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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Aluno Cambury Gourmet, como nossos futuros chefs se preparam para o mercado


Ontem tive a grata satisfação em falar sobre produção e financiamento cultural para os alunos do curso de Eventos da Faculdade Cambury, fora falar de um tema que pra mim é apaixonante, ser muito bem acolhido pelas professoras Sabrina e Kaká (desculpe não consigo te chamar de Carlise, hehehe) e ter uma plateia bem bacana, no final da minha fala fui convidado a participar do evento ALUNO CAMBURY GOURMET, um evento feito pela Escola de Gastronomia e Eventos da Faculdade para por a prova as técnicas e conhecimentos dos futuros chefs de cozinha.


Para a edição de ontem uma ode a gastronomia italiana e assim que sentamos a mesa um pequeno menu nos aguardava com informações sobre quais iguarias iriamos nos deliciar naquela noite. A entrada da noite ficou a cargo de um bela Salada Caprese (tomate, muçarela de búfala, alface e azeite).


Depois da salada tivemos um prato de massa, que era um saboroso rondelli de ricota com passas e nozes ao molho pomodoro, eu particularmente achei que as nozes conferiram ao prato um charme bem especial.


Em seguida um prato de carne, saltiboca a romana com gnocchi de semolina gratinado, como eu nunca havia sido apresentada a “saltiboca” pra mim foi uma saborosa alegria conhecer essa iguaria.


E para fechar a noite com chave de ouro, de sobremesa tivemos tiramissu na taça e palha italiana, acho que já falei em algum post por aqui que tiramissu, pra mim, é uma das 7 maravilhas do mundo dos doces, ou seja, tava tudo perfeito!


Para finalizar aqui gostaria de parabenizar os alunos do curso de gastronomia que fizeram nossa noite saborosamente mais calórica e em especial a Chef Daniella Andrade, que foi a CEO (Chef Executive Officer, desculpe o trocadilho infame) da cozinha nesse evento, todos os pratos estavam caprichosamente bem apresentados e saborosos.

abs

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Bolo de Coca Cola, no mínimo inusitado



Dias desses estava no meio de uma aula que falava de ações de sucesso nas redes sociais e em determinado momento da fala do professor sobre o case da Coca Cola ele diz que entre as ações da marca eles postaram sobre um bolo que leva o refrigerante na receita.

Não sou apreciador da marca, aliás prefiro mil vezes qualquer outro refrigerante do que a Coca Cola (ok, agora podem começar a me apedrejar virtualmente), mas achei a ideia um tanto quanto peculiar e fui pesquisar na internet sobre isso, e para minha surpresa (deve ser porque não sou fã da marca. Ok podem apedrejar novamente) tem um monte de site que dá essa receita. Escolhi uma de um site que gosto muito que é o Tudo Gostoso para compartilhar aqui com vocês.

Espero que os amante do líquido negro mais cobiçado do planeta gostem, e me convidem para provar, mesmo não sendo....(acho que já falei isso aqui antes)!

abs

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Bolo de Coca - Cola

INGREDIENTES
6 ovos
1 latinha de Coca - Cola tradicional
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento
2 xícaras de açúcar

MODO DE PREPARO
1 - Primeiro abra a Coca - Cola e deixe alguns minutos aberta para perder o gás e não espumar muito na hora de bater
2 - Bater as gemas com o açúcar, misturar a Coca - Cola até dissolver bem
3 - Depois é só misturar com o trigo, claras e fermento
4 - Levar ao forno médio por aproximadamente 40 minutos

Informaçães Adicionais
Você pode cobrir o bolo com brigadeiro mole, porém ele sozinho é uma delícia.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Brigadeiro de Cerveja!

Senhoras e Senhores Cervejetarianos,

vejam só a belezura que me chegou pelos intermédios das redes sociais. realmente não da pra resistir...

abs


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Outback e meu sorvete de aniversário


Esse ano, definitivamente, não posso reclamar das atividades do meu aniversário. Foi uma semana bem divertida com muita coisa rolando.

