes, mas com a certeza de que dá para arrematar qualquer ressaca e garantir um pouco mais de energia para chegar inteiro na quarta-feira de cinzas.

Luisa Dias

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Cantinho Frio - Coração quente e bom caldo

Nesta semana pude voltar a um lugar interessante, o Cantinho Frio, na rua 228 número 53 no Setor Universitário.
O lugar é um clássico de Goiânia, mocozado numa ruela do setor, já foi uma portinha que cresceu, cresceu e hoje toma boa parte do quarteirão.
Fui com meu grande (realmente grande, assim como eu) e velho amigo Vinícius e outros amigos e amigas das antigas, que também iam nesse lugar, inclusive conosco.
Entre lembranças boas, deliciosas gargalhadas e calor humano, pude tomar uma excelente limonada e um caldo de camarão que para mim é um dos melhores da cidade.
No lugar, ás terças e quartas, tem o rodízio de caldos e petiscos.
Compensa a visita, a minha compensou, e como...!

Faz tempo que não publico uma receita, por isso vou colocar esta aqui.

Ingredientes:
1/2 kilo de camarão;
300 gr de mandioca;
1 vidro pequeno de leite de coco;
1 envelope de Sazon;
5 colheres de sopa de colorau;
2 colheres de chá de Ajisal;
2 colheres de chá de Ajinomoto;
1/2 copo de óleo ou 1 tablete de margarina;
1/2 copo de conhaque;

Modo de fazer:
Lave o camarão , ponha o óleo na panelapara esquentar, doure o camarão inteiro com a cabeça,assim que estiver bem vermelhinho.retire da panela e ponha num prato para esfriar,descasque a mandioca, corte em pedaços e coloque numliquidificador.acrescente o leite de coco, as cabeças de todos oscamarões e coloque 250 grs de camarão (metade).acrescente 1/2 litro de água e bata.Na mesma panela que você fritou o camarão acrescentealho moído, Sazon, colorau, Ajisal , Ajinomoto , doureos temperos e depois acrescente a mistura doliquidificador, vá mexendo e acrescentando água paranão ficar grosso demais.deixe cozinhar por quinze minutos ao final acrescente1/2 copo de conhaque mexa e pronto , ai esta o caldo decamarão.

domingo, 30 de agosto de 2009

Thiosti- Caldo de Sururu

Neste sábado eu e meus amigos Pierre e Bianca nos encontramos no Thiosti, um dos lugares mais legais de Goiânia, para uma boa proza e gozo de momentos aprazíveis.

Na ocasião, estava passando o jogo do Atlético, o novo time de coração do Pipi, então cantamos os hinos deste e do Vila Nova. A Bianca arriscou o do Goiás (é esmeraldina agora) mas ficou no estribílho.
Entre trocas de experiências literárias (li "A espantosa vida de Octavian Nothing" de M.T Anderson, formidável) e sucos dos mais diversos, pedi um caldo de sururu, um molusco com fama afrodisíaca (tirando pelo sabor deve ser mesmo).
O caldo, engrossado com batatas e temperado com coentro, cebolinha e salsa, que sempre gostei, dessa vez me decepcionou. Ficava louco para morder uma folha de tempeio para tirar o gosto do sururu, que pelo fato de provavelmente ter sido congelado, não estava com o gosto muito agradável.
Recomendo demais o lugar, elevo a companhia, porém o caldo...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Thiosti - Caldo Verde

Em comemoração aos tristes 30 anos desse velho "homem de 30", convidei convivas queridos de diversas tribos, mas com o mesmo amor (os trinta me deixaram mais sensível) para aproveitarmos o ensejo e farrearmos um pouco.

A escolha foi o Thiosti, um restaurante super-agradável no setor Marista.

O ambiente maravilhoso, o cardápio relativamente barato, cervejas diversas...bem, tudo quase perfeito, tirando a grande demora na confecção dos pratos.
Entre piadas e lembranças, namorei o cardápio por horas.
Minha pedida de entrada foi o famoso prato português caldo verde, R$ 7,00. Que honestamente achei ralo e meio sem graça. Mas como sempre vou dar a receita melhorada aqui neste tão bacaninha blog.
Meus convivas Pierre, Bianca, Beto, Dani, Lilian, Marcelo, Léo, Anelise, Bima, Renatho, Alessandra, Murilo, Denise e Luisa, meu muito obrigado por vocês existirem e estarem presentes em mais esse momento (como disse, estou super-emotivo).

Receita:
Ingredientes: 1 xicara de azeite de oliva;
2 dentes de alho;
450g de couve;
150g de linguica portuguesa cortada em rodelas;
2 litros de agua;
4 batatas medias semcasca e em pedacos;
sal a gosto;

Preparacao:

a) Leve ao fogo uma panela com agua e sal e um dente de alho inteiro. Assim que comecar a ferver acrescente as batatas. Quando estiverem macias retire-as, passe por um espremedor, coloque de volta na panela e abaixe o fogo. b) Lave, escorra, retire o talo central e enrole as folhas de couve, uma sobre a outra, e corte-as bem fininho. O mais fino possivel, pois este e' um detalhe importante. Deixe de molho, por 10 a 15 minutos, em agua fria. Em seguida, troque a agua duas vezes mexendo a couve com as maos e transfira para um escorredor. c) Coloque a couve na panela com a batata, o azeite e o dente de alho restante e tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Deixe ferver por uns tres minutos. Acrescente a linguica cortada, confira o tempero, deixe ferver por mais 5 minutos e sirva.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sopa francesa tradicional de cebolas - Isabel Allende

Nesta terça, chegando de Anápolis ensopado pela chuva, depois de um delicioso dia de labor, parei alguns segundos e perguntei a meus sentidos o que gostariam de degustar. Então, me responderam sem cerimônia que se agradariam em sorver uma saborosa sopa de cebolas.
Mais que depressa me lembrei de uma receita da Isabel Allende em seu livro "Afrodite" (que por sinal é tão saboroso quanto tortillas e guacamole), A TRADICIONAL SOPA FRANCESA DE CEBOLAS.
Experimentem esta receita da tão famosa sopa francesa que entretia Napoleão e Josefine, em momentos entre-coitum.

Obs: Simplifiquei a receita, visto que só o caldo de carne demoraria 1h de preparo.

Rendimento: 2 porções

SOPA FRANCESA DE CEBOLAS

Ingredientes:
1 cubo de caldo de carne (ou 3 copos de molho base de carne);
2 cebolas grandes picadas finas;
1 pitada de cravo em pó;
1 pitada de açúcar;
1 fio de azeite ou 1 colher de sopa de manteiga de leite;
4 colheres de parmesão ralado;
2 fatias de pão branco torrado;

Modo de preparo:
Refogue as cebolas no óleo ou manteiga até dourarem, acrescente o caldo de carne e os demais ingredientes, cantando alguma canção francesa, de preferência Non, je ne regrette rien da Edith Piáf. Coloque 3 xícaras de água morna e deixe cozinhando por 10 minutos.
Enquanto isso vá tomar um banho morno, lavando bem as mãos (não esqueça de continuar cantando). Coloque seu melhor perfume, desligue o caldo e verta-o em uma tigela de cerâmica com uma fatia de torrada. Polvilhe com queijo e gratine no forno.
Chame uma boa companhia para sorver esta delícia (no meu caso foi a Carol minha filha).