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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Restaurante do Hiltinho- Paraty-RJ - A melhor caldeirada de frutos do mar

Em Paraty muitas são as delícias. O tradicional doce, as formidáveis cachaças, a belíssima paisagem, as centenárias casas, as ruas pés de moleque e a inconfundível gastronomia caiçara.
Em visita a esta bela cidade, após um dia conhecendo as lindas ilhas e seu mar transparente e esverdeado, eu e amigos queridos decidimos comer frutos do mar.

A escolha foi o Restaurante do Hiltinho, que além de ter boas indicações ainda contava com ar condicionado funcionando bem (o que não é trivial por aqui).
O lugar, bastante aconchegante e decorado com fotos muito antigas da cidade, reservou um ambiente exclusivo para nossas mesas (14 pessoas) e mesmo com problemas de falta de funcionários conseguiu nos atender a contento.

Decidimos pedir a caldeirada de frutos do mar (R$ 98,00) que serve bem 3 pessoas.

O prato, um rico "ensopado" de mariscos, camarão, polvo, lula e garoupa vem acompanhado de arroz e pirão de peixe.
Extraordinário! Tudo com a textura exata. O que é muito difícil por se tratarem de carnes que ficam facilmente "emborrachadas" se não for obedecido o tempo exato do cozimento.

O pirão então...Sem sombra de dúvidas o melhor já provado por este mortal. Com um tempero nada modesto, bem da forma como gosto.
Mesmo com o alto valor (devido a escassez de frutos do mar) compensa cada real.
Minha única decepção foi com a carta de vinhos, com pouquíssimos rótulos e somente uma opção de meia garrafa de vinho, no caso um chileno comum de grandes redes de supermercados.
Mas com o calor da cidade, nem fez tanta falta, cedendo lugar facilmente para uma cerveja praticamente gelada.
Para finalizar, uma imagem clicada em nosso passeio pelas ilha de Paraty:


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Paella Valenciana - Botequim Mercatto Flamboyant



Neste domingo, dia em que minha noiva fez uma proposta maluca de almoçar pastéis na feira da Vila Nova, decidi esquivar do convite e propor uma visita ao o Botequim Mercatto Flamboyant, situado na alameda gourmet do shopping.
O lugar, inspirado em botecos cariocas, é muito gostoso e aconchegante, por isso é super concorrido, tanto é que as pessoas aguardam mesas desocuparem do lado de fora da casa (mas sempre muito bem tratados pelo proprietário Marcelo, que serve até vinho como mimo).
Quando decidi ir ao referido local, foi pensando em um delicioso bolinho de feijoada que servem por lá (R$ 24,00 porção com 6 unidades), pois estava com uma vontade anormal de provar esta iguaria. Porém, como estávamos acompanhados de minha sogra e cunhada, deixamos que a nobre senhora escolhesse em respeito às tradições cronológicas.

Ao escolher o prato, a mãe de minha consorte me deu um susto que me fez tremer nas bases. Escolheu o prato mais caro e uma das especialidades da casa, a Paella Valenciana (R$ 158,00).
Enquanto sorvia um dos meus vinhos de entrada favoritos, Solar dos Lobos (R$ 50,00) eu, já tenso com a conta, decidi meter os pés pelas mãos e pedir o bolinho de feijoada para aguardarmos a formidável pedida principal.

Macio, cremoso e aveludado, este bolinho é soberbo. Me aqueceu o coração esperando o delicioso prato que viria. 
Quando veio....Que grata surpresa!!!
A mais linda e gostosa Paella que já comi em toda minha existência na terra, e olha que já comi outras deliciosas, inclusive feitas por minha família de Brasília, os Córdova, com coelho, frutos do mar e com receita tradicional de Múrcia (de onde veio minha avó).

