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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Culinária de Guerrilha: dias dos namorados em casa


Pra ser bem sincero sou bastante esquecido de datas, e só às 15h quando Denise me ligou perguntando onde seria nosso “Dia dos Namorados” é que me lembrei de que ontem era A data. Mas como já disse aqui antes, acho a data mais comercial que propriamente romântica.

Voltando ao telefonema, de súbito respondi: vou fazer algo aqui em casa mesmo, os restaurantes sempre muito lotados, né, o atendimento fica ruim...que acha? (não contavam com minha astúcia, hã?). Ainda bem, que ela topou.

Dei um pulo na cozinha e olhei o que tínhamos em casa para definir o cardápio da noite de nós dois. Tínhamos um medalhão congelado, alguns tipos de massa, molhos variados, enfim tudo que precisava tentar encantar meu bem.



Minha primeira decepção foi constatar que por um erro de atenção o medalhão era de filé de frango, não de carne. Nada contra frango, mas é que, pra mim, medalhão bom é de carne vermelha; mas tudo bem, bola pra frente.

Comecei preparando uns belisquetes, na verdade era o reaproveitamento de algumas coisas que tinha aqui em casa, e para não jogar fora enriqueceram nossa noite (viu só que jantar sustentável).


Tinha colocado os medalhões no forno, conforme indicação da embalagem, e pra não ficar aquela coisa seca fui preparar um molho para acrescentar. Cebola e alho são ingredientes indispensáveis da culinária de minha casa; fritei uma cebola com tomates bem picadinhos, acrescentei um pouco de vinho tinto pra dar um aroma e, ao final, molho barbecue. Na hora de virar o medalhão na assadeira despejei o molho.


Com a massa do talharim cozinhando comecei a preparar os aditivos do molho Marinara, só uma cebola e azeitonas verdes fatiadas pra dar um tchan na coisa toda.

Notas finais para meu pseudo romântico jantar:

Belisquetes sustentáveis: 10
Talharim Marinara: 10
Molho do Medalhão de Frango: 8
Medalhão de Frango: 5 (marca Aurora reprovada, e também não é tão legal quanto de filé de carne)
Bebidas: 7 (suco natural, unicamente porque não estamos bebendo atualmente)
Média Ponderada: 8 


Apesar de ficar de recuperação em uma disciplina, acho que vou passar de ano.

Yes, amos cebola!

abs

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Especialidade da (minha) casa


Acredito que toda família tem seu "prato especialidade" que geralmente é servido nas datas festivas. Ou é um tio que faz um carneiro na cachaça delicioso, ou aquela lasanha da vó que a gente malha a semana toda só pra comer no final de semana, enfim.

Minha mãe é uma cozinheira de mão cheia, quem já teve a honra de comer as delícias preparadas por ela sabe que não estou exagerando, é cada bacalhoada de comer rezando...

Mas, porém, contudo, todavia e, entretanto, agora sou rapaz sério (??) e casado que tem que criar suas próprias tradições e especialidades! E tenho dito.

No quesito "pratos especialidades" a Denise importou uma receita da família dela para nosso ninho de amor!


Ela chama carinhosamente de Macarrão Entupidinho. Vamos a receita!

Ingredientes
1 pacote de massa rigatoni (é um primo mais robusto do penne);
1 pedaço médio de muçarela;
1 pedaço médio de presunto;
1 vidro de azeitonas verdes
1 litro de leite;
1 porção de temperos de sua preferencia.

Modo de Preparo
- rale a muçarela e presunto e misture;
- adicione as azeitonas batidas (no liquidificador ou multiprocessador) e os temperos;
- misture tudo!!!

Agora vem a parte chata!

