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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Bendita Tapioca, café da manhã muito reforçado


Dias de evento, pra mim, sempre é um corre-corre danado. Nunca sei quando vou realmente almoçar, dormir, respirar, enfim, uma delícia.

Como estávamos agendado com um evento a alguns dia atrás, e o rala começava logo cedo, e inspirado por uma faixa que anunciava café da manhã, descambei lá para Alameda das Rosas atrás de uma tapioca pra dar sustância e segurar a onda até a próxima refeição.


Meu brodi Rogerão já falou das delícias da Bendita Tapioca por aqui antes, mas não foi do café da manhã, então, como diria o sábio Zagallo, vocês vão ter que me engolir; porém não antes de confessar que será um árduo trabalho fazer um texto que ao menos se compare ao do meu comparsa glutão...

Pra começar o lugar onde está a Bendita Tapioca é tudo de bom, um casarão que deve datar da fundação de Goiânia, em frente ao Bosque dos Buritis. Mas quem olha aquela casinha branca não imagina o paraíso que é lá dentro, e olha que nem to falando da comida ainda. Não sei pelo fato de eu ter vivido numa casa com um quintal bem grande, mas o quintal dos fundos da Bendita Tapioca me seduz. Juro que poderia viver numa barraca armada naquele quintal, um verdadeiro paraíso.


E logo na entrada, além de uma bela cordialidade, uma mesa repleta de quitutes. Pão de queijo, biscoito de queijo, broa de milho, bolo, cuscuz, e mais um tantão e coisa. Para abrir o apetite aquela manhã, comecei com um pãozinho de queijo e um pedaçinho de rocambole, isso enquanto isso aguardava o motivo de minha visita.

No café da manhã, tudo na casa é cobrado pelo peso, inclusive as tapiocas. E já que minha intenção era essa mesmo o meu pedido foi uma de rúcula, muçarela e tomate, ideal pra um desejum; um opção sensacional, leve e saborosa, para acompanhar um belo suco gelado de laranja.


Devidamente nutrido e satisfeito com uma delícia dessas no café da manhã, reiniciei meu dia e parti para a labuta do evento.

Meu café da manhã ficou em torno de R$24,00 (sim! eu sou exagerado) e para quem quiser conferir a Bendita Tapioca fica na Alameda dos Buritis, nº88, enfrente ao Bosque dos Buritis, e serve café da manhã das 9h as 11h.



abs

sábado, 16 de julho de 2011

Casa de Taipa (Natal-RN) Tapioca para comer e se regalar

Depois da minha estreia como convidada no blog (http://oquecomi.blogspot.com/2011/03/para-arrematar-o-carnaval-caldo.html) , volto com delícias mais distantes, resultado de uma viagem curta a Natal (RN), onde o sol estava escasso, mas a comida compensava qualquer nuvem de chuva. Foram sete dias me regalando (http://www.dicio.com.br/regalar/) com a comida potiguar ao lado da minha mãe e do meu filhote Tomás. Tive que provar várias iguarias para compensar a saudade do noivo, que ficou fazendo testes gastronômicos em solo goiano mesmo. A favorita, que mereceu bis, é a tapioca da Casa de Taipa, que se mostrou indecentemente melhor do que a que temos por aqui.
Para começar, o lugar é super charmoso com vários penduricalhos pendurados no teto,  mesinhas coloridas e chão de cimento queimado. O atendimento informal com garçons de bermuda e avental merece um destaque a parte. Eles fazem questão de explicar cada um dos pratos, incluindo o sushi, os pasteizinhos de tapioca, o cuscuz com leite de coco e os sucos variados, são rápidos e prestativos. As tapiocas são feitas ao vivo na em uma cozinha americana montada dentro do restaurante. E para garantir a satisfação do cliente, deixam os 10% à vontade. Norma essa que deveria ser adotada por todos os estabelecimentos, porque quando o atendimento vale, ninguém acha ruim pagar.
Nas duas idas ao local, escolhi os pasteizinhos de tapioca com recheio quatro queijos. A massa fofinha cobre um recheio generoso e dá água na boca. São oito unidades que servem bem duas pessoas e uma criança. Também provei a tapioca de rúcula, tomate e queijo minas. Espetacular! Em especial pelo molho de ervas servido à parte, que dá um aroma especial ao prato. Mas a preferida que merece que alguém se aventure na receita em terras goianas é a de doce de leite com banana frita. Sem explicação a doçura do prato, que combina duas coisas que adoro na massa branquinha da tapioca, em receita que merece um vôo direto de Goiânia a Natal, que as operadoras ainda estão no devendo.
Então, anote. Se for à Natal, visite a Casa de Taipa, na Rua Dr. Manoel A. B. de Araújo, 130, Alto de Ponta Negra. Fica ao lado do castelo do Albergue da Lua Cheia e abre a partir das 17 horas. Se tapioca ficasse boa para viagem, eu juro que encomendava mais uma.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Originale Pizzaria - No final tudo deu certo


No sábado, após uma reunião de negócios, junto à amigos, resolvi conhecer um pequeno bar ao lado do Piquiras, chamado Blumen Hauss, que pensei ser um lugar bacana para nos inspirarmos com idéias novas, visando o pub que será aberto em novembro em Goiânia.

