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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Zu Kaiten- Comida japonesa em esteira.


 O que já é moda em diversos lugares do mundo chega á Goiânia trazendo inovações para um público que foge do conservadorismo e do lugar comum e cede aos encantos de um hábito pouco cultivado em nossa terra, sentar-se ao balcão para fazer refeições.

Situados em uma ilha rodeada por uma esteira em movimento constante (Kaiten), dois sushimans revezavam suas facas no preparo de sushis e sashimis variados que alimentavam o público voraz que selecionava quais peças mais lhes agradavam em pequenos bows de cores variadas que indicavam o preço a ser pago.

Resolvemos participar do rodízio, a R$ 48,40 onde tínhamos o direito de experimentar, além dos pratos da esteira, outros como o Hot Filadélfia, Yakissoba, Sunomono, Bolinho Shake, Rolinho Primavera e Shimeji.

Sobre a qualidade da comida, não chega a ser um Tao ou Kampai, porém é muito gostosa e caprichada, sem contar na rapidez e eficiência do serviço que são os pontos fortes do lugar.
Nota 10 pela iniciativa e criatividade, e vida longa a este estabelecimento.

Rua 9, n.966 St Oeste (entre Av. Assis Chateaubriand e a Praça do Sol) Fone: 3093-8999 Goiânia/GO 

Rogério Gonçalves

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

La Esquina - A balada do pistoleiro


Era noite alta quando a pareja conjugal do paladino Murilo Garcez Henrique e Denise Carrijo foram surpreendidos por ligação inesperada de Dom Rogério Ferreira Gonçalves, marcando encontro para averiguarem a indicação de seu informante José Roberto, ciente de novos locais na capital que interessariam os dois borrachos, que tem por ofício escrutinar pormenores de ambientes e refastelos para divulgação em massa.

Dom Rogério acompanhado de sua consorte Luisa Dias foram ao encontro dos comparsas na nobre demanda avaliativa.
Ao encontrar o lugar, uma sensação de Déjà vu tocou os presentes com um arrepio vindo de brisas juvenis de décadas já remotas, de histórias conhecidas da av. Portugal ou de lendas fantasmagóricas de Islas, Panchos e outros nomes chicanos sem ligação com o presente, alguns de tantos vultos que antes gargalhavam e hoje pairam no silêncio de novos blocos de concreto e argamassa.

Após serem recepcionados por uma sorridente hostess que fez a demora da conquista da mesa um mero detalhe, nos adentramos no recinto adornado por paredes cobertas de grafismos temáticos que arremetiam a cultura centro-americana presente no imaginário popular. Cactus, sombreiros, sol escaldante e ponchos coloridos protegiam aquele ambiente de qualquer referência de cerrado deixada para trás, nos pórticos que separavam Goiânia daquele solo estrangeiro, como uma fronteira, ou uma prega no espaço-tempo.


Ao sentarmos no lugar destinado, todos fomos uníssonos ao solicitar ao gentil garçom o favor de nos embebedar com o líquor amarelo-ouro (uma referência à cidade perdida? Talvez) que entorpece os sentidos e gera ganas de sorver mais e mais, desvanecendo a razão e os limites.

A beberagem, alcunhada Sol Mexicana (4,99) foi sorvida em quantidades tais que o próprio Zapata teria urinado em suas botas, para não ser guilhotinado no sádico banheiro da taberna.

Como legionários, pedimos as deliciosas sequências, ou "La Secuencia", pratos individuais mexicanos, incluindo carne, Nachos, Tacos, Quesadillas, Burritos,Chimichangas, Guacamole, Pico de Gallo, Sour Cream, BBQ, Salsa Mexicana e Quesadillas Doces (21,90) sem limites de quantia.


Quando o assunto já se referia aos futuros repastos doces a serem degustados, eis que numa nuvem de fumaça ou devaneio febril, ele, um sujeito alto, de barbas grisalhas e olhar misterioso, com a segurança meticulosa de um Pancho Villa saca um limão de nossa mesa, arrasta um pote de guaca mole e preenche gota a gota o receptáculo com a nódoa ácida do cítrico. 

Atordoados com a indefectível presença, todos se entreolhavam num misto de susto, medo e curiosidade. Sem saber se corríamos, gralhávamos ou sacávamos nossos bacamartes, decidimos aguardar, até que abruptamente, daqueles ressequidos lábios emoldurados por alvos e crespos fios se abriram nos apresentando o formidável Pedrão, proprietário do lugar, que nos envolveu com belas histórias Maias, mesclando sabores, olores e tantas outras maravilhosas sensações.

Coisas que nem o mais forte Mezcal nos proporcionaria!
No fim, saborosíssimas quesadillas foram saboreadas com sorvete, deixando a certeza de que naquele lugar ainda seremos felizes por várias vezes ainda! Que viva el méxico!

Rogério Gonçalves

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Churrascaria Gramado - Uma louca vontade de comer carned


Desde que comecei nessa onda reprogramação alimentar meus hábitos  alimentares foram mudando gradativamente (aqui e aqui), e só o tempo pode dizer se as escolhas foram benéficas ou não, por hora eu sofro.

E nessas mudanças o consumo de carne foi o que mais alterou. Eu era desses animais de grande porte sedentos por carne; me convidar pra um churrasco era garantia que iria dar um prejuízo pro anfitrião, um monstro dentro de mim dizia que aquela era a última carne do mundo, e que se eu não comesse até passar mal eu iria me arrepender drasticamente...

Pois é meus amigos, eu era assim! O tempo vai passando e agente vê que precisa mudar algumas coisas, por isso a tal reprogramação alimentar.

Porém, como todo ser humano, eu sou falho (ainda bem! Seria muito chato ser certinho demais) e dia desses, estimulado por um comercial desses grill do mercado (malditos publicitários!!!) que tinha uma baita bifão e uma mão colocando flocos de alho sobre o bifão; aquilo fez renascer aquele monstro em mim, e ele dizia: “você precisa de carne, muita carne!”.

E rendendo-me a essa fraqueza fui em busca do alimento desejado. Nessas horas não tem espetinho, nem espetão, que me sustente. O negócio é o bom e velho rodízio de carnes. Partimos então para aquele que pra mim é o melhor rodízio de Goiânia, Churrascaria Gramado (precisamente a da Av. 136).

Sentei e esperei o meu deleite começar. A Denise foi ao aparador de Buffet e quando voltou perguntou: “você não vai colocar nada não?” e tal qual um viking retornando esfomeado de suas pilhagens respondi: “só preciso de carne.” 

Li em algum lugar que o sabor da carne é diretamente proporcional a quantidade de gordura que ela tem, então dá-lhe picanha, dá-lhe cupim (bola, defumado, temperado, e o que mais tivesse), dá-lhe costela (de boi, de carneiro). Se algum garçom desavisado oferecesse um frango grelhado, educadamente respondia que não, domando o ímpeto do monstro em bradar: “Frango, francamente! Suma com isso daqui antes que você arrume confusão”.

O resultado, claro, só podia ser um: passei muito mal! E o pior que eu sabia que isso iria acontecer. Na volta pra casa, já com o monstro mais calmo, enquanto ouvia aquele sermão básico com coisas tipo “precisava comer tanta carne assim” e “tá vendo agora você vai passar mal”, a única coisa que realmente importava era a plenitude de minha alegria em me render ao pecado capital da gula.

abs