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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Picolé do Coreto – Cidade de Goiás


Num delicioso feriado prolongado, eu e Luisa decidimos levar as crianças para conhecer a maravilhosa Vila Boa ou Cidade de Goiás, a antiga capital de nosso estado, bem como a história por trás da terra onde nasceram e foram criados.

Ficamos hospedados no lindo Hotel Vila Boa bem na entrada da cidade, onde tínhamos a estonteante vista da Serra Dourada, caminho de chegada das bandeiras nos rincões dessa terra de troncos ressequidos e ares de Savana.

Entre visitas a museus e divertidas brincadeiras na piscina, fomos mais de uma vez até o coreto da praça principal, construído em 1920 experimentar os mais variados tipos de picolés, feitos com capricho, zelo e frutas selecionadas.

Meninos pequenos e grandes se esbaldaram com sabores sortidos, como abacate, cajazinho, coalhada, pequi, creme de ovos, graviola, murici, pitanga, acerola...Por apenas R$ 1,50 cada.

Se pudéssemos ficaríamos ao menos um dia inteiro naquele antigo monumento onde o vento morno sopra o hálito de gerações de goianos, que num breve piscar de olhos poderiam ser vistos desfilando em trajes de passeio com mesuras europeias sobre o chão de paralelepípedos.

Rogério Gonçalves

sábado, 23 de abril de 2011

Picolé Melona, verde, retangular e deliciosamente cremoso.

Quem poderia imaginar que numa banquinha de revistas de Goiânia poderíamos saborear um picolé sul-coreano que até  1998 só era vendido por lá?
No começo da semana passada procurando coisas para minha provável casa nova em Brasília, pude experimentar a delícia numa banca de revistas do Wall Mart.
Para quem ainda não ouviu falar no sorvete no palito, o mesmo foi considerado um fenômeno de vendas no citado país, figurando como um dos produtos mais vendidos daquele mercado.
O Melona, é um picolé de melão, como diz o nome (hoje já feito em outros sabores),de um verde vibrante, feito da fruta e leite, o que confere ao mesmo, um suave e marcante sabor, aliado a uma textura suave e cremosa, aveludada na língua que preenche toda cavidade bucal.
Para quem ainda não experimentou, dá uma chegadinha lá na banca, mas coloque a mão no bolso pois a iguaria custa praticamente R$ 5,00. Vale a experiência.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Diletto Gelato Italiano - "La felicità è un Gelato"

 Há meses eu e Luisa ensaiávamos passar na  "La Pasta Gialla" (Rua Cento e Quarenta e Cinco - Setor Marista

Goiânia - GO) à tarde para experimentar o que prometiam ser o melhor picolé do Brasil, o Diletto.
 Neste sábado, porém, resolvemos ceder aos nossos apelos infantis e lá fomos em busca da felicidade, pois como dizia o  Nonno Vittorio Scabin, fundador da marca: "La felicità è un Gelato"!
 Pedi um de Limão Siciliano, "um faiscante sorbet" de extrato especial da casca do limão combinado com o suco da fruta e a Lú, um de Iogurte com Limão.
 O meu, parecia um floco de neve saborizado, de tão leve e suave, bem como os sorvetes que o nonno fabricava com neve frutas frescas antes da grande guerra na Itália.
 O da Luisa, cremoso e consistente, como o gosto nacional manda.
 Os dois picolés estavam maravilhosos, porém, por hoje ser um produto nacional (mesmo com base e aroma feitos na Itália) poderiam ter adoçado mais no preço R$ 6,50 a unidade.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Frutos do Cerrado - Anápolis. Momento Coquete



Entre um cliente faltoso e outro, resolvi refrescar minha recém “derramada” caixola ( Isso mesmo! AVC is easy than 123) numa deliciosa sorveteria de frutas do cerrado situada a 3 quarteirões da clínica que atendo em Anápolis (no Jundiaí, Av. São Francisco).
Pimpão e garboso fui solitário e suspirante ao encontro do frescor e da venturosa sensação de alívio adocicado, diante a turva e vaporosa bruma que parece cozinhar meus olhos ultimamente.
Em virtude de minha nova dieta, posso me aventurar com poucos doces, mas como sou dado a pequenas exceções, emendei duas unidades do acepipe; uma de amora e outra de amendoim.
O primeiro, um exemplar avermelhado-crepúsculo, crepitou em meus dentes à primeira mordida, estalando suas sementes maceradas por meus vigorosos molares. Já o sabor, ah o sabor...deslizando por minha língua carmesina, fez-me sentir novamente nos galhos da amoreira frente a casa do sítio em Barretos, vagueando por entre as folhas á cata de umas azedas e outras doces.
Um copo d´água depois, era a hora de enfrentar um de meus sabores favoritos, que também me arremetem ao sítio Santa Inês: amendoim.
De coloração trigueira e sarapintado de grãos, este exemplar aveludado e em vezes crocante, trouxe-me alegria truona, fazendo-me fechar os olhos e tamborilar com meus dedos uma melodia avulsa no cestinho verde-limão onde jaziam a casca e o palito de meu último benfeitor.
Conspícuos, para atiçar ainda mais vossas entranhas, devo relatar a insignificância do valor destas pequenas alegrias. R$ 1,50 cada.