- depois de tudo misturado, vá recheando os rigatonis (a dona da receita coloca um punhado de recheio nas mãos e vai entupindo canudo por canudo);
- vá colocando cada unidade devidamente recheada no vasilhame onde vai ser assado;
- ATENÇÃO!! só faça uma camada! não coloque uma unidade em cima da outra, se não gruda tudo.
- depois dos rigatonis colocados no vasilhame adicione leite até cobrir as massas e deixe descansar por 12 horas na geladeira;
- na hora de ir ao forno faça um molho vermelho, despeje no vasilhame, adicione um parmesão ralado por cima e é só aguardar...

Na verdade o prato está todo pronto, o forno é para esquentar o macarrão e derreter o queijo (da massa e da cobertura), agente deixa cerca de 20 minutos em fogo médio.

Esse recheio é o tradicional que a Denise aprendeu com a mãe dela, mas já fizemos com dois queijos (muçarela e parmesão), azeitona e temperos para agradar uma vegetariana querida que veio almoçar conosco, e eu tem essa AQUI na busca do São Google.O recheio vai o que sua imaginação mandar! O importante é engordar alguns quilinhos com esse prato maravilho.

abs

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Risoto de Bacalhau


Semaninha agitada a passada! Cheia de novas receitas que postarei aqui como "picanha á moda do Chaguinha", "panflex de panqueca"(minha namorada odiou o nome que coloquei, mas o prato dela ficou uma delícia), "frapé italiano" e diversas tentativas de delícias.rsrsrs.

Porém hoje postarei uma iguaria degustada ontem, no almoço de domingo na deliciosa chácara da senhora Suely, junto a minha família, suas filhas e genros.

Almocinho de domingo supimpa, crianças nadando na piscina, eu tomando umas de leve com novos camaradas, as senhoras fazendo o almoço na cozinha...tudo como manda o repertório clássico de um programa de domingo, ainda mais comigo fora da cozinha (ninguém é de ferro).

Surge então, em meio a duas qualidades de arroz (um deles com galinha caipira) este emblemático prato da comida luzitana.
O problema é que por medo de salgar demais a D. Suely aferventou o bacalhau e o prato ficou sem sal.

Recebi a receita, mas para não tirar a originalidade rogeriesca, vou tentar reproduzir com minhas habilidades palatais modificando as possíveis falhas para que a receita de vocês fique ainda melhor que a original.

Beijos luzitanos com direito a cosquinha de bigode.

RISOTO DE BACALHAU

1 kg de arroz parboilizado;
3 pimentões,sendo 1 vermelho, 1 verde e 1 amarelo;
1 kg de bacalhau desossado e dessalgado;
1 vidro de azeitonas pretas;
2 copos de vinho branco seco;
2 tomates;
1 cebola média;
1 lata de creme de leite com soro;
Queijos de sua preferência (sugestão: parmesão ou provolone )
Azeite a gosto;
Pimenta;
Manjericão, de preferência fresco ;


Modo de Preparo

Faça o arroz conforme instruções da embalagem, colocando um pouco menos de água, para, quando quase cozido, acrescentar os 2 copos de vinho branco
Para o molho:
Doure a cebola no azeite e acrescente os tomates e os pimentões
Deixe amolecer bem
Coloque o bacalhau já desossado e dessalgado, levemente fatiado (deixe umas lascas maiores)
Quando já tiver fervido um pouco (cerca de 5 minutos), acrescente as azeitonas, os temperos de sua preferência e os champignons
Não é necessário continuar no fogo por muito tempo, para não amolecer demais as azeitonas e os cogumelos (mais uns 4 a 5 minutos)
Desligue o fogo e coloque o creme de leite
Corrija o sal
Em uma travessa grande, misture o arroz, os queijos cortados em cubinhos e o molho
Transfira para uma travessa bonita que caiba no forno
Polvilhe queijo ralado, regue com azeite e leve ao forno para gratinar
Está pronta a tentativa de delícia!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Tender ao vinho com purê de maçãs e farofinha de aveia

Olá meus amigos e amigas!
Depois de tanto tempo invernado na dura tarefa de percorrer festas reveillonescas estou de volta e como prometido postarei as receitas dos leitores.

