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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Empada do Lázaro - Mercado Central : Essa é minha favorita!!!

Bons amigos da goianidade gastronômica!
Dentre todas minhas gordices favoritas, a mais execrada por minha consorte é a de tomar café da manhã no Mercado Central (rua 3 - Centro- Goiânia) e aniquilar 3 empadas no Lázaro, recheando-as com salada de repolho e muuuuuiiiiita pimenta, ostentando à minha direita uma bela coca-cola KS.

Eu adoro esse mercado com seus cheiros e sabores.
Lá eu compro ambrosia, geléia de mocotó, erva para tereré e o melhor remédio do mundo contra qualquer coisa que doa, o famosíssimo Moreira Pecan.
Porém, é impossível passar pelo mercado sem dar uma chegadinha no Lázaro e na Gorete, que para mim, figuram portentosos ao lado de Ferrán Adriá e René Redzepi na arte da gastronomia mundial.
Os dois são muito simpáticos e boa gente (esses dias fiz ate uma pindureta de R$ 20.00 já que não existem mais caixas eletrônicos no mercado), agindo como se todos os clientes fossem de casa. 

Uma massa leve e saborosa abraçando um cremoso franguinho cuidadosamente desfiado e temperado habilmente com bastante cebola, alho e especiarias e uma azeitona (sem caroço) para arrematar a obra de arte. Simples e formidável.
Não precisamos de coxinhas, kibes e pastéis, se temos empadas!
Há quem prefira a do Alberto, mas eu não troco mais uma pela outra. 


Em breve nosso humilde blog fará um teste cego com exímios e experimentados especialistas em empadas, para então tirarmos a prova dos 9 e descobrirmos enfim qual a melhor empada do universo.
Quem for vivo verá.

Rogerio Goncalves

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Rei do Baião e Esquina Mocotó- São Paulo é dos Nordestinos!

Pátio do Colégio - centro de São Paulo
Eu amo São Paulo! Adoro passear a pé pelas ruas centenárias da capital paulistana: Viaduto Santa Ifigênia, Mosteiro de São Bento, Pátio do Colégio, Estação da Luz, Pinacoteca do Estado, Bairro da Liberdade, Rua 25 de Março, Ladeira PortoGeral, Avenida Paulista, Mercado Municipal, Rua Augusta, Catedral da Sé, etc...
Andar por São Paulo é caminhar pela história do Brasil. 
De vez em quando tenho o privilégio de ir a cidade, mas sempre para algum compromisso. Ainda quero tirar férias por lá, ir só pra curtir de turista.


A gastronomia na Paulicéia Desvairada é um destaque a parte. A cidade é, com certeza, um dos melhores lugares do mundo para se comer. Por ser uma capital cosmopolita é possível se encontrar uma variedade absurda de tipos de comida; mas mesmo com toda essa variedade, uma força arretada nunca se abate diante dos concorrentes, a comida nordestina.



Em minha última passagem por São Paulo de passagem pelo belo Mercadão, não por coincidência, optamos por fugir do famoso sanduíche de mortadela e escolhemos o Restaurante O Rei do Baião. O prato pra duas pessoas serve tranquilamente umas quatro, se não tiverem com muita fome (o que definitivamente não era nosso caso). O baião de dois acompanhava queijo coalho, torresmo, costelinha e pernil, uma refeição digna de Lampião, Maria Bonita e o bando de cangaceiros mais temido que já existiu.
Para acompanhar a delícia e despistar o calor, um saboroso Chopp Brahma Black.
O almoço para duas pessoas ficou em R$ 75,00 (acho!).

Brahma Black em suas três fases distintas! ainda não achei esse chopp em Goiânia, se souberem me avisem.
Ainda na toada nordestina, meu primo fez o convite para conhecer um bar tradicional da zona norte chamado Mocotó, porém para nossa infelicidade, a fila de espera estava quase do tamanho dos enfadonhos engarrafamento paulistanos, e por esse nobre motivo fomos para o Esquina Mocotó, irmão mais novo da escolha inicial.


Esquina Mocotó, detalhe para a tela de Antônio Poteiro no restaurante (me senti em casa)
Segundo me contaram o Mocotó é uma ode aos sabores nordestinos, onde se vai para comer muito e bem. O Esquina Mocotó é uma criação do chef Rodrigo Oliveira, filho do criador da casa-máter, com um pé na tradição familiar e outro na inovação o chef criou pratos com a potência nordestina e a glamour da alta gastronomia.