Lulas, mariscos, camarões, lagostins ostras, vôngoles, polvo, peixe e tudo o que se faz uma paella absurdamente deliciosa.
O prato serve tranquilamente 6 pessoas de forma generosa, portanto, se pensarmos por este ponto de vista, não sai tãããão caro assim, e compensa cada centavo.
No final, minha linda sogrinha ficou ainda mais querida do que nunca patrocinando os pratos, ficando eu apenas com o ônus do vinho que paguei sorridente e pimpão.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sushiloko, o japoronga camarada


Semana passada de saída do treino e com uma fome lascada resolvi parar para conhecer a nova franquia de restaurante japonês da cidade o Sushiloko, que fica na Av. T-10, próximo ao Goiânia Shopping.
 

Na verdade eu já tinha ido lá com uma turma de amigos na semana de abertura do restaurante, mas como tinha acabado de sair de um engordante aniversário infantil não cheguei a aproveitar os pratos, só as boas risadas.

Assim que cheguei, fui prontamente atendido e enquanto escolhia o que iria comer, pedi de entrada um Sunomono de Camarão (R$ 8,90).


Escolhi para aplacar a fome o Combinado 8, com 20 peças (4 sashimis de salmão, 4 sushis de salmão com cream cheese, 4 sushis de salmão, cream cheese e alho poró, 6 hot Philadelphia, 2 nigui de salmão empanado com cream cheese e cebolinha – R$ 23,90).


Já estava satisfeito com os pratos que tinha pedido, mas como tenho o olho maior que a barriga, e tinha tempo que não comia sashimis de robalo e para ajudar na gula o prato estava na dobradinha resolvi pedir uma porção de 4 peças de robalo, que se na verdade seriam 8 (R$ 7,90).



Geralmente temos a percepção que comida japonesa é cara, mas o Shushiloko veio na contramão disso, minha conta no final deu R$ 54,60 com as bebidas mais os 10%. Nada assustador para quem está acostumado com restaurantes japoneses. Além do preço bacana a qualidade e o tempo de atendimento são muito bons, o ambiente também é super descolado.

Recomendadíssimo para os amantes da arte do peixe cru.

abs

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Zu Kaiten- Comida japonesa em esteira.


 O que já é moda em diversos lugares do mundo chega á Goiânia trazendo inovações para um público que foge do conservadorismo e do lugar comum e cede aos encantos de um hábito pouco cultivado em nossa terra, sentar-se ao balcão para fazer refeições.

Situados em uma ilha rodeada por uma esteira em movimento constante (Kaiten), dois sushimans revezavam suas facas no preparo de sushis e sashimis variados que alimentavam o público voraz que selecionava quais peças mais lhes agradavam em pequenos bows de cores variadas que indicavam o preço a ser pago.

Resolvemos participar do rodízio, a R$ 48,40 onde tínhamos o direito de experimentar, além dos pratos da esteira, outros como o Hot Filadélfia, Yakissoba, Sunomono, Bolinho Shake, Rolinho Primavera e Shimeji.

Sobre a qualidade da comida, não chega a ser um Tao ou Kampai, porém é muito gostosa e caprichada, sem contar na rapidez e eficiência do serviço que são os pontos fortes do lugar.
Nota 10 pela iniciativa e criatividade, e vida longa a este estabelecimento.

Rua 9, n.966 St Oeste (entre Av. Assis Chateaubriand e a Praça do Sol) Fone: 3093-8999 Goiânia/GO 

Rogério Gonçalves

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dona Luisa e os Camarões adestrados de Natal

fotos do Celular!!! num vão julgando as pressas não...


Então. Dona Luisa, nubente do Rogerão, depois de postar um texto sobre as tapiocas maravilhosas que ela degustou na capital nacional da exportação do camarão (informação passada pela aguçada jornalista), Natal, nos convidou para partilhar uma receita que aprendeu nas terras do mar, com tema principal, o bendito crustáceo. Sorte a nossa.

Chegamos a casa de nossa anfitriã e encontramos uma trilha sonora bem eclética. Rolou de Marvin Gaye (segundo Rogerão o ícone absoluto do romântico brega) a Gang 90 depois passou a um Jazz firmeza da diva Diana Krall e coisas mais lights. Encontramos, também, uma mesa caprichosamente posta, com velas aromáticas e acepipes tentadores. Mimos de uma experiente anfitriã.