Primeiramente tive a oportunidade de pagar a língua bem gostoso no sábado. Minha mãe, que faz aniversário dois dias antes de mim, ganhou de presente ingressos para o show do Roberto Carlos. Confesso que nunca me imaginei indo no em um show dele, mas como minha mãe precisava de companhia para levá-la, acabei entrando de gaiato no navio. Mas quando o cara entra no palco você entende porque ele é o rei! Putz que show, que estrutura, que banda. Enfim, paguei a língua mesmo. Muito bom o show.


No domingo depois de receber os amigos e família para um almoço de comemoração oficial de minha data querida, fui assistir e desopilar o fígado com os talentosos da Cia. Barbixas com seu espetáculo Improvável.

Segunda morna e braba, dia oficial de ficar velho, depois de uma batida de pernas sussa no shopping Flamboyant resolvi me presentear com um jantar no Outback. Juro que desde a abertura da franquia em Goiânia ainda não tinha botado o nariz lá dentro, até tentei algumas vezes, mas quando chegava e via a lista de espera, sempre dava meia volta e saia. E quase que nas atividades de minhas comemorações eu dei meia volta. Ao chegar lá a hostess da casa olhou pra a lista, fez cara de “deixe me ver onde posso lhe encaixar”, e por fim nos disse: tenho mesas no deck, pode ser? Pode ser...


Sempre que via o outdoor do Outback pelas ruas da cidade aquela coisa que a, princípio, achava que era nuggets e depois descobri que era cebola, sempre me solapava de desejo, então para abrir os trabalhos da noite uma Bloomin’ Onion. Nota especial para o molho fantástico que acompanha. E por falar em fantástico o chopp que vem num copo que chega a tremer de tão gelado também merece menção honrosa.

Porém como nem tudo são flores, Denise e eu descobrimos a duras penas que essa maravilhosa porção de cebola é ideal para um grupo de amigos, não para um casal! Comíamos e comíamos e danada da porção parecia não acabar.

Dando seqüência as comemorações, e acatando a sugestão do garçom, fomos de  The Outback Special, um belo bifão temperado maravilhosamente bem, arrisco a dizer que o tempero da carne entra no TOP 5 dos melhores temperos que já provei.


Pra acabar de chutar o balde, perguntei pro garçom se quem era aniversariante tinha direito de alguma coisa; e para minha grata surpresa o digníssimo atendente me diz que o aniversariante tinha direito a um sorvete. Opa! Então manda pra cá. Um belo sorvete, com brownie, chantilly e calda de chocolate, um doce final para um doce sequencia de acontecimentos.

Resumo da ópera no Outback. Comida Premium, Preço Premium, Chopp Premium, atendimento precisa melhorar um pouco. Nem tudo são flores.

abs

domingo, 30 de outubro de 2011

La Eskina - O México na esquina do Bueno

Para continuar a grande saga das versões do La Eskina, segue o texto do Murilo Garcez:


"A culinária do México sempre me pareceu algo extremamente delicioso, via aqueles filmes onde o povo pedia uns tacos, e os danados vinha transbordando de recheio, e os infelizes fazendo aquelas melhores bocas do mundo com a delícia. Essas imagens me aliciavam veementemente.


Então aproveitando o ensejo de uma casa de sabores mexicanos recém aberta na cidade, e também a sugestão recebida, os esfomeados deste blog combinaram um rega bofe, devidamente acompanhados de suas caras metade (algo nunca antes visto na história deste blog, não em um restaurante, pelo menos).

Chegando ao restaurante uma quase decepção. Como toda atração nova na cidade, claro, que tinha fila e lista de espera para ser acomodado. Eu, e minha gigante ansiedade, odiamos esse fator e chegamos a pensar em desistir; porém com algumas desistências favoráveis e uma imensa educação da hostess da casa (sério mesmo, nota 10 pra ela), a espera não foi tão longa.