Hoje vou postar uma receita que é a cara da minha ex-sogra (aliás...se fosse não abriria o apetite.rsrsrs).

Um prato que honestamente é um de meus favoritos, e que foi gentilmente cedido por minha ex-consorte (ou seria com sorte?) e grande mentora intelectual Luisa Dias:

Tender ao vinho com purê de maçãs acompanhado de farofinha de aveia.

O Tender, suculento e deliciosamente temperado, fica molhadinho e com um sabor inconfundível de uvas que ulula nas papilas gustativas subindo vaporosamente pelas narinas, fazendo com que você acredite que há algo mais divino que pamonha frita.

Quando mergulhado no suave purê de maçãs então....A impressão que tenho é que meus neurônios entram em conflito pela bombástica efusão de sabores doces e salgados e me fazem perder o controle de quanto eu como (que desculpa boa ein?!?).

A farofinha então...é o anexo perfeito! Seu paladar farináceo percorre a língua acalmando as papilas para a próxima dentada no tender.

Vou encerrar o post aqui com a receita antes que tenha uma síncope.

Beijo em cada um e uma.

Tender
Ingredientes:

01 Tender desossado;
01 copo de vinho branco seco;
02 dentes de alho;

Modo de fazer

Faças cortes superficiais em formato de losango no tender. Mergulhe no vinho branco durante três horas antes de levar ao forno. Esfregue o alho levemente amassado por todo o corpo do Tender. Coloque para assar em forno pré-aquecido a 100 graus coberto em papel alumínio. Asse por 20 minutos e retire o papel alumínio. Regue com o marinado de vinho a cada 5 minutos por mais 20 minutos.

Purê de maçã

Ingredientes

20 maçãs
2 litros de água
1 limão

Modo de fazer

Descasque as maçãs e coloque para cozinhar em dois litros de água já temperado com o suco de 1 limão. Cozinhe até formar uma pasta não uniforme. O purê deve ser servido quente.

Farofa de aveia

Ingredientes

200 gramas de aveia flocos finos
200 gramas de bacon defumado em cubos
02 ovos cozidos e picados
200 gramas de azeitona verde picada
Sal a gosto

Modo de fazer

Frite o bacon até dourar. Acrescente os ovos, as azeitonas e a aveia. Tempere com sal. Deixe fritar até a farofa ficar soltinha.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Bacalhau da familia Garcez Henrique

Natal é época de confraternização, e aqui em casa em especial e dia de casa cheia. Minha família é bem grandinha, e o Natal é uma data que todos os irmãos e netos se reúnem em volta do fogão para ver minha mãe cozinhar, porque ninguém é doido de tirar ela de lá e correr o risco de ter uma ceia com sabores desagradáveis.
Antes de falar sobre o que comi no natal, como meu gastronômico amigo pediu, gostaria de falar uma das teorias sobre o surgimento da ceia de Natal (juro que vai ser bem rápido, rápido mesmo, pode continuar lendo o texto).
Bem, dizem que a Ceia de Natal nem de longe veio de um costume cristão, uma das teorias que ouvi a respeito do surgimento desse costume veio da cultura nórdica. Os vikings se reunião para celebrar o surgimento do sol, depois do longo período de neve, essa época coincidia com a época do abate dos animais. Então se fazia uma grande festa em homenagem ao sol e ao novo recomeço para eles. Tempos depois o cristianismo incorporou essa celebração como forma de prestar homenagem ao menino Jesus.
Viu, nem foi tão grande assim. Mas vamos ao que comi no Natal.
Como somos de uma casa portuguesa, com certeza, a melhor cozinheira que conheço (mamãe) faz uma bela Bacalhoada, que dizem as lendas é receita de meu avô paterno, que veio de Portugal ainda mocinho. Tudo regado a muito vinho.

Mas vamos tentar reproduzir essa maravilha que me empanturra todo Natal.