Para abrir nossa noite, vinho chileno chardonnay Santa Inês, queijos variados (não vou me arriscar a dizer quais eram os queijos, entendo de queijos o mesmo tanto que de vinhos) castanhas e mini salsichas. O toque de gênio das entradas foi uma geléia de damasco para acompanhar os queijos. A combinação estava tão sublime que quase que exagero na entrada e esqueço o nobre convidado natalense. Ah! Tinha também uma mostarda escura para acompanhar as mini salsichas, maravilhosa.

Como diria o sábio OdoricoParaguaçú: “vamos deixar de lado os entre tantos e partir para os finalmente”. Chegada a hora de botar a mão na massa, e nossos anfitriões foram finalizar o prato. Um arroz com creme de leite, manjericão e queijo, acompanhado de camarões empanados e batata palha.

Eu sou suspeito pra falar, pra mim manjericão é o melhor, e mais cheiroso, condimento do mundo. A combinação dele no arroz ficou mágica. Coloquei um extra de manjericão sobre o prato e comi horrores.

Os camarões empanados ficaram a cargo do blogueiro cuca, Rogerão, que dando um toque pessoal empanou os bichinhos com leite de coco. Mas acredito que o vinho e a fome afetaram o seu discernimento, e ele deixou os coitados passarem um pouco no ponto da fritura. Mas ainda assim tava uma delícia. Levemente adocicados, por conta do leite, contratava sabiamente com o arroz preparado por sua consorte.



E desce mais uma garrafa de chardonnay para beber. Ta ficando bom esse negócio de vinho quase toda semana.

Devidamente empanturrado, achando que só a cama entenderia meus problemas, eis que aparece a mesa um vinho de colheita tardia, Aurora. Vinhos de colheita tardia são também conhecidos como vinhos de sobremesa, são bem doces devido sua técnica de fabricação. E quem sou eu, nesse caso, pra desmerecer um vinho doce.

Depois dessa era só correr pro abraço da cama, esperando que nenhuma blitz me parasse pelo caminho (mentira! a Denise não tinha bebido), mas antes, tal qual um Chapolin Colorado me aparece um copinho de sorvete como quem diz: não contavam com minha astúcia!

O sorvete era sabor Romeu e Julieta, que por um desses preconceitos enraizados em nosso subconsciente nunca tinha experimentado. Quanta estupidez! E eles vinham enriquecidos de um fio e licor de jabuticaba.

Agora deu! Juro que pensei que se mais alguma delícia aparecesse a mesa eu desalojava o querido casal, e até a manhã do dia seguinte eu seria o dono da cama deles.



Nas despedidas algo me preocupava. A certeza que teríamos muito que nos esmerar para retribuir a altura tão carinhoso tratamento. 

abs

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Algarve - Um portuga bem brasileiro

Que imagem você faz de um restaurante luso-brasileiro? Imaginou galos espalhados pelos cantos, fitas de cetim e "O vira" tocando na vitrola? Esqueça.
Nesta terça, tive a alegria de estar presente na inauguração do Algarve, a nova casa portuguesa de Goiânia, que de Roberto Leal não tem nem o "tiro-liro-liro" de herança.
Um Dj tocando nas pick-ups, gente bonita e descolada circulando entre as mesas, vinho de qualidade servido sem parcimônia e deliciosos (superlativos me faltam) pratos criativos e bem preparados, foi isso que encontrei.
Eu e minha amada Luisa, pudemos na boa companhia de Isabel Czepak, Rodrigo Czepak, João Camargo Neto, Rimene Amaral e outros conhecidos jornalistas e formadores de opinião da capital, experimentar:
Camarão envolvido no linguado ao molho de especiarias e limão, bolinho de bacalhau, risoto, bolinho de aipim com carne seca, filé à gorgonzola e punheta de bacalhau (leia aqui). Tudo isso regado com vinhos Monte Velho e Casa de Maipo, cerveja Devassa e Frozen caipirinha.
Para tudo ficar perfeito, faltou mais um ar condicionado no salão principal.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Camarões salteados com erva-doce, salada de flor, creme de mussarela de búfala e queijo emental acompanhados de salsão ao hortelã e vinho frisante, por meros R$ 28,00