Já devidamente acomodados veio realmente a primeira decepção. Em um restaurante mexicano em Goiânia eu queria por tudo beber Corona, sublime cerveza da terra da comida apimentada nem sempre fácil de achar por aqui, e o garçom, se justificando sobre as dificuldades de se encontrar tão preciosa iguaria por essas bandas, disse que não trabalhava com o produto; nessas horas acho minha adorada cidade uma bela porcaria! E na hora de escolher o que beber Rogerão me fez trocar Dos Equis (XX) por Sol Premium com um discurso que a tal é tão tradicional quanto a Corona em La Ciudad de Mexico e mais um monte de outros argumentos, como ele é mais letrado no mundo da cevada que eu, fui na dele.



E ao estilo do finado Isla Cozumel, com uma fatia de limão socada gargalo abaixo, ela até que não é ruim não. Mas minha boca ainda enche d’água de pensar na Corona que não bebi.


Agora passamos ao lado complicado da coisa, escolher o que comer! O Garçom sugeriu e eu acatei: secuencia. Um rodízio dos principais pratos servidos na casa. É nessas horas que agente vê quando o olho fala mais alto que a barriga; e não estou falando de mim! Com receio de verem algo em meu pedido que atraísse mais do que potencialmente poderiam pedir, o resto da mesa se rendeu ao delicioso pecado da gula, e também foram de secuencia.


E entre tacos, ecnhiladas, chimichangas, quesadilhas e otras cositas mas (que sinceramente não vou lembrar de nome, ma garanto que comi de tudo) no esbaldamos, até fui chamado carinhosamente draga, pela ilustríssima consorte de Rogerão (pensa se comi bão!).



Entre um petisco e outro, de repente uma mão invade a mesa, a primeira impressão foi que ela queria afanar nossa guacamole. Mas ainda bem que estávamos enganados; a mão em questão era do proprietário do restaurante que vinha preparar uma guacamole especial, como limão e pimenta, e contar a lenda daquele preparado; “uma princesa queria muito se casar com o Rei Asteca, então lhe preparou aquela tempero especial, em 12 meses estavam casados e tiveram 12 filhos” quem comer daquele preparado estava fadado a se casar em 12 meses e ter 12 filhos...e para escapar daquela maldição (oi?!) era só combinar a guacamole com o  molho de coalhada com alguma coisa, mais o feijão delícia que eles servem (maldita memória, preciso começar a anotar o nome das coisas) e tudo estaria bem. A combinação era realmente muito boa, e o episódio rendeu boas risadas na mesa.


Acha que acabou por aqui? Na bem aventurada secuencia vinha as sempre amadas sobremesas, uma espécie de petit gateau mexicano que troca o bolinho pela tortilha, que nos gusta mucho. Minha escolha foi abacaxi com leite condensado, acompanhado de sorvete de sonho de bombom; Denise foi de chocolate com morangos, acompanhado de sorvete de creme; Rogerão também foi no abacaxi, com sorvete de creme e Luisa era pra ter ido de Romeu e Julieta, mas acabou em outro sabor devido a um engano. O que provei estava uma delícia. O “petit gateau” mexicano foi aprovado com louvor.


E nos finalmente vamos a dolorosa conta. Cerca de R$70 por casal, com comilança e beberagem. Na hora que fui ao caixa passar minha parte da conta no cartão, ganhei uma dica e fiz uma nota mental: durante a semana a secuencia é mais barata.


Local bacana. Comida bacana. Cerveja gelada (apesar de não ter corona). Atendimento bacana. Preço justo. Tudo indica que o La Eskina vai me ver outras vezes.

Quem ainda não sabe onde fica; o endereço mais mexicano de Goiânia é: Rua R-11, esq. R-22 Setor Bueno.