Dadinhos de Tapioca
Para começar nossa noite pedimos uma esquenta goela, uma dose de Weber Haus, cachaça orgânica premiada produzida em Ivoti (RS) acompanhado de dadinhos de tapioca com molho picante. Entre boa prosa e risadas, depois da entrada escolhemos a leitura do chef do tradicional baião de dois, acompanhado de carne de sol, dessa vez acompanhado de uma cerveja Perigosa (IPA, 9,1% de graduação alcoólica).


Baião de Dois, acompanhado de Carne de Sol
Quando os pratos chegaram em nada lembrava o que comemos no Mercadão, a versão em questão usava feijão verde e tinha lascas de queijo coalho tostado por cima da sagrada mistura. A carne de sol  era acompanhado de molho de goiabada cascão e pimenta biquinho. Sensacional e ponto final! A combinação precisa dos sabores nos faz ter orgulho da versatilidade criativa dos brasileiros. Para fechar nossa noite voltamos ao esquenta goela, dessa vez em versão sorvete.

Couvert de Pães feitos na casa e azeite, servido aos clientes
Talvez meu breve relato não tenha feito jus ao Esquina Mocotó, aconselho aos nobres leitores que dê um google e veja o que essa combinação da tradição com a inovação tem causado na capital paulistana. E sim as fotos de lá foram buscada no infomar, meu digno celular não aguentou o batidão do dia em São Paulo e me deixou na mão nesse momento, perdão! A conta para quatro pessoas ficou em R$ 280,00 (novamente, acho!).

abs

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Massala Zone (Londres) - A chuva de bonecos indianos

É com muito prazer que inauguramos o momento internacional do O que comi, e para romper o lacre das fronteiras oceânicas, ninguém melhor que meu inspirado e inspirador amigo/irmão de longa data e ( sente a pressão) mais novo colaborador deste humilde blog, Pierre, o mestre das baquetas encantadas e hipérboles mirabolantes.
Deliciem-se!


Masala Zone é parte de um grupo de restaurantes em Londres que oferece uma experiência genuína com a comida indiana - alimentos e chefs provenientes das regiões nas quais os pratos são tradicionais. Por essa razão, dentre algumas notas escritas pela Bianca (minha esposa) sobre o que fazer em Londres, encontrava-se o nome do restaurante em questão.



Logo ao entrar, percebi o ritmo frenético da cozinha, o aspecto peculiar da decoração e um aroma incomum no ambiente. Após um breve momento de espera, estava diante de nossos olhos uma bandeja circundada por uma série de molhos e temperos sobre os quais pouca ou nenhuma explicação conseguiria aqui fornecer.

Apenas sei que após a primeira mãozada (talheres são dispensados, tal qual na Índia, sendo portanto opcionais) minhas vísceras começaram a aplaudir com entusiasmo e meu coração a bater com tamanho vigor que me percebi elevando os olhos aos céus em sinal de gratidão. Foi quando vi uma chuva de bonecos com semblantes e trajes indianos que pendiam do teto como que em festa.

Um sujeito desavisado talvez julgasse se tratar de uma experiência mística. Com um certo esforço, convenci-me de que permanecia ligado à matéria, em um gozo ainda carnal. Tenho que confessar que, por um momento, acreditei ter visto um dos bonecos sorrir pra mim num gesto de cumplicidade. Buscando o auxílio da razão, lembrei-me de que estava já há algum tempo degustando (ou bebendo) alguns rótulos de cerveja indiana, a saber, COBRA e KINGFISHER. Entre bêbado e louco, optei pela primeira opção, por oferecer uma cura mais rápida. Sobre as cervejas, nada surpreendente. De acordo com meu simplório paladar, a cerveja indiana não está à altura da comida daquele país.


Ao sair do restaurante, evitando olhar para os bonecos, tive a plena convicção de que a comida indiana proporciona uma daquelas experiências que parecem não se limitar àquilo que podemos racionalmente narrar. Talvez seja realmente possível comer com a alma!

Pierre

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Restaurante do Zé Muié- Bom Jesus- Comida para sujeito homem


Hospedado em Bom Jesus para ministrar palestras em uma indústria de álcool, este mancebo que vos tecla precisa relatar uma experiência sui generis da boa e velha gastronomia corajosa, uma de minhas favoritas, que deveria figurar suprema no guia Bolex (a marca de pneus mais barata), com quatro estrelas caso ele existisse.


Como era terça-feira e os restaurantes por aqui fecham exatamente na noite deste dia (má ôi?) fomos eu e a professora responsável pelo convite jantar no referido estabelecimento (R Um, 170, Centro, Bom Jesus, GO)  cujo nome Zé Muié é emprestado do antigo dono, pai dos atuais proprietários que era, digamos, um Don Juan.