Ledo engano, cerveja cara, chopp que segundo o Tiagão tem gosto de mijo de égua e um garçon tenebroso (que pena, o lugar tinha tudo para ser interessante).
O fato é que após a breve decepção resolvemos migrar para a pizzaria Originale, que fica no Marista: Rua 139, Qd.: 58 Lt.: 23-E (ruazinha que desemboca no Piquiras) que nos alegrou com grata surpresa.
O lugar muito interessante, com suas paredes de tijolos toscamente cobertos, lembra a velha Abruzo sob ruínas.
O espaço verde é imenso, parece uma chácara de tão grande, e seus jardins não são como os italianos, abrigando jaboticabeiras, espaço para a criançada tocar o terror e um tanque cheio de carpas coberto por uma ponte.
Como a chuva corria aos borbotões, ficamos no lado de dentro, rindo galhofeiramente de assuntos mais diversos e conversando sobre o Pub (estou fazendo a seleção de pessoal deles) que será lugar sem precedentes em Gyn.
Pedimos diversas pizzas ao palito, mas convém elevar aos altos píncaros das delícias celestiais a pizza de Shimeji temperado, servida numa massa finíssima e crocante como pouco havera visto em minha arguta jornada.
Quando dei por mim, estava de olhos fechados, mergulhado em algum recôndido do Cantão, sentindo o cheiro das especiarias geograficamente antagônicas sobre aquela massa Siciliana.
Velho Pleorotus que ainda me deixa a salivar meu paladar.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Bendita Tapioca – O divino sabor do Nordeste em Goiânia


Em frente a um dos mais belos e históricos bosques de Goiânia, o dos Buritis (parabéns mais uma vez Maurício), fica um lugar mágico, com cara de Brasil caboclo porém com requinte de rusticidade chique, a Bendita Tapioca (Alameda dos Buritis n. 88 Centro).
Construída em um velho casario tradicional, que remonta o início de nossa jovem capital, esta formidável Shangrilá recebeu minha solitária visita neste domingo á tarde, dia em que me refastelo com a alma lavada por bênçãos médicas, alforriado pela carta magna da dieta.
Ao chegar ao lugar, já me encanto pelas lindas instalações, e, passeando pelo chão de cimento queimado, sigo a trilha de ladrilhos seculares que encrustados artesanalmente em passarela áurea, me remontam o caminho percorrido Doroth em meio a sua odisséia fantástica.
Cheguei então a um lindo jardim, com uma casa de brinquedos no fim e o frescor dos quintais de avó.
Havia apenas uma mesa ocupada por convivas que se levantaram antes mesmo que eu sentasse, ato este que quando realizado, me permitiu deleitar ao som de “Cabides” na voz soberba de Martnália e dei graças ao meu Senhor por tamanho presente.
Ao notar que eu, homem de porte e garbo herculíneo me encontrava sozinho no recinto, o garçon, sujeito de intenções que se revelariam escusas, com o controle em punho alternava entre o circuito de moto velocidade e algum jogo aleatório.
Imaginando que o mesmo tentava me agradar, dei de ombros ao zappear, chamando-o e fazendo meu pedido, uma tapioca com manteiga e queijo do sertão R$ 5,90 e um suco de abacaxi, laranja e gengibre R$ 6,00.
Ficaria em silêncio ao me lembrar daquelas porções de dádivas se não tivesse que descrevê-las a vocês, pacientes leitores, que sequer terão noção da profusão de sabores caso não experienciem por si mesmos.
A tapioca, como descreveu anteriormente meu amigo Pierre, corta-se sozinha com o peso da faca, e de tão suave, nos conduz pelas mornas areias de Genipabú, e ao encontrar o sabor encorpado do queijo nos leva a um mergulho por águas mornas e acalentadoras.
O refresco então, uma saraivada de nuances que nos acertam de todos os lados, extasiados e inebriados pelo néctar da inventividade suquística.
Quando terminei, o garçon ainda estava de costas para mim, e qual coelho maluco, saltitava de uma perna para outra com contrações nervosas pelo jogo.
Ao chamá-lo, pedi uma de coco e leite condensado (R$ 6,50) para coroar meu domingo, e qual foi minha surpresa ao dar a primeira garfada...Uma das coisas mais maravilhosas que comi em minha dionísica passagem pela terra. Elaborada com coco ralado em lascas, que de tão frescas me fizeram sentir o sabor da água que à pouco banhava as costas daquela castanha.
Lotem aquele lugar para que o mesmo não seja efêmero oásis em meio a este deserto de pequizeiros, tamaduás-bandeira, Lucilenes, Sebastianas, Donas Cotas...