Abs"
@murilogarcez

domingo, 14 de agosto de 2011

Sapporo - Exótico, crocante e cremoso


Segue um texto da minha linda Luisa sobre um prato delicioso que ela experimentou!
Caso queira dividir sua experiência conosco, é só mandar para oquecomi.gmail.com que postamos aqui.
Esperem novidades para este mês.
Rogério Gonçalves





Desde a primeira incursão em um serviço de delivery de Kanpai para ver se rolava o paladar diferente das receitas vindas do outro lado do mundo, me tornei uma adepta convicta da culinária japonesa. O apreço se tornou ainda mais prazeroso quando pude dividi-lo com meu consorte Rogério Gonçalves, que já até testou seus dotes na execução de sushis e sashimis. Mas em anos de apreciação, nunca tinha ousado ver nos muitos cardápios consultados qual a sobremesa seria ideal para encerrar este cardápio.

Dia desses, tive uma surpresa. A sobremesa japonesa é tão exótica quanto o seu afamado peixe cru e reúne duas características antagônicas: crocante e cremosa. À convite da jornalista Raquel Pinho, fui conhecer o Tempurá de Sorvete do Sapporo Restaurante. Depois do básico sushi e sashimi, fui surpreendida com uma taça de sorvete com uma bola do tamanho de uma laranja, dourada e caramelada, com cheiro de pudim saído do forno. Com a colher, furei a casquinha crocante e doce, de onde saiu sorvete cremoso e geladinho. Me surpreendi com esta sobremesa frita, quente por fora e geladinha por dentro, que vale uma visitinha ao seu japonês favorito para gastar os R$ 10,00 que sobrarem no seu orçamento.

Até a próxima!

domingo, 10 de julho de 2011

Alfajor Havanna - O doce do céu.

Doçologos de plantão, começo o post fazendo referência ao inglês Neville Reid que gracejou: ‘se algum dia você for para o céu, com certeza haverá alfajores Havanna ali’.
Nevillinho não é bobinho não!
Desde 1948 nossos hermanitos arxentinos sapecam nosso paladar com o mais perfeito alfajor já forjado por mãos humanas (ou não).
Ícone da cultura platina, esta delícia (que nasceu no Equador, foi mal arxentinos) é composto de duas camadas de massa levemente crocante e com o interior macio, quase esfarelando, e recheado com o mais perfeito doce de leite da bacia del plata. Cobrindo toda essa alegria, temos duas opções, a de chocolate e a de merengue (suspiro).
A última opção, saboreada agora de manhã por este peralta acepipeiro que vos escreve, foi-me presenteada pela consorte Luisa que em um momento de epifania adquiriu o mesmo em sua última viagem.
Não deixem de saborear este quitute, antes ou depois de falecer.

Rogério Gonçalves
@rogeriogonps

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ambrosia - O olimpo fica em Goiás

Um dos melhores doces do universo, é a ambrosia.
Para quem não sabe, ambrosia é um dos doces mais antigos de Goiás, (de origem portuguesa) que data do século XIX  e fazia parte de todos os almoços e jantares de gala. 
Hoje, continua sendo um dos mais festejados de nossa culinária goiana, sendo inclusive o doce oficial do palácio das esmeraldas, sede do governo goiano.
Tão boa ou melhor que a ambrosia do palácio é a comprada no mercado central da rua 3 no Centro de Goiânia, que neste fim de semana inebriou meu paladar após almoço em família.
A textura nevoada, com seu sabor suavemente adocicado é algo celestial, de comer com os olhos fechados, espaldado no sofá, ouvindo Rouxinol de Milton Nascimento, recebendo uma lufada de ar morno e acompanhado com um copo de água geladinha com casca de lima da pérsia.
Estou esperando o próximo governador do estado se definir para eu ser convidado a jantar no palácio e saborear uma ambrosia feita pela dona Felicidade ou pela Chris Isaac.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Madero, Picanha argentina e a melhor sobremesa do Brasil

Enquanto faço vocês aguardarem pelos posts orientais, vou contar sobre os melhores lugares de Goiânia.