Por parcos R$ 12,00 (doze reais) teríamos o régio direito de mandarmos e desmandarmos na cozinha (onde são apresentadas as refeições em fogão de lenha), comendo o que tivéssemos vontade e o quanto nossos estômagos pudessem suportar.

Comida tipicamente goiana. Pernil, bife chapeado na hora, frango caipira, torresmin, salada, couve refogadinha, angú, ovin fritin, e mais um bocado de iguarias nadando em banha de porco, como este velho desbravador adora.


Um sucesso!
Menos para a professora que passou a quarta-feira reinando no trono do apartamento.

Rogério

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Em Curitiba: Madalosso – é muito tudo!


Parece uma coisa surreal você chegar em restaurante com mais de 4000 lugares e ter que aguardar em fila de espera para entrar, mas isso foi justamente o que aconteceu comigo ao visitar o Restaurante Madalosso em Curitiba.

da esquerda pra direita os parceiros de empreitada: Lia, Izabela, Pedro e Denise

O Madalosso é um gigante incrustado no tradicional bairro gastronômico de Santa Felicidade com 7.671 metros quadrados de área e 4.645 lugares disponíveis para os frequentadores distribuídos em 9 grandes salões, este restaurante recebeu em 1.995 do Guiness Book o título de maior restaurante das Américas.

Vista de um dos salões do Restaurante
Depois de esperar por um tempo (e em se tratando de um restaurante com mais de 4000 lugares qualquer 5 minutos que se aguarda é algo impressionante, mas não entediante) na recepção do restaurante entre batidas e bagaceiras apreciando os murais de fotos das personalidades que passaram pela casa, finalmente entramos para um dos salões da casa.


O cardápio do restaurante é rodizio de massas, e quando se senta é que você se dá conta do tamanho da estrutura do restaurante. Nem um minuto (juro que não nem isso!) depois que sentamos os garçons já colocaram nossos pratos na mesa e imediatamente começaram a servir o rodízio, e quando se corre os olhos pelo salão consegue se ver o batalhão de garçons transitando entre as mesas.



Dos muitos pratos do cardápio dou um destaque especial para Gnocchi de Rúcula com Tomate Seco e para o Spaguetti Alho e Óleo que me cativaram sobremaneira. E para acompanhar as engordativas delicias italianas servidas pedimos uma cerveja que leva o nome da casa, uma boa pilsen que faz jus a qualidade da comida servida.


O Restaurante Madalosso esse ano faz 50 anos de história em Curitiba atraindo turistas de diversos locais do mundo, não só pela qualidade de sua comida mas também pela giscantesca estrutura física e operacional que impressiona. Tanto pela comida, como pela estrutura de um dos maiores restaurantes do mundo, vale a visita!

Minha participação na conta ficou em R$ 94,00 com rodízio e bebidas devidamente rateadas, e depois de comermos tanto, por pura falta de espaço, ninguém da mesa ousou a ariscar a olhar o cardápio de sobremesas.

E depois do maior das Américas, agora é hora de mirar no maior do mundo: Damascus Gate com 54 mil metros quadrados e 6.000 lugares (já pensou esses blogueiros tirando na Síria?! Por enquanto sonhar não paga imposto).


abs


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Curitiba - Nostalgia e Comida muito típica


Em nossa pesquisa pré viagem descobrimos que em Curitiba existe um passeio de trem pela serra do mar até a cidade de Morretes, no litoral paranaense.

O passeio é feito pela Serra Verde Express através da ferrovia Paranaguá – Curitiba num clima nostálgico e bucólico, e o trem atinge a incrível velocidade máxima de 40 km/hora e dura cerca de 3 horas e meia em meio a cenários paradisíacos que nos fazem perder o folego!


O pacote que contratamos custou R$ 200 por cabeça em classe turística, com direito a ser buscado no hotel (no nosso caso no hostel), serviço de bordo no vagão, almoço livre em Morretes e city tour com guia em Antonina; tudo isso devidamente divido em seis vezes no cartão de crédito salvador.

No almoço, na pequenina Morretes, fomos convidados a comer o mais tradicional prato da culinária paranaense, o barreado! Barreado é uma carne de panela que foi cozida a exaustão com temperos e especiarias.