Gastronomia requintada custa caro? E seu eu disser a vocês que nesta terça-feira criei um jantar requintadíssimo para 4 pessoas, com direito a frisante red nacional por, R$ 28,00 vocês acreditariam?
O cardápio foi todo montado comprando ingredientes no Carrefour e numa feirinha aqui perto de casa, num setor chamado Vila Morais.
Os pratos foram: Camarões marinados salteados com erva-doce, cobertos por molho gratinado de mussarela de búfala e queijo emental, salsão à juliete salteado com hortelã, salada de flores comestíveis e arroz cozido ao leite de coco. Para beber, o delicioso frisante nacional Sunny Days red da Miolo. 
A composição do prato nasceu à esmo, como os bons pratos são criados. Sem ter idéia do que fazer, fui andando pelo carrefour e olhando produtos bons de promoção e em pequenas quantidades, o mesmo ocorreu na feirinha.
O prato ficou riquíssimo em sabores, e foi aprovado inclusive pelas crianças.
Como fazer? Segue aí a receita passo por passo.
Salsão: Corte o talo do salsão à juliete (em tiras finas), refogue em manteiga alho em lâminas e hortelã, coloque então o salsão e deixe em cocção com tampa até ficar tenro, separe.
Camarão: Deixe o camarão marinar em limão, sal e pimenta branca, aqueça numa frigideira azeite, coloque então dois ramos de erva-doce picados. Não toste, deixe apenas soltar o sabor, salteie então os camarões limpos, tomando o cuidado para que eles não queimem, separe.
Molho de queijo: Aqueça manteiga numa panela, derreta então o queijo emental. Acrescente 100 ml de leite gelado para talhar, acresente um 5 colheres de creme de leite, sempre mexendo. Corte 3 nós de mussarela de búfala picados e mexa mais até praticamente secar (é isso que vai dar o sabor gratinado). Separe.
Arroz: Prepare o arroz da forma normal, trocando a medida de um copo de água por um copo (200ml) de leite de coco.
Salada de flores: Lave bastante as flores (usei as de agrião) e tempere com sal, limão e azeite na hora de montar o prato.
Disponha o prato como preferir.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Capuccino Paris Goiânia - Kiss et le romantisme


Nesta quinta-feira, em comemoração ao primeiro beijo (ocorrido há 3 anos), eu e a Luisa, do blog "desafio de ser",  fomos ao Capuccino Paris, na rua 18, n. 282 Galeria Marfim, no Setor Oeste Goiânia.
Nenhum lugar poderia ser mais propício para tal comemoração, pois no dia do beijo, comemoramos em sua língua (que trocadilho infame) natal, o francês, já que a consorte nasceu em Bruxelas, na Bélgica.
O lugar continua muitíssimo charmoso, como na época em que se chamava Blend, com decoração elegante, contendo peças antigas e algumas modernas em clima de penumbra. O cardápio, muito variado, como deve ser um bom bistrô. Já o atendimento, bastante solícito, mas pouco treinado.
Ao som de Camille http://bit.ly/ze7y4 e outras cantoras francesas pudemos nos deliciar com camarões ao hortelã, pimenta vermelha e gengibre sobre endívias, acompanhados pelo vinho argentino Alamos Torrontes, safra 2007.
O prato (R$ 28,90), delicado e saboroso, harmonizou muito bem com o vinho (45,00), bastante aromático, com excelente bouquet, e uma acidez marcante.
Se a mega-sena tivesse vindo, a noite seria no L´Ambroisie, bem ali na Place des Vosges número 9, Paris, mas já tá valendo.