Após atender alguns clientes na clínica nova, verifiquei que em meu celular haviam 5 chamadas não atendidas da esposa do Marcelão, a quem chamamos graciosamente de Lilião, Ela convidava para corrermos até sua residência para surpreendermos meu estiloso conviva.

Contudo, a surpresa foi minha, quando após darmos aquele anual e esperado “susto”, recebemos todos (to casal André e Christine, eu, Samuel e o próprio aniversariante) o inusitado convite da ilustre consorte do varão para irmos ao restaurante Madero, no Goiânia Shopping.

O lugar belíssimo nos recebeu (já programado pela entusiasta Lilião) com um delicioso pró-seco francês, que foi erguido ardorosamente em preito ao baluarte do comércio automobilístico, Marcelo Rios.

Pedi uma Baby Picanha (R$ 24,90) conforme sugestão do metre.

Picanha argentina assada com madeira nobre servida com uma saladinha.

Nem preciso dizer que foi “A” picanha!!! O sabor da madeira entremeada naquela carne tenra assada no ponto me fez pela primeira vez na vida entoar o hino argênteo sapateando sobre a mesa alguma dança chucra.

Porém como nem tudo é perfeito, veio acompanhada por uma pobre e envergonhada salada de alface, agrião e duas (isso mesmo) rodelas de tomate que poderiam ser cobertas por um pestosinho que veio à tiracolo.

Quando pensava que a conta seria pedida, eis que veio uma turba de garçons entoando cânticos aniversariantescos num desânimo de dar pena, carregando algo que parecia um simples improviso de bolo, porém....quando olhado de perto era ela, a mãe de todas as sobremesas do universo, o Elvis Presley das sobremesas. O mundialmente famoso Petit Gateau de manjar argentino (doce de leite) com sorvete de doce de leite com calda de frutas do bosque (R$ 19,00).

Quando o garçon colocou aquela preciosidade na minha frente, olhei com os olhos lacrimosos para minha mecenas e balbuciei...Obrigado!

Na primeira garfada, juntei alguns mirtilos, um pedaço da enorme framboesa e sorvi junto com o sorvete. Dei um ganido aos sentir a explosão de sabores em minha língua.

Resolvi dar uma chance para o petit gateau e afundei a colher em sua massa fofinha e cremosa, levando-a à boca logo em seguida.

Dei espasmos e praticamente cai da cadeira, pois na hora desfaleci como quem fora flechado por cupido ou picado por uma caninana.

Nunca na minha vida havera eu posto em minha cavidade bucal tão soberbo doce.

O prato, foi eleito inúmeras vezes por revistas especializadas como a melhor do Brasil (de verdade).

Por outra dessas andaria de joelhos em torno do vaca brava dançando o rebolation.

A conta de tal brincadeira ficou a pequena fortuna de R$ 450,00.

Itaú personalité neles Lilião.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Bolo de caixinha da Carol - O mais completo dos alimentos


Num dia em que a tristeza me encompridava no tempo, esticando meus tendões a ponto de me romper em dois, eis que surge, em forma de uma barra marrom, um pequeno suspiro de refrigério, deitado sobre um pires conhecido de infância e servido por dedinhos finos, os pequenos construtores desse adulto precocemente talhado e tardiamente amadurecido que hoje sou.
A filha da minha juventude e mãe de minha adultêz, Caroline Córdova, com nobreza de princesa e a simplicidade de quem limpa um ferimento com lenço e saliva, me entregou o que segundo ela, estancaria o translúcido ribeiro que vazava de minha alma e escorria pelas minhas faces.
O bolinho feito por ela seguindo uma receita de caixinha, parecia conter ingredientes não impressos na embalagem, sei disso pois não o experimentei com papilas gustativas, mas coronárias, que denunciavam itens como independência, posteridade, cuidado (não o dado, ítem barato e banal no meu mercado particular, e sim o recebido, doce e raro) e a solidão eminentemente progressiva, fermentada pelo crescimento de membros infantis.
Esta cara delícia foi servida acompanhada do mais lácteo sorriso, dado por alguém que ainda não aprendeu a desaprender felicidades – o sorriso dela quando goteja em minha tristeza, transborda vagaroso pelos meus olhos.
Ninguém conseguirá repetir a receita, por ter ingredientes secretos de tradições criadas numa década inteira por almas que se entrelaçam em rituais improvisados de amor sincero, porém tentarei reproduzir assim como ela fez.