A primeira vista ele não encanta pelo visual, como o prato leva cerca de 9 horas de cozimento em panela de barro vedada, a carne praticamente derrete e na hora de servir os garçons do restaurante fazem uma demonstração de como se serve o prato a moda típica. Eles servem duas colheres de farinha de mandioca no fundo do prato e depois colocam o caldo do barreado, e misturam até formar um pirão, o prato acompanha arroz e banana.

O gosto do prato é muito forte, e a banana serve para balancear o sabor do prato, sem ela o prato fica pouco palatável, para os turistas que preferem não o restaurante serve peixe empanado e camarões. Pra arrematar o almoço, uma dose generosa de cachaça de banana.   


O retorno do passeio é, de van, pela estrada da graciosa, um caminho sinuoso com hortênsias pelo caminho, pena que não era tempo de elas estarem floridas.


Mais que recomendo esse passeio pra quem estiver pensando em passar uns dias em Curitiba, é realmente maravilhoso, e pra quem tiver afim da receita de barreado segue um LINK.

abs

terça-feira, 23 de julho de 2013

Quando em Curitiba

Jardim Botânico de Curitiba, cartão postal da cidade
Prezados leitores deste humilde blog, acabo de chegar de uns dias da bela capital paranaense, Curitiba. E ainda bem que voltei a tempo de escapar do frio intenso e da neve que caíram na cidade essa semana, e por mais que a neve seja algo inusitado e desejado por muitos, este ser do cerrado nem de longe estava preparado para a temperatura negativa que decaiu sobre a cidade.

Curitiba é realmente uma cidade encantadora e, em minha opinião, muito bem preparada para receber turistas que chegam por lá. De ônibus especial para quem chega ao aeroporto à linha turística que circula pelas principais atrações da cidade, Curitiba realmente merece um destaque especial entre as cidades turísticas do Brasil. Antes de desembarcar na capital paranaense fucei na internet e descobri o blog MATRAQUEANDO que me ajudou com muitas dicas sobre a cidade.

Então vamos falar do foco deste blog que é a comilança.

BABA SALIM - Assim que desembarquei na cidade fui do aeroporto ao centro da cidade, com o transporte executivo roda alguns pontos da capital por justos R$ 12 (se fosse fazer o mesmo percurso de taxi provavelmente gastaria uns R$ 60 ou mais), onde Denise já me aguardava no Baba Salim, um pequeno boteco com DNA 100% árabe com uma ambientação que faz parecer que entramos num portal e paramos diretamente na terra dos sheiks. Lá podemos apreciar deliciosos mini kibes e chawarma por um preço bem convidativo, R$ 49,00. As sextas a casa oferece apresentações de dança do ventre.

aguardando pedido no bar do Alemão
BAR DO ALEMÃO - Indicado por nossos anfitriões, Pedro e Lia, como sendo o represente legitimo da culinária da Baviera, o Bar do Alemão fica bem no centro histórico de Curitiba, no Largo da Ordem (onde aos domingos acontece uma enorme feira de artesanato). Antes de fazermos nosso pedido ouvimos uma mesa próxima perguntando ao garçom qual era o tamanho do prato pra duas pessoas, e a resposta foi um tanto quanto inusitada: “serve dois alemães com fome, muita comida!”. Diante disso, e com o marcador de fome não muito baixo, optamos por uma porção de salsichões brancos e vermelhos, e claro um Chopp pra acompanhar; nada mais alemão. Fechamos a noite com um saboroso strudel de maçã pra mim, e uma torta alemã para Denise. Peso da conta: R$ 65,00.


BARBARAM - A curiosidade de saber o que se come no frio leste europeu nos levou até esse bar. Fundado pela Sociedade Ucraniana de Curitiba e inicialmente restritos aos membros da sociedade o BarBaram serve a típica culinária dos fundadores do bar. Lá podemos degustar o combinado de Varenek (uma espécie de pastel cozido) com recheio de batata com requeijão e o Holoptchi (um charuto de repolho) recheado com trigo e especiarias. Particularmente achamos a comida um tanto sem sal (mau hábito causado pela excessivamente temperada culinária goiana) e depois deste combinado pedimos uma porção de Krakóvia (uma espécie de lombinho de porco defumado) que realmente é uma delícia. A visita a Sociedade Ucraniana de Curitiba valeu mais pela curiosidade do que pela paladar propriamente dito. Fim de noite: R$42,00.

o que sobrou da porção de krakóvia quando lembramos da foto

combinado ucraniano
Peço desculpa aos leitores do blog pela má qualidade, ou ausência, das fotos, é que os lugares que visitamos têm uma luz mais intimista e o flash acabava prejudicando ainda mais as fotos.

Breve mais relatos sobre a bela capital paranaense.

abs