Bacalhau da família Garcez Henrique

Ingredientes:

· 2 kg de Bacalhau do bom;
· 3 kg de Batata miúda;
· 2 kg de Cebola;
· 4 kg de Tomate bem maduro;
· 500g de Azeitona Preta;
· 1 moí de Couve;
· 3 dúzias de Ovos;
· Azeite de Oliva;

Modo de Preparo:

Desalgue o bacalhau, de preferência com bastante antecedência, em água fervente. Cozinhe as batatas, a couve e os ovos, numa outra prepare um molho ao sugo com os tomates, a cebola e as azeitonas pretas com bastante azeite de oliva, não deixe de reservar um pouco para regar a iguaria depois de pronto.

Depois do Bacalhau desalgado e as batatas e a couve cozidas comece a montando o prato picando os ingredientes, e vá montando alternando as batatas, os ovos e bacalhau, como numa salada.
Ao final regue com bastante molho de tomate ,azeitona e cebola. E coloque na geladeira para ser servido frio.

A receita rende duas grandes travessas, que aqui em casa é mais que suficiente.

O pulo do Gato:

Prepare o prato de um dia pra outro para que o tempero incorpore ao bacalhau, fica de comer rezando.

Bom, não sei se consegui passar de forma fidedigna a receita que leva a loucura nas festas de fim ano, mas o caminho é esse.

Abraços e um ano novo delicioso a todos!!

Murilo Garcez

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Chester Tropical

Gente, estou até agora dando trela de rir! No sábado, aconteceu a tradicional festa anual das amigas da minha namorada e seus digníssimos, e desta vez a temática foi: Brega´n night.
Pensem num povo ridículamente trajado dançando ao som de músicas dos anos 80 e 90 com passos de Vogue, Poperô, Smurf Dance e outras tantas danças mortas...
Porque estou postando isso? Eu fiquei responsável pelo Chester Tropical.
Para falar a verdade, quase não lembro do sabor ou resultado (por causa de uma garrafa de Brandy Napoleon 20 anos), só sei que ficou molhadinho e o tempero pegou.
Postarei aqui uma imagem para que vcs tenham o sabor da festa também.

Chester Tropical

Ingredientes:
1 Chester grande;
2 copos de vinho branco fino;
1 colher de sopa de mostarda;
1 colher de sopa de mel;
1 laranja;
1 limão;
3 folhas de louro;
2 cebolas grandes picadas;
4 dentes de alho;
4 bandas de pêssego em calda;
200 g de uvas passas;
200g de ameixas secas;
200g de bacon;
500g de farinha de mandioca;
4 colheres de manteiga;

Modo de preparo:

Em um refratário tempere o Chester com o vinho, o sal, louro, limão, laranja, 2 dentes de alho, 1 cebola picada, mostarda e mel e deixe marinando por 12 horas.
Após este período, embale o mesmo em papel alumínio e coloque-o em forno pré-aquecido a 200 graus por 2 horas, retire do forno e espete com garfo, se entrar macio ele já estará cozido.
Retire o papel, regue com o caldo e pincele com manteiga. Leve ao forno por mais 30 minutos para dourar.
Farofa:
Em uma panela média, acrescente a manteiga e deixe aquecer. Coloque a cebola picadinha e o alho restante e deixe murchar. Acrescente o bacon e os miúdos que vem com o chester e deixe ficar bem cozido.Acrescente as frutas, o sal e deixe cozinhar por 5 minutos. Desligue o fogo e deixe esfriar bem antes de colocar a farofa de mandioca.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O que comeu no natal?

Começarei a divulgar aqui no blog matérias de vcs leitores, dizendo o que comeram no natal, mas não esqueçam de falar onde, e se possível, tentar reproduzir a receita.

Pode ser qualquer coisa, sem frescura ou com frescura. Um amigo meu fala que ama a farofa de moela com passas da sogra, e garante que é melhor do que foie gras.

Eu vou fazer um delicioso chester californiano, mas que pena...eu só vou poder dar a receita depois de comer.rsrsrsrsrrs

Vamos movimentar o blog, façam como o Murilo.

Abraço a todos e todas.