Modo de fazer:

Peça para sua avó colocar todos os ingredientes na mesa, escolha uma fôrma bem bonita, mas pequena, leve uma bronca da vozinha. Pegue então a que ela escolheu. Misture todos os ingredientes na proporção descrita na embalagem, peça para ela acender o forno, coloque então a fôrma a 4 mãos dentro dele.
Conte os 1800 segundos um a um no relógio da cozinha, então peça para a avó retirar.
Olhe com carinha de dozinha para ela fazer a cobertura de chocolate. Tente aprender a receita e esqueça logo em seguida.
Sirva com um sorriso dizendo que foi você quem fez.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Pinquí - A sorveteria mais Style do cerrado

Meu povo, estou com a garganta gelada até agora de tanto sorvete que tomei!
Depois do almoço resolvi tomar um sorvetinho (calma lá, transição de dietas)para refrescar, neste clima de savana que estamos vivendo aqui na capital do cerrado.
Desta vez, obstinado, resolvi procurar a tal Pinquí (Pink + Pequi) da qual eu tanto ouvira falar.
A sorveteria, adornada por seu pequizeiro estilizado, fica na Ricardo Paranhos n. 211 no Setor Marista.
O lugar fica instalado numa lojinha de uns 50m, mas merece uma esquina inteira pela originalidade e qualidade oferecidas.
O sorvete, na verdade é uma miscelânia que podemos criar na hora, escolhendo entre 43 sabores de sorvete e diversos outros ingredientes, como frutas, castanhas, chocolates e confeitos, que são misturados na nossa frente em cima de uma pedra gelada e servidos no potinho.
Original e saudável, porquê todos os sorvetes são feitos numa fábrica própria pela Engenheira de alimentos Camila (sócia proprietária) com poupa natural de frutas,s e o melhor, sem gordura hidrogenada! Uma novidade que confere ao sorvete suavidade e leveza.
Entre quase uma hora de conversa agradável com a Darlene Gomes, a Dadá (proprietária) tomei duas misturas, a número 1, com sorvete de jabuticaba, sorvete de Yogurte, castanha de barú e doce de jabuticaba, e a número 6 com sorvete de cajá, sorvete de yogurte, manga, kiwi, suspiro e raspas de limão.
Vocês não tem a menor idéia das delícias que ficaram. Refrescantes e suaves como um banho de mar.
Depois disso experimentei praticamente todos os sabores oferecidos gentilmente pela Dadá.
Confesso um deslise a vocês, a conversa estava tão gostosa que lembrei que não tinha pago os R$ 12,00 dos sorvetes quando estava na esquina. Voltei quitei meu débito, marquei meu cartão de fidelidade e vou voltar muuuuitas vezes.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Frutos do Cerrado - Anápolis. Momento Coquete



Entre um cliente faltoso e outro, resolvi refrescar minha recém “derramada” caixola ( Isso mesmo! AVC is easy than 123) numa deliciosa sorveteria de frutas do cerrado situada a 3 quarteirões da clínica que atendo em Anápolis (no Jundiaí, Av. São Francisco).
Pimpão e garboso fui solitário e suspirante ao encontro do frescor e da venturosa sensação de alívio adocicado, diante a turva e vaporosa bruma que parece cozinhar meus olhos ultimamente.
Em virtude de minha nova dieta, posso me aventurar com poucos doces, mas como sou dado a pequenas exceções, emendei duas unidades do acepipe; uma de amora e outra de amendoim.
O primeiro, um exemplar avermelhado-crepúsculo, crepitou em meus dentes à primeira mordida, estalando suas sementes maceradas por meus vigorosos molares. Já o sabor, ah o sabor...deslizando por minha língua carmesina, fez-me sentir novamente nos galhos da amoreira frente a casa do sítio em Barretos, vagueando por entre as folhas á cata de umas azedas e outras doces.
Um copo d´água depois, era a hora de enfrentar um de meus sabores favoritos, que também me arremetem ao sítio Santa Inês: amendoim.
De coloração trigueira e sarapintado de grãos, este exemplar aveludado e em vezes crocante, trouxe-me alegria truona, fazendo-me fechar os olhos e tamborilar com meus dedos uma melodia avulsa no cestinho verde-limão onde jaziam a casca e o palito de meu último benfeitor.
Conspícuos, para atiçar ainda mais vossas entranhas, devo relatar a insignificância do valor destas pequenas alegrias. R$ 1,50 cada.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Bolo de Rolo


Sabedora de meu interesse em gastronomia, uma cliente em um de seus passeios, me trouxe de Pernambuco uma iguaria que sinceramente me deixou embasbacado, para não dizer estupefato (putz dá na mesma), chamada Bolo de Rolo, fabricada pela Casa dos Frios.
Na hora que me presenteou, olhei assim meio desconfiado e pensei: um rocambole industrializado? Fiz carinha de quem estava entendendo o mimo, mas por dentro fiquei esperando acabar meus atendimentos para "olhar com a boca".
Ao abrir a caixinha, me deparei com um rocambolezinho com um pão-de-ló finíssimo, recheado de goiabada. Olhei de novo...vamos lá!
Primeira mordida: Sentei em minha poltrona, fechei os olhos, respirei fundo e senti banhar-me pelas brisas do Atlântico ouvindo aquela música do U2, Beautifull Day.
Segunda mordida: Senti a massa levíssima com dulçor moderado, contrastando com o apurado e fino doce de goiaba. Não era rocambole, era....bolo de rolo.
Não entendi mais nada depois disso. Só pensava em trazer a representação deste paraíso em caixinhas para Goiânia.
Detalhe: A maravilha já é considerada patrimônio imaterial de Pernambuco e é vencedora do Guia Veja 2007.
Maurício de Nassau que me perdoe, mas descobri Pernambuco.

BOLO DE ROLO

Ingredientes:
Massa:
200g de manteiga em temperatura ambiente;
200g de açúcar;
6 gemas;
200g de farinha de trigo;
1 colher de chá de fermento em pó;
6 claras em neve;

Recheio:
500g de goiabada caseira;
½ xícara de chá de água;

Para montar:
Açúcar de confeiteiro

Modo de preparo:
Massa:
Na batedeira, bata a manteiga com o açúcar até formar um creme. Coloque as gemas e continue batendo até ficar cremoso. Junte a farinha de trigo, o fermento em pó e misture. Por último, as claras em neve.
Recheio:
Leve ao fogo a goiabada com a água e deixe amolecer. Em seguida, passe por uma peneira.
Montagem:
Coloque 5 colheres de sopa de massa para assar cada bolo. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por 5 minutos aproximadamente. Pressione levemente com os dedos para verificar a textura. Retire, coloque a forma sobre um pano úmido ou sobre o mármore, passe o recheio e enrole. Asse o segundo bolo, passe o recheio e enrole com o primeiro bolo. Faça o mesmo procedimento com os 5 bolos. Polvilhe com açúcar de confeiteiro.
Pulo do gato:
O segredo é não deixar dourar porque a camada tem que ser muito fina, e que assa rápido. Coloque a massa sobre papel manteiga untada. Você também pode fazer um massa de pão-de-ló de água, assando sem dourar, colocando a massa bem fina na fôrma (cerca de dois dedos) e depois de pronto, deixe esfriar e coloque um pano de prato bem úmido em água por cima outro por baixo e deixe por cerca de uma hora, isso facilita para